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Brasil

Exportações do Brasil crescem 33,5% em outubro e superávit chega a US$ 5,96 bilhões

Soja, carne de aves e petróleo estão entre os destaques das vendas externas até a terceira semana do mês; saldo comercial acumula US$ 68,35 bilhões no ano.


Publicado em: 21/10/2026 às 18:40hs

Exportações do Brasil crescem 33,5% em outubro e superávit chega a US$ 5,96 bilhões

As exportações brasileiras somaram US$ 21,04 bilhões até a terceira semana de outubro de 2026, com crescimento de 33,5% na comparação apresentada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em relação a outubro de 2025.

No mesmo recorte, as importações alcançaram US$ 15,08 bilhões, avanço de 21,5%. Com as vendas externas crescendo acima das compras, o país registrou superávit comercial de US$ 5,96 bilhões, aumento de 78,3%.

A corrente de comércio, que reúne exportações e importações, atingiu US$ 36,12 bilhões, expansão de 28,2%. Os dados são parciais e não representam o fechamento de outubro.

Agropecuária exporta US$ 4,09 bilhões na parcial de outubro

As exportações da agropecuária cresceram 21%, totalizando US$ 4,09 bilhões até a terceira semana do mês. A soja esteve entre os produtos que contribuíram para o resultado, com aumento de 28,9% nas vendas externas.

Também avançaram as exportações de animais vivos, exceto pescados e crustáceos, com alta de 242,8%. O grupo de centeio, aveia e outros cereais não moídos registrou crescimento de 7.217,1%.

O desempenho, entretanto, não foi uniforme. As vendas de produtos hortícolas frescos ou refrigerados caíram 24,5%, enquanto as de especiarias recuaram 11,6%. Já o grupo de sementes oleaginosas de girassol, gergelim, canola, algodão e outras apresentou redução de 53,6%.

Carne de aves e celulose avançam; bovinos e açúcar recuam

Na indústria de transformação, as exportações alcançaram US$ 10,32 bilhões, crescimento de 20,9%.

Entre os produtos ligados às cadeias agroindustriais, destacaram-se as carnes de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, cujas vendas aumentaram 41,5%. As exportações de celulose cresceram 48,2%.

Em sentido contrário, as vendas externas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada caíram 24,4%, enquanto as de açúcares e melaços recuaram 28,4%.

Outros resultados da indústria de transformação incluíram alta de 192,5% nas exportações de óleos combustíveis de petróleo, exceto os brutos, e queda de 72,5% em outras máquinas e equipamentos especializados para determinadas indústrias e suas partes.

Petróleo impulsiona crescimento da indústria extrativa

A indústria extrativa apresentou a maior expansão entre os três setores, com alta de 70,7% e receita de US$ 6,40 bilhões.

O principal destaque entre os produtos informados foi o avanço de 159,6% nas exportações de óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos. Também cresceram as vendas de minérios de níquel e seus concentrados, em 97,8%, e de minérios de metais preciosos e seus concentrados, em 1.153,5%.

Por outro lado, houve retração nas exportações de minério de ferro e seus concentrados, de 20,4%, e de minérios de cobre e seus concentrados, de 68,1%. O grupo de pedra, areia e cascalho registrou queda de 78,9%.

Importações de trigo crescem e compras de fertilizantes diminuem

As importações da agropecuária somaram US$ 300 milhões, aumento de 23,3% na parcial de outubro.

As compras de trigo e centeio não moídos avançaram 27%, enquanto as de soja cresceram 36,5%. Os produtos hortícolas frescos ou refrigerados apresentaram alta de 228,2%.

Entre as quedas, apareceram cevada não moída, com redução de 70,7%; centeio, aveia e outros cereais não moídos, com recuo de 58,5%; e tabaco em bruto, com baixa de 99%.

No segmento de insumos, as importações de adubos ou fertilizantes químicos, exceto fertilizantes brutos, diminuíram 15%. As compras do grupo que inclui inseticidas, fungicidas, herbicidas, reguladores de crescimento para plantas, desinfetantes e semelhantes recuaram 16,2%.

Os fertilizantes brutos, classificados na indústria extrativa, tiveram redução de 90% no valor importado.

Indústria de transformação concentra compras externas

A indústria de transformação respondeu por US$ 13,89 bilhões em importações, crescimento de 20,2%.

Entre os produtos que contribuíram para a expansão estão óleos combustíveis de petróleo, exceto os brutos, com alta de 89%; geradores elétricos giratórios e suas partes, com avanço de 404,1%; e partes e acessórios de veículos automotivos, com aumento de 44,1%.

Já as compras de motores e máquinas não elétricos e suas partes, excluídos motores de pistão e geradores, caíram 74,3%.

Na indústria extrativa, as importações totalizaram US$ 790 milhões, alta de 47,9%. Cresceram as compras de petróleo bruto, em 72,9%; gás natural, em 62,3%; e outros minérios e concentrados de metais de base, em 157,6%. As aquisições de carvão recuaram 33,1%.

Superávit comercial acumula US$ 68,35 bilhões em 2026

De janeiro até a terceira semana de outubro, as exportações brasileiras alcançaram US$ 305,69 bilhões, crescimento de 12% na comparação divulgada pelo MDIC com o período de janeiro a outubro de 2025.

As importações somaram US$ 237,34 bilhões, avanço de 6,5%. O saldo comercial acumulado ficou positivo em US$ 68,35 bilhões, alta de 36,8%.

A corrente de comércio atingiu US$ 543,03 bilhões, aumento de 9,5%. O resultado reúne o crescimento das vendas externas e das compras internacionais, com expansão mais intensa das exportações no recorte informado.

Fonte: Portal do Agronegócio

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