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Análise de Mercado

Agronegócio emprega 28,4 milhões de pessoas e bate recorde para o segundo trimestre

Levantamento do Cepea e da CNA aponta alta de 0,7% na ocupação em 2026, impulsionada pela produção agropecuária e pelos agrosserviços; setor reúne 26% dos trabalhadores brasileiros


Publicado em: 22/10/2026 às 10:30hs

Agronegócio emprega 28,4 milhões de pessoas e bate recorde para o segundo trimestre

O agronegócio brasileiro empregou 28,4 milhões de pessoas no segundo trimestre de 2026, crescimento de 0,7% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado representa o maior contingente de trabalhadores para um segundo trimestre desde o início da série histórica, em 2012.

Os dados são de levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A expansão foi sustentada principalmente pelo aumento da ocupação na produção agropecuária e nos agrosserviços.

Com esse desempenho, o setor respondeu por 26% de toda a população ocupada no Brasil, mantendo participação praticamente estável na comparação anual.

Produção agropecuária e serviços sustentam crescimento

O avanço do emprego no agronegócio ocorreu de forma desigual entre os segmentos da cadeia produtiva.

O segmento primário registrou aumento de 2,7% no número de pessoas ocupadas, enquanto os agrosserviços cresceram 1,1%, considerando a comparação entre os segundos trimestres de 2026 e de 2025.

Em contrapartida, o contingente de trabalhadores diminuiu 6,5% no segmento de insumos agropecuários e 2,4% na agroindústria.

Os resultados mostram que a expansão das ocupações na produção e nos serviços compensou as retrações nos demais segmentos, levando o conjunto do agronegócio ao recorde para o período.

Agro concentra 26% dos trabalhadores do país

O desempenho acompanha a expansão do mercado de trabalho brasileiro. No segundo trimestre de 2026, o país registrou crescimento da população ocupada e taxa de desocupação de 5,4%, a menor para um segundo trimestre na série da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

Nesse cenário, a participação do agronegócio no total de ocupados permaneceu próxima da registrada um ano antes. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, porém, houve redução: a proporção passou de 26,3% para 26%.

Trabalho por conta própria e número de empregadores avançam

A análise por posição na ocupação aponta crescimento em diferentes categorias do agronegócio na comparação anual.

O número de empregadores aumentou 3,5%, enquanto o contingente de trabalhadores por conta própria avançou 2,4%. Entre os trabalhadores familiares auxiliares, a alta foi de 1,2%.

O emprego com carteira assinada cresceu 0,5%. Já o número de empregados sem carteira diminuiu 1,7% no período.

Emprego formal reúne 9,88 milhões de pessoas no agronegócio

Os empregados com carteira assinada permaneceram como o maior grupo entre as posições analisadas pelo levantamento.

No segundo trimestre de 2026, essa categoria somou aproximadamente 9,88 milhões de trabalhadores, equivalentes a 34,8% da população ocupada no agronegócio.

A presença do emprego formal, ao lado do trabalho por conta própria e das demais modalidades, evidencia a diversidade das relações de trabalho ao longo da cadeia agropecuária.

Escolaridade aumenta e ocupação feminina cresce 0,7%

O levantamento também indica continuidade do processo de elevação da escolaridade da mão de obra do agronegócio.

Na análise por gênero, a população ocupada feminina cresceu 0,7%, enquanto a masculina avançou 0,6%, na comparação entre os segundos trimestres de 2026 e de 2025.

Segundo os pesquisadores do Cepea, embora o crescimento proporcional entre as mulheres tenha sido ligeiramente superior, os dois grupos contribuíram para a expansão do número de trabalhadores do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

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