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Etanol

Vendas de etanol hidratado recuam 1,48% em setembro, mas registram segundo maior volume desde 2020

Comercialização alcançou 2,025 bilhões de litros, segundo a ANP, e permaneceu 15,6% acima de setembro de 2025; Bahia e Rio Grande do Sul registraram forte expansão com novas usinas


Publicado em: 04/11/2026 às 11:25hs

Vendas de etanol hidratado recuam 1,48% em setembro, mas registram segundo maior volume desde 2020

As vendas de etanol hidratado no mercado brasileiro apresentaram uma pequena retração em setembro, interrompendo uma sequência de três meses consecutivos de crescimento. Apesar do recuo na comparação mensal, o volume comercializado permaneceu em patamar elevado e registrou o segundo melhor resultado desde janeiro de 2020.

De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as distribuidoras venderam 2,025 bilhões de litros de etanol hidratado aos postos de combustíveis em setembro, queda de 1,48% em relação a agosto.

Na comparação com setembro de 2025, entretanto, o desempenho foi positivo, com crescimento de 15,6%. O resultado confirma a expansão da demanda pelo biocombustível no mercado nacional, mesmo diante da oscilação registrada no último mês.

O levantamento também apontou redução nas vendas de gasolina em setembro. Nesse caso, a retração foi mais moderada, de 0,3% em relação ao mês anterior.

Consumo de etanol permanece elevado no mercado brasileiro

Embora a comercialização tenha recuado na comparação com agosto, o volume de setembro demonstra a força do mercado brasileiro de etanol hidratado.

O resultado de 2,025 bilhões de litros ficou entre os maiores níveis mensais registrados desde o início de 2020, indicando que a demanda pelo biocombustível continua aquecida.

O desempenho também ganha relevância diante da comparação anual. O avanço de 15,6% mostra que o mercado mantém um ritmo de comercialização superior ao observado em 2025.

A evolução das vendas é acompanhada de perto pelo setor sucroenergético, que monitora o comportamento do consumo, a competitividade do etanol frente à gasolina e a ampliação da capacidade produtiva nacional.

São Paulo e Minas Gerais registram crescimento anual nas vendas

Entre os principais mercados consumidores de etanol hidratado, São Paulo e Minas Gerais apresentaram retração na comparação mensal, mas mantiveram resultados positivos em relação ao mesmo período do ano passado.

Em São Paulo, estado que concentra aproximadamente metade do consumo nacional de combustíveis, as vendas de etanol caíram 2,5% em setembro frente a agosto. Na comparação anual, porém, houve crescimento de 11%.

Em Minas Gerais, a comercialização recuou 0,7% na comparação mensal, enquanto avançou 15,6% em relação a setembro de 2025.

Outros importantes estados produtores e consumidores também apresentaram movimentos semelhantes.

Confira o desempenho:

  • São Paulo: queda de 2,5% frente a agosto e crescimento de 11% na comparação anual.
  • Minas Gerais: recuo mensal de 0,7% e avanço anual de 15,6%.
  • Mato Grosso: redução de 0,9% na comparação mensal e alta de 7,7% em relação a setembro de 2025.
  • Goiás: queda de 5,6% frente a agosto, mas crescimento de 5,1% na comparação anual.

Os números mostram que, apesar das oscilações de curto prazo, os principais mercados regionais mantiveram volumes de comercialização superiores aos registrados um ano antes.

Novas usinas impulsionam vendas de etanol na Bahia e no Rio Grande do Sul

Enquanto os mercados tradicionais apresentaram retração mensal, estados que receberam novos investimentos industriais registraram crescimento nas vendas de etanol inclusive na comparação com agosto.

Na Bahia, a comercialização do biocombustível aumentou 3% em setembro frente ao mês anterior. Em relação ao mesmo mês de 2025, a expansão chegou a expressivos 53,4%.

Um dos fatores associados a esse avanço é a entrada em operação da unidade da Inpasa em Luís Eduardo Magalhães, que iniciou suas atividades em abril.

A ampliação da capacidade produtiva regional contribui para fortalecer a oferta de etanol e ampliar a participação do biocombustível no mercado baiano.

No Rio Grande do Sul, o movimento também foi positivo. As vendas cresceram 1,2% em relação a agosto e ficaram 69,6% acima do volume comercializado em setembro de 2025.

O estado passou a contar com uma unidade de produção de etanol da CB Bioenergia em operação e se prepara para receber mais um empreendimento industrial.

A usina da Be8, voltada à produção de etanol a partir do trigo, também está prevista para iniciar suas atividades, ampliando as alternativas de matéria-prima para a produção de biocombustíveis.

Etanol de milho e trigo ampliam capacidade produtiva do setor

A expansão industrial em estados como Bahia e Rio Grande do Sul evidencia a diversificação geográfica e tecnológica da produção brasileira de etanol.

Além da tradicional produção a partir da cana-de-açúcar, o setor vem ampliando os investimentos em matérias-primas como milho e trigo, permitindo o desenvolvimento de novas unidades industriais em regiões com características agrícolas distintas.

A instalação dessas usinas pode fortalecer o abastecimento regional, reduzir a necessidade de deslocamento do produto por longas distâncias e criar novas oportunidades para produtores rurais e cadeias agroindustriais.

No Rio Grande do Sul, a produção de etanol de trigo também representa uma alternativa para agregar valor à produção de cereais de inverno.

Mercado de etanol mantém trajetória positiva na comparação anual

Os dados de setembro mostram um mercado brasileiro de etanol hidratado que continua apresentando crescimento expressivo em relação a 2025, apesar da interrupção da sequência de altas mensais.

O volume de 2,025 bilhões de litros e o segundo melhor resultado desde janeiro de 2020 reforçam a relevância do biocombustível na matriz de combustíveis nacional.

Outro destaque é a expansão das vendas em estados que receberam novos investimentos industriais, especialmente Bahia e Rio Grande do Sul, onde os avanços anuais superaram 50%.

A evolução do consumo, a competitividade frente à gasolina e a entrada em operação de novas usinas serão fatores importantes para acompanhar o desempenho do mercado brasileiro de etanol nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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