Congresso ABTCP 2026 abre inscrições com desconto e destaca avanços da bioeconomia florestal
Evento será realizado de 6 a 8 de outubro, em São Paulo, com debates sobre biotecnologia, genética florestal, inteligência artificial, biorrefinarias, lignina, biopolímeros e valorização de resíduos
Publicado em: 11/09/2026 às 09:00hs
As inscrições para o 58º Congresso Internacional de Celulose e Papel da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP) estão abertas. Os participantes que confirmarem presença até 15 de setembro terão 10% de desconto no valor da inscrição, correspondente ao primeiro lote.
O Congresso ABTCP 2026 será realizado entre os dias 6 e 8 de outubro, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. A programação reunirá profissionais da indústria, pesquisadores, professores e estudantes para discutir as transformações científicas e tecnológicas da cadeia de celulose, papel e produtos de base florestal.
Com o tema “O Fortalecimento da Bioeconomia de Base Florestal”, o encontro abordará caminhos para ampliar a eficiência dos processos produtivos, desenvolver novos materiais, reduzir emissões e agregar valor à biomassa e aos resíduos gerados pelo setor.
Inscrições antecipadas garantem 10% de desconto
O primeiro lote de inscrições estará disponível até 15 de setembro, com redução de 10% no valor. Para empresas, a cada dez inscrições pagas será concedida uma cortesia válida para os três dias do Congresso.
As inscrições pagas também incluem almoço durante o evento e acesso gratuito ao ABTCPFlix até dezembro de 2026. A plataforma reúne conteúdos destinados ao aprimoramento profissional e permite aos participantes acompanhar materiais técnicos após o encerramento da programação presencial.
Bioeconomia florestal será o centro dos debates
A programação técnica discutirá como a indústria de base florestal pode avançar em direção a uma bioeconomia circular, de baixo carbono e com produtos de maior valor agregado.
Entre os assuntos previstos estão:
- biotecnologia aplicada ao setor florestal;
- adaptação genética às mudanças climáticas;
- florestas mais produtivas e resilientes;
- desenvolvimento de biorrefinarias;
- produção e utilização de biopolímeros;
- novos usos industriais para a lignina;
- aplicações de micro e nanofibras;
- valorização de resíduos florestais e industriais;
- inteligência artificial aplicada às operações;
- tecnologias para monitoramento da madeira e dos processos.
As discussões deverão conectar os desafios atuais das fábricas e das operações florestais às tecnologias que começam a modificar os modelos produtivos do setor.
Biotecnologia e inteligência artificial ganham espaço
Para Francisco Razzolini, presidente do Congresso ABTCP 2026, o tema escolhido reflete uma transformação já em andamento na indústria de base florestal.
Segundo ele, os avanços em biotecnologia, novos materiais e inteligência artificial criam oportunidades para aumentar a eficiência e diversificar os produtos obtidos a partir da biomassa.
“Estamos vivendo uma nova fase, que alguns já chamam de ‘era da biologia’. O Congresso será um espaço essencial para abordar essas transformações e as oportunidades que elas trazem”, afirma Razzolini.
A expectativa da organização é reunir diferentes segmentos da cadeia para avaliar como essas inovações podem ser incorporadas aos processos produtivos e transformadas em aplicações comerciais.
Resíduos e biomassa avançam na produção científica
Os trabalhos técnicos submetidos ao Congresso ABTCP 2026 ainda estão em processo de avaliação, mas alguns dos principais eixos de pesquisa já começam a aparecer.
De acordo com Fernando José Borges Gomes, coordenador do Comitê Unificado de Avaliadores de Trabalhos Técnicos da ABTCP, há uma presença relevante de estudos relacionados ao aproveitamento da biomassa e à valorização de resíduos.
Professor adjunto e diretor do Instituto de Florestas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Gomes também destaca pesquisas sobre qualidade da madeira, processos industriais, aplicação de aditivos, inovação e tecnologias para monitorar matérias-primas e operações produtivas.
A diversidade dos trabalhos indica uma busca crescente por maior eficiência no uso dos recursos florestais. O desafio agora é ampliar a escala industrial de soluções que já apresentam resultados em pesquisas e projetos experimentais.
Biorrefinarias e lignina ampliam possibilidades industriais
As biorrefinarias aparecem entre as principais alternativas para diversificar a utilização da biomassa florestal. Essas estruturas permitem integrar processos e obter diferentes produtos a partir da mesma matéria-prima, aumentando o aproveitamento dos recursos disponíveis.
A lignina e outros subprodutos industriais também ganham atenção como fontes potenciais para o desenvolvimento de materiais, produtos químicos e aplicações de maior valor agregado.
Embora empresas do setor já estejam investindo nessas áreas, ainda existe espaço para ampliar o intercâmbio de conhecimento e discutir rotas tecnológicas capazes de integrar essas soluções às operações industriais de maneira competitiva.
Congresso aproxima universidades e indústria
Outro objetivo do Congresso ABTCP 2026 é fortalecer a conexão entre a pesquisa acadêmica e os desafios encontrados nas fábricas e nas operações florestais.
Na avaliação de Fernando Gomes, as universidades possuem capacidade científica, equipes qualificadas e ferramentas analíticas avançadas, mas precisam conhecer as demandas concretas da indústria para direcionar melhor suas pesquisas.
“A aproximação entre academia e indústria é fundamental. Precisamos discutir os desafios nas mesmas mesas para que a formação profissional e a produção de conhecimento estejam alinhadas às necessidades do setor”, ressalta.
Essa integração pode acelerar a transferência de tecnologias, estimular pesquisas aplicadas e contribuir para que soluções desenvolvidas em universidades e centros de pesquisa alcancem escala comercial.
Programação atende estudantes, profissionais e lideranças
O Congresso também deverá reunir participantes em diferentes momentos da carreira. Para estudantes e profissionais em início de trajetória, a programação oferece contato com especialistas e permite conhecer as competências mais procuradas pela indústria.
Profissionais que já atuam no setor poderão comparar desafios encontrados nas próprias operações com estudos, tecnologias e experiências desenvolvidas por outras empresas e instituições.
Para lideranças e profissionais experientes, o encontro representa uma oportunidade de acompanhar tendências, avaliar novas tecnologias e compreender as mudanças no perfil das gerações que começam a ingressar no mercado.
Além do conteúdo técnico, o evento favorece conexões entre representantes das áreas florestal, industrial, comercial, acadêmica e tecnológica. Essa diversidade amplia a troca de experiências e pode ajudar os participantes a encontrar novas abordagens para problemas enfrentados no cotidiano das operações.
Congresso ABTCP 2026 reúne inovação e visão de futuro
Ao colocar a bioeconomia florestal no centro da programação, o Congresso ABTCP 2026 busca mostrar como ciência, tecnologia e integração entre diferentes setores podem ampliar o aproveitamento sustentável dos recursos renováveis.
Os debates sobre genética, biotecnologia, inteligência artificial, biorrefinarias, lignina e resíduos deverão apontar tendências capazes de influenciar o futuro da indústria brasileira de celulose, papel e produtos de base florestal.
Fonte: Portal do Agronegócio
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