Diesel S-10 fica em R$ 7,35 e combustíveis estabilizam no início de outubro, aponta Veloe/Fipe
Gasolina e etanol também apresentam pequenas quedas até a segunda semana do mês; apesar da acomodação, diesel acumula alta de 19,1% em relação ao fim de 2025
Publicado em: 26/10/2026 às 10:00hs
Os preços dos combustíveis ficaram praticamente estáveis no Brasil até a segunda semana de outubro, após os aumentos registrados em setembro. Segundo o Monitor de Preços dos Combustíveis, elaborado pela Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a gasolina comum recuou 0,14%, o etanol hidratado caiu 0,09% e o diesel S-10 apresentou redução de 0,04%.
A comparação considera os valores da última semana de setembro e da segunda semana de outubro. Nesse intervalo, os preços médios nacionais ficaram em R$ 6,65 por litro para a gasolina, R$ 4,22 para o etanol e R$ 7,35 para o diesel S-10.
O resultado indica uma pausa no movimento de alta, especialmente no diesel e no etanol. Durante setembro, esses combustíveis haviam subido 6,5% e 4,5%, respectivamente, enquanto a gasolina avançou 0,4%.
Diesel S-10 estabiliza, mas mantém maior alta acumulada
O preço médio nacional do diesel S-10 permaneceu em R$ 7,35 por litro, considerando os valores arredondados divulgados pelo levantamento. A pequena variação negativa de 0,04% reflete diferenças nas casas decimais utilizadas no cálculo.
Nas capitais, o combustível registrou recuo de 0,02%, com média de R$ 7,28 por litro.
Apesar da estabilidade na parcial de outubro, o diesel S-10 acumula aumento de 19,1% em relação à última semana de dezembro de 2025, a maior elevação entre os três produtos acompanhados pelo Monitor.
Para as atividades agropecuárias e o transporte de cargas, o indicador mantém os gastos com abastecimento entre os pontos de atenção no planejamento dos custos.
Acre tem diesel mais caro; Rio Grande do Sul registra menor preço
Entre os estados, as maiores médias do diesel S-10 foram identificadas no Acre, a R$ 8,07 por litro; Piauí, a R$ 7,88; Mato Grosso, a R$ 7,83; Amapá, a R$ 7,66; e Maranhão, a R$ 7,57.
Os menores preços apareceram no Rio Grande do Sul, a R$ 7,07 por litro; Rio de Janeiro e Espírito Santo, ambos a R$ 7,08; Minas Gerais, a R$ 7,16; e Santa Catarina, a R$ 7,18.
No período analisado, Roraima apresentou a maior alta, de 1,9%, seguido por Mato Grosso do Sul, com 1,3%. Mato Grosso e Rondônia tiveram aumento de 0,7%, e São Paulo, de 0,6%.
As maiores reduções ocorreram na Bahia, de 4,9%; em Sergipe, de 2,2%; em Tocantins e no Amapá, de 1,1%; e em Pernambuco, de 1,0%.
Etanol fica em R$ 4,22 e segue abaixo do preço do fim de 2025
O etanol hidratado passou de R$ 4,23 para R$ 4,22 por litro na média nacional, com queda de 0,09%. Entre as capitais, o recuo foi mais intenso, de 0,71%, levando o preço médio de R$ 4,38 para R$ 4,35.
Mesmo depois da recuperação registrada em setembro, o biocombustível permaneceu 7,0% abaixo do nível observado na última semana de dezembro de 2025.
São Paulo apresentou a menor média estadual, de R$ 3,96 por litro. Na sequência ficaram Mato Grosso, com R$ 4,13; Mato Grosso do Sul, com R$ 4,18; Goiás, com R$ 4,20; e Paraná, com R$ 4,22.
Os maiores valores foram encontrados em Sergipe, a R$ 5,44; Maranhão, a R$ 5,32; Amazonas e Ceará, ambos a R$ 5,23; e Alagoas, a R$ 5,10.
