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Biodiesel

Biodiesel B15 exige mais atenção no armazenamento e manutenção de máquinas agrícolas

Aumento da mistura de biodiesel no diesel comercial reforça a necessidade de controle de água, contaminação, oxidação e manutenção preventiva para evitar falhas e prejuízos no campo


Publicado em: 23/09/2026 às 15:00hs

Biodiesel B15 exige mais atenção no armazenamento e manutenção de máquinas agrícolas

A elevação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel comercial brasileiro trouxe um novo ponto de atenção para produtores rurais que armazenam combustível nas propriedades. Desde agosto de 2025, o diesel comercial passou a conter 15% de biodiesel (B15), ante 14% anteriormente, conforme determinação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

A mudança amplia a participação dos biocombustíveis na matriz energética e, ao mesmo tempo, reforça a importância de cuidados com armazenamento, conservação, abastecimento e manutenção dos equipamentos agrícolas.

O diesel B15 é destinado ao uso em máquinas e veículos compatíveis com sua especificação. O principal desafio está nas condições em que o combustível permanece armazenado, especialmente em propriedades que mantêm estoques por períodos mais longos.

Armazenamento adequado reduz riscos no diesel B15

O biodiesel possui características que tornam o controle de água, oxidação e contaminação microbiológica especialmente relevante durante o armazenamento.

Quando essas condições não são adequadamente controladas, o combustível pode sofrer degradação e favorecer a formação de sedimentos e borras. Esses resíduos podem provocar entupimento de filtros, corrosão e formação de depósitos em diferentes componentes do sistema de alimentação.

Entre os itens que podem ser afetados estão bicos injetores, bombas e outros componentes dos sistemas de alimentação de máquinas agrícolas e veículos.

“O produtor precisa dar atenção não apenas ao combustível no momento do abastecimento, mas também às condições a que ele está exposto durante o período em que permanece armazenado”, explica o engenheiro Wesley Baldo, diretor comercial da Promarcas.

Água e microrganismos exigem controle

Em estoques mantidos por períodos prolongados, a presença de água e a proliferação de microrganismos estão entre os fatores que podem comprometer a qualidade do combustível.

Por isso, práticas adequadas de armazenamento devem fazer parte da rotina da propriedade rural. O controle das condições dos tanques, a prevenção contra entrada de água e contaminantes e o acompanhamento da qualidade do combustível são medidas importantes para reduzir riscos durante a operação.

Além dessas práticas, o mercado oferece produtos específicos destinados ao tratamento e à proteção de combustíveis.

Aditivos podem integrar estratégia preventiva

Entre as soluções disponíveis está o Bardahl Agro D-600, desenvolvido para aplicações em máquinas agrícolas, veículos pesados, geradores e tanques de armazenamento.

Segundo as informações da fabricante, o produto reúne funções voltadas à proteção do combustível e do sistema de alimentação. A formulação possui ação antioxidante e propriedades bactericidas e fungicidas, além de funções detergentes e descarbonizantes, anticorrosivas, lubrificantes, demulsificantes e antiespumantes.

A proposta é utilizar o produto como parte de uma estratégia preventiva, principalmente em operações que trabalham com intervalos maiores entre abastecimentos.

“Todo mundo entendeu que o grande problema do biodiesel é a formação da borra e a proliferação das bactérias, e só conseguimos resolver isso quimicamente. Por isso, a utilização de soluções adequadas como o Agro D-600, associada às boas práticas de armazenamento, pode contribuir para preservar a qualidade do combustível e reduzir riscos para o sistema de alimentação”, afirma Baldo.

Manutenção preventiva ganha importância no campo

O cuidado com o combustível está diretamente relacionado à gestão da manutenção das máquinas agrícolas. Em operações dependentes de equipamentos para cumprir janelas de plantio, pulverização e colheita, uma parada inesperada pode comprometer o cronograma e elevar os custos.

Nesse cenário, a manutenção preventiva e preditiva ganha espaço como ferramenta de gestão. A estratégia permite acompanhar as condições dos equipamentos, identificar necessidades com antecedência e reduzir a possibilidade de falhas durante períodos críticos.

Uma máquina parada durante uma operação agrícola pode representar não apenas o custo do reparo, mas também perdas decorrentes do atraso no serviço.

Manutenção corretiva pode elevar custos

A manutenção corretiva ocorre depois que o problema já se manifestou. Dependendo da falha, pode exigir peças, mão de obra especializada e períodos maiores de indisponibilidade do equipamento.

Já a manutenção preventiva busca estabelecer rotinas de inspeção e substituição de componentes antes que ocorram falhas capazes de interromper a operação.

“A manutenção deixa de ser apenas uma resposta a uma quebra quando existe acompanhamento técnico e capacidade de identificar antecipadamente as precisões do equipamento. Essa abordagem ajuda o produtor a reduzir imprevistos, aumentar a disponibilidade das máquinas e tomar decisões de manutenção com mais previsibilidade”, destaca o diretor da Promarcas.

Combinação de combustível de qualidade e manutenção

Para as propriedades rurais, o gerenciamento do combustível e dos equipamentos deve ser tratado de maneira integrada. Armazenamento adequado, controle da qualidade do diesel, uso correto de produtos específicos e manutenção preventiva podem contribuir para reduzir ocorrências que afetam a disponibilidade da frota.

O acompanhamento técnico também permite considerar as características de cada operação, levando em conta fatores como período de armazenamento, volume de combustível utilizado, tipo de equipamento e intensidade de uso.

“Em atividades onde a disponibilidade das máquinas está diretamente relacionada à produtividade, antecipar problemas pode ser mais importante do que a própria falha, uma vez que os custos da manutenção corretiva são muito maiores do que a preventiva”, reforça Baldo.

Diesel B15 coloca gestão do combustível no centro da operação

Com o diesel comercial utilizando 15% de biodiesel, a atenção à conservação do combustível passa a integrar ainda mais a rotina de gestão das propriedades rurais.

Para o produtor, o desafio não está apenas no momento de abastecer a máquina, mas em garantir que o combustível permaneça em condições adequadas desde o armazenamento até a utilização.

A combinação entre boas práticas de armazenamento, monitoramento da qualidade, soluções específicas para o combustível e manutenção preventiva ajuda a reduzir riscos de contaminação, falhas no sistema de alimentação e paradas inesperadas, contribuindo para maior previsibilidade das operações agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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