Diesel comum dispara 4,47% no Sudeste e chega a R$ 7,01 em outubro, aponta Edenred
Alta nos preços do diesel pressiona custos do transporte e da cadeia produtiva, enquanto etanol mantém o menor preço médio do Brasil na região, a R$ 4,21 por litro. Gasolina permanece estável.
Publicado em: 03/11/2026 às 18:20hs
O preço dos combustíveis voltou a subir no Sudeste em outubro, com destaque para a forte valorização do diesel comum, que registrou alta de 4,47% em relação a setembro e alcançou preço médio de R$ 7,01 por litro. Os dados são do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que acompanha os valores efetivamente praticados nas transações realizadas em postos de combustíveis.
Além do diesel comum, o diesel S-10 também apresentou aumento expressivo, de 2,52%, chegando a R$ 7,32 por litro. O movimento amplia a pressão sobre os custos de abastecimento, especialmente para transportadoras, operadores logísticos e atividades que dependem do transporte rodoviário de cargas, como o agronegócio.
Entre os combustíveis utilizados em veículos leves, o comportamento foi mais moderado. O etanol subiu 2,18%, atingindo R$ 4,21 por litro e mantendo o menor preço médio do país. A gasolina, por sua vez, permaneceu estável no Sudeste, com valor médio de R$ 6,58.
Alta do diesel aumenta pressão sobre o transporte e o agronegócio
A elevação dos preços do diesel merece atenção especial do setor produtivo, considerando a importância do transporte rodoviário para o escoamento da produção agrícola, a distribuição de insumos e a movimentação de mercadorias.
O combustível representa um componente relevante dos custos operacionais de caminhões, máquinas e equipamentos utilizados em diferentes etapas da cadeia agropecuária.
Com o diesel comum a R$ 7,01 e o S-10 a R$ 7,32 na média regional, a evolução dos preços pode comprometer as margens de transportadores e produtores, principalmente em operações que dependem de longas distâncias entre as propriedades rurais, unidades de armazenamento, indústrias e portos.
São Paulo tem o etanol mais barato do Brasil
Na análise estadual, São Paulo apresentou o menor preço médio do etanol no país, com R$ 4,05 por litro. Mesmo com aumento de 2,53% em outubro, o combustível permaneceu como uma alternativa competitiva para os motoristas paulistas.
A gasolina também ficou mais barata no estado, com recuo de 0,15%, alcançando R$ 6,55 por litro, o menor valor entre os estados do Sudeste.
Em contrapartida, o diesel comum subiu 3,08%, chegando a R$ 7,37 por litro.
Espírito Santo registra os maiores preços de diesel comum e etanol
O Espírito Santo apresentou os maiores preços médios da região para o diesel comum e o etanol.
O diesel comum avançou 0,97%, alcançando R$ 7,27 por litro. Já o etanol registrou aumento de 0,80%, chegando a R$ 5,01.
A gasolina foi o único combustível a apresentar redução no estado, com queda de 0,30% e preço médio de R$ 6,67 por litro.
Minas Gerais tem o diesel comum mais barato do Sudeste
Em Minas Gerais, o diesel comum apresentou preço médio de R$ 6,92 por litro, o menor entre os estados da região. Apesar da vantagem em relação aos demais mercados estaduais, o combustível ficou 4,22% mais caro na comparação mensal.
O resultado evidencia que a pressão sobre os custos de abastecimento também alcançou o mercado mineiro, embora o estado tenha mantido a menor média regional para esse tipo de diesel.
Etanol mantém competitividade e importância ambiental
Segundo Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, outubro foi marcado por uma pressão mais intensa sobre os combustíveis utilizados no transporte pesado.
“O período foi marcado por uma clara pressão sobre os combustíveis pesados, com altas expressivas em ambos os tipos de diesel, o que afeta diretamente o frete e a cadeia produtiva”, avalia.
O executivo destaca que, para os veículos leves, a estabilidade da gasolina e a competitividade do etanol proporcionaram maior previsibilidade aos consumidores.
De acordo com a análise da Edenred Mobilidade, o biocombustível apresentou vantagem econômica em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, enquanto a gasolina permaneceu como a alternativa mais competitiva no Espírito Santo.
Fernandes também ressalta a contribuição ambiental do etanol, por ser um combustível renovável e de menor impacto poluente em comparação aos combustíveis fósseis, desempenhando papel estratégico na transição para uma matriz de mobilidade com menor emissão de carbono.
Combustíveis exigem atenção do setor produtivo
O avanço do diesel em outubro reforça a importância do monitoramento dos custos logísticos no Brasil. Para o agronegócio, as variações no preço do combustível podem influenciar o transporte de grãos, fertilizantes, defensivos agrícolas, animais e produtos industrializados.
Em um cenário de margens pressionadas, acompanhar o comportamento dos combustíveis torna-se fundamental para o planejamento financeiro de produtores rurais, transportadoras e empresas ligadas à cadeia de abastecimento.
Os dados do IPTL mostram que, enquanto o diesel apresentou aumentos relevantes no Sudeste, o etanol continuou ocupando posição competitiva no mercado nacional, e a gasolina manteve estabilidade na média regional.
Fonte: Portal do Agronegócio
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