Variações estaduais mostram diferenças no abastecimento
O Amazonas liderou as altas do etanol, com avanço de 5,2%. Também houve aumento no Maranhão, de 2,3%; na Bahia, de 1,9%; no Distrito Federal, de 1,2%; e no Paraná, de 0,5%.
Na direção contrária, o Rio Grande do Norte registrou queda de 4,6%, seguido por Goiás, com redução de 3,6%; Piauí, de 2,0%; Pará, de 1,1%; e Espírito Santo, de 0,8%.
Gasolina comum recua para R$ 6,65 por litro
A gasolina comum apresentou redução de 0,14% na média brasileira, passando de R$ 6,66 para R$ 6,65 por litro. Nas capitais, houve variação positiva de apenas 0,02%, com média de R$ 6,71.
Em relação à última semana de dezembro de 2025, o combustível acumula alta de 5,4%.
Roraima manteve a maior média estadual, de R$ 7,71 por litro. Depois apareceram Rondônia, com R$ 7,40; Acre, com R$ 7,32; Amazonas, com R$ 7,27; e Sergipe, com R$ 7,19.
O Rio Grande do Sul registrou o menor preço, de R$ 6,30 por litro. Paraíba e Santa Catarina apresentaram média de R$ 6,45, seguidas por Minas Gerais, com R$ 6,47, e São Paulo, com R$ 6,51.
As maiores altas foram observadas no Amazonas, de 2,9%, e na Bahia, de 1,0%. São Paulo, Pernambuco e Mato Grosso tiveram variações positivas inferiores a 0,1%.
Entre as quedas, destacaram-se Rio Grande do Norte, com 4,1%; Amapá, com 1,3%; Goiás, com 1,2%; Piauí, com 0,8%; e Roraima, com 0,6%.
Etanol mantém vantagem no indicador de custo-benefício
O Indicador de Custo-Benefício Flex também apresentou pouca mudança. Na média nacional, a relação entre os preços do etanol e da gasolina passou de 66,5% para 66,6%. Nas capitais, caiu de 67,6% para 67,5%.
Pelo critério de referência de 70% adotado pelo Monitor, os dois resultados indicam vantagem econômica para o etanol. Entre as 23 unidades da Federação com informações disponíveis, o número de mercados abaixo desse limite aumentou de oito para nove. O Piauí foi o único a cruzar a referência no intervalo.
As relações mais favoráveis ao etanol foram registradas em:
- Mato Grosso: 59,9%;
- São Paulo: 60,9%;
- Goiás: 62,9%;
- Mato Grosso do Sul: 63,1%;
- Paraná: 64,2%.
Já a gasolina apresentou maior vantagem pelo indicador no Maranhão, com relação de 77,7%; Rio Grande do Norte, de 75,9%; Sergipe, de 75,6%; Alagoas, de 74,3%; e Rio Grande do Sul, de 73,6%.
Estabilidade doméstica contrasta com pressão internacional
A acomodação nas bombas ocorreu em um ambiente de pressão externa sobre petróleo e derivados. O levantamento cita o fechamento do Brent em US$ 105,92 por barril em 15 de outubro, em meio ao conflito no Oriente Médio, aos riscos no Estreito de Ormuz e a interrupções de oferta.
Na mesma data, segundo a metodologia da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem média nos polos da Petrobras era de aproximadamente 107% para o diesel e 22% para a gasolina. Esses percentuais representam a comparação calculada pela entidade entre referências domésticas e internacionais, e não reajustes anunciados ao consumidor.
A análise que acompanha o Monitor relaciona o amortecimento dos preços internos às medidas federais de desoneração e subvenção. O material menciona a prorrogação, em 9 de outubro, da desoneração da gasolina e do etanol por mais 30 dias, além do reforço de R$ 1,40 por litro à subvenção para importadores de diesel, previsto em portaria publicada em 13 de outubro.
Até a segunda semana de outubro, os preços médios nacionais mostraram transmissão adicional limitada das pressões externas. A continuidade desse comportamento permanece condicionada à evolução do petróleo, dos derivados e do câmbio.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias