AMAGGI amplia uso de biodiesel puro em Mato Grosso e abastece 47 máquinas agrícolas
Operações em três fazendas consumiram cerca de 360 mil litros de B100 durante a colheita de milho e algodão e o preparo do solo, sem perda perceptível de potência, segundo a empresa
Publicado em: 14/10/2026 às 12:30hs
A AMAGGI ampliou o uso de biodiesel puro (B100) em suas operações agrícolas em Mato Grosso, abastecendo 47 máquinas durante a colheita de algodão e milho da safra 2025/26 e o preparo do solo. Entre julho e agosto, os equipamentos consumiram aproximadamente 360 mil litros do combustível produzido pela própria companhia.
A expansão alcançou as fazendas Itamarati, em Campo Novo do Parecis; Água Quente, em Sapezal; e Nova, em Primavera do Leste. Segundo a empresa, os resultados em campo foram satisfatórios, sem perda perceptível de potência ou necessidade de adaptações e substituição de peças nas máquinas utilizadas.
A iniciativa integra a estratégia de descarbonização da AMAGGI e amplia a experiência com o biocombustível em diferentes atividades e sistemas de transporte.
B100 é utilizado na colheita e no preparo do solo
O biodiesel puro foi empregado em diferentes tipos de máquinas durante operações importantes do calendário agrícola. A avaliação divulgada pela companhia destaca a manutenção do desempenho dos equipamentos nas condições observadas.
Para José Eduardo Tomaz, diretor Agro da AMAGGI, a expansão para outras propriedades reforça a confiança da empresa no combustível.
“A ampliação do uso do B100 em mais três fazendas, e nas operações mais importantes da safra, demonstra a nossa confiança nesse biocombustível”, afirma.
O executivo ressalta que o consumo de cerca de 360 mil litros, sem perda perceptível de potência, acrescenta evidências sobre a viabilidade do biodiesel nas operações da companhia.
Experiência começou em 2023 e inclui transporte de grãos
A utilização do B100 pela AMAGGI começou em 2023. Desde então, o combustível abastece parte dos caminhões responsáveis pelo transporte de grãos e todo o maquinário da Fazenda Sete Lagoas, em Diamantino (MT).
No primeiro semestