Preço do etanol sobe em São Paulo com usinas mais firmes e maior demanda
Distribuidoras ampliaram as compras para recompor e antecipar estoques, enquanto a menor disponibilidade imediata sustentou a reação das cotações no mercado paulista
Publicado em: 18/08/2026 às 11:25hs
O preço do etanol voltou a subir no estado de São Paulo, interrompendo uma sequência de quedas registrada nas últimas semanas. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização foi acompanhada pelo aumento do ritmo de negociações entre usinas e distribuidoras.
A reação das cotações ocorreu em um cenário de maior procura pelo biocombustível. Compradores passaram a buscar novos volumes tanto para recompor os estoques quanto para antecipar aquisições, contribuindo para o fortalecimento da demanda no mercado paulista.
Usinas adotam postura mais firme nas negociações
Após sucessivas desvalorizações, as usinas elevaram a resistência diante das ofertas apresentadas pelos compradores. A mudança de postura foi sustentada principalmente pela menor disponibilidade de etanol para entrega imediata em algumas unidades produtoras.
O crescimento do interesse das distribuidoras e a melhora do ambiente externo também deram suporte às cotações. Com isso, vendedores passaram a negociar com maior firmeza, favorecendo a recuperação dos preços do etanol em São Paulo.
Esse movimento indica uma mudança na dinâmica do mercado, que vinha sendo marcado por pressão sobre os valores e menor disposição dos agentes para fechar negócios.
Etanol de outros estados ganha espaço em São Paulo
O Cepea também identificou a entrada de etanol produzido em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul no mercado paulista. A movimentação interestadual ocorre à medida que a elevação dos preços em São Paulo melhora a competitividade do produto originado em outras regiões.
Quando a diferença entre as cotações estaduais consegue compensar os custos logísticos, as operações de transporte para o principal mercado consumidor do país tornam-se mais atrativas.
A entrada desses volumes pode contribuir para equilibrar a oferta paulista, especialmente em períodos de menor disponibilidade imediata nas usinas locais. Ao mesmo tempo, o fluxo amplia as alternativas de abastecimento para as distribuidoras.
Demanda e disponibilidade devem orientar os preços
A continuidade da valorização dependerá do comportamento da demanda, da disponibilidade de produto nas unidades produtoras e da competitividade do etanol proveniente de outros estados.
Caso as distribuidoras mantenham o ritmo mais intenso de compras e as usinas continuem limitando as ofertas imediatas, os preços poderão encontrar sustentação no curto prazo. Por outro lado, o aumento da entrada de produto de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul tende a ampliar a oferta e poderá reduzir pressões adicionais sobre as cotações no mercado paulista.
Fonte: Portal do Agronegócio
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