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Análise de Mercado

Exportações de soja, milho e farelo podem superar 15,7 milhões de toneladas em outubro, aponta ANEC

Programação indica avanço dos embarques dos três produtos na semana de 18 a 24 de outubro; Santos e Paranaguá concentram parte expressiva das operações


Publicado em: 21/10/2026 às 19:20hs

Exportações de soja, milho e farelo podem superar 15,7 milhões de toneladas em outubro, aponta ANEC

As exportações brasileiras de soja, milho e farelo de soja podem alcançar 15,79 milhões de toneladas em outubro de 2026, conforme os números atribuídos à Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) no levantamento apresentado. O milho responde pelo maior volume previsto, enquanto o farelo registra o crescimento proporcional mais expressivo em relação a outubro de 2025.

Para a semana de 18 a 24 de outubro, a programação dos três produtos soma 4,16 milhões de toneladas, ante 2,87 milhões de toneladas informadas para o período de 11 a 17 de outubro. A diferença representa avanço de aproximadamente 44,8%.

Como o intervalo semanal ainda estava em andamento na data de referência desta matéria, os volumes devem ser considerados como programação de embarques, sujeitos a ajustes, e não como exportações integralmente concluídas.

Milho lidera programação de exportações em outubro

A previsão para as exportações de milho em outubro é de 6,87 milhões de toneladas, volume 20,7% superior às 5,69 milhões de toneladas registradas no mesmo mês de 2025.

Na comparação semanal, a programação passa de 1,22 milhão para 1,84 milhão de toneladas, crescimento de 51,2%. O acréscimo é de aproximadamente 624,5 mil toneladas.

O Porto de Santos concentra o maior volume previsto para a semana, com 799,5 mil toneladas. Na sequência aparecem Barcarena, com 412,1 mil toneladas, e São Francisco do Sul, com 122,9 mil toneladas.

O desempenho projetado indica maior movimentação do cereal pelos terminais monitorados. Entretanto, o resultado de outubro, isoladamente, não permite concluir se haverá recuperação integral de eventuais perdas acumuladas ao longo do ano.

Soja tem previsão de 6,4 milhões de toneladas no mês

Os embarques de soja previstos para outubro somam 6,40 milhões de toneladas, praticamente em linha com as 6,399 milhões de toneladas de outubro de 2025. A diferença positiva é de cerca de 2,6 mil toneladas, equivalente a 0,04%.

Para a semana de 18 a 24 de outubro, estão programadas 1,61 milhão de toneladas, frente a 1,24 milhão de toneladas na semana anterior. O aumento corresponde a 30,4%, ou aproximadamente 375,7 mil toneladas.

Entre os portos relacionados no levantamento, os maiores volumes são:

  • Santos: 480,9 mil toneladas;
  • Paranaguá: 465,7 mil toneladas;
  • Rio Grande: 326 mil toneladas.

Juntos, os três terminais representam aproximadamente 78,9% da programação semanal de soja, evidenciando sua importância para o escoamento da oleaginosa.

Farelo de soja apresenta avanço de 45,9% na projeção mensal

A estimativa de exportação de farelo de soja para outubro é de 2,52 milhões de toneladas, contra 1,73 milhão de toneladas no mesmo mês de 2025. Caso se confirme, o volume representará crescimento de 45,9%.

Na programação semanal, o produto apresenta a maior expansão percentual entre os três principais itens analisados. Os embarques previstos chegam a 699,1 mil toneladas, ante 410,4 mil toneladas na semana anterior, alta de 70,4%.

Santos aparece com 249,9 mil toneladas, seguido por Paranaguá, com 242,2 mil toneladas, e Rio Grande, com 180 mil toneladas. A soma desses terminais equivale a aproximadamente 96,1% do volume semanal previsto para o farelo.

Sorgo recua na semana; DDGS tem 49 mil toneladas programadas

O sorgo apresenta comportamento diferente do observado em soja, milho e farelo. A programação semanal cai de 443,7 mil para 230,7 mil toneladas, uma redução de 48%.

Entre os portos destacados estão Vitória, com 68,3 mil toneladas; São Luís/Itaqui, com 65,6 mil toneladas; e Santos, com 63 mil toneladas. Para outubro, o levantamento informa previsão de 1,47 milhão de toneladas.

No caso dos grãos secos de destilaria com solúveis, conhecidos como DDGS, estão previstas 49 mil toneladas para a semana, integralmente por Santarém. Não há volume indicado para a semana anterior.

O levantamento também não apresenta registros de trigo nos dois intervalos semanais analisados.

Maior escoamento movimenta logística, mas receita depende dos preços

A programação mais elevada de soja, milho e farelo aponta para maior demanda por transporte, armazenagem e serviços portuários. O cumprimento dos cronogramas também é relevante para a execução dos contratos de exportação.

Entretanto, o aumento do volume físico não garante crescimento proporcional da receita. O resultado financeiro depende dos preços negociados, do câmbio, dos custos logísticos e das condições de pagamento.

Da mesma forma, os números de embarques não permitem quantificar, por si só, a geração de empregos, os efeitos sobre a renda dos municípios ou eventuais impactos na cotação do real. Essas avaliações exigem indicadores adicionais.

Execução dos embarques será decisiva para confirmar projeções

A concentração das operações em terminais como Santos e Paranaguá reforça a importância da regularidade logística para o resultado do mês. Alterações nas escalas dos navios e no andamento das operações podem modificar a distribuição dos volumes entre semanas.

Para o mercado de grãos, o principal ponto de acompanhamento é a conversão da programação em embarques efetivos. A confirmação dos volumes previstos indicaria crescimento mensal expressivo de milho e farelo de soja, enquanto a soja permaneceria próxima do desempenho registrado em outubro de 2025.

Fonte: Portal do Agronegócio

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