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Preço do etanol atinge menor nível de 2026 e cai 8,8% no ano, impulsionado por safra recorde e maior oferta

Levantamento da Edenred Mobilidade mostra que o etanol fechou julho com média de R$ 4,25 por litro, menor valor do ano. Oferta elevada de cana-de-açúcar e avanço da produção de etanol de milho aumentam a competitividade do biocombustível frente à gasolina


Publicado em: 07/08/2026 às 10:20hs

Preço do etanol atinge menor nível de 2026 e cai 8,8% no ano, impulsionado por safra recorde e maior oferta

O mercado brasileiro de combustíveis registrou mais um movimento de queda nos preços do etanol em julho. Segundo levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o biocombustível encerrou o mês com preço médio nacional de R$ 4,25 por litro, o menor patamar registrado em 2026.

Na comparação com junho, quando o litro era comercializado por R$ 4,35, houve redução de 2,30%, reforçando uma sequência de recuos observada desde o início do segundo trimestre e ampliando a vantagem econômica do etanol para os consumidores.

Etanol acumula queda de 8,8% em 2026

Os dados mostram que o preço do etanol iniciou janeiro com média de R$ 4,66 por litro. Desde então, o combustível renovável acumula queda de R$ 0,41 por litro, equivalente a 8,8% no ano.

O maior valor registrado em 2026 ocorreu na primeira quinzena de abril, quando o litro atingiu média de R$ 4,89. A partir de maio, com o avanço da moagem da cana-de-açúcar e maior disponibilidade de produto no mercado, os preços passaram a apresentar recuos consecutivos.

Essa tendência confirma o aumento da oferta nacional de biocombustíveis durante a safra do Centro-Sul, principal região produtora do país.

Diferença para o pico histórico chega a R$ 1,87 por litro

A comparação com a série histórica evidencia a forte redução dos preços observada nos últimos anos.

Em maio de 2022, durante o período de maior pressão sobre os combustíveis no Brasil, o etanol alcançou média nacional de R$ 6,12 por litro, o maior valor da série do IPTL.

Atualmente, o combustível é vendido por R$ 1,87 a menos, diferença que representa redução de aproximadamente 30,5% em relação ao pico histórico.

Ao longo da série, o preço médio nacional iniciou 2020 em R$ 3,72 por litro, avançou fortemente entre 2021 e 2022, estabilizou-se entre R$ 3,60 e R$ 4,50 durante 2024 e 2025 e, agora, retorna aos menores níveis observados em 2026.

Safra recorde e etanol de milho ampliam oferta no mercado

Segundo Vinicios Fernandes, diretor de Unidades de Negócio da Edenred Mobilidade, a queda dos preços está diretamente relacionada ao aumento da oferta de biocombustíveis no mercado brasileiro.

De acordo com o executivo, a combinação entre a safra recorde de cana-de-açúcar e a rápida expansão da produção de etanol de milho fortaleceu a disponibilidade do combustível, elevando sua competitividade frente à gasolina e ampliando sua participação na matriz energética nacional.

O crescimento da indústria de etanol de milho, especialmente nos estados do Centro-Oeste, vem contribuindo para reduzir a sazonalidade da oferta e aumentar a segurança do abastecimento durante todo o ano.

Queda beneficia consumidores e fortalece o agronegócio

Além de proporcionar economia aos motoristas, o cenário também favorece toda a cadeia sucroenergética brasileira.

A maior competitividade do etanol fortalece o setor produtor, reduz a dependência de combustíveis fósseis importados, estimula investimentos na bioenergia e contribui para a geração de renda e empregos no campo.

Outro fator relevante é o benefício ambiental. Por ser um combustível renovável, o etanol apresenta menor emissão de gases de efeito estufa quando comparado aos combustíveis fósseis, reforçando sua importância para a descarbonização da matriz energética brasileira.

Perspectivas para os próximos meses

As perspectivas para o mercado indicam que os preços deverão permanecer competitivos enquanto a oferta seguir elevada durante o período de maior processamento da cana-de-açúcar e com a expansão contínua da produção de etanol de milho.

Especialistas avaliam que o comportamento do petróleo, da gasolina nas refinarias, do câmbio e do ritmo das exportações de açúcar continuarão sendo fatores determinantes para a formação dos preços do etanol no mercado interno ao longo do segundo semestre.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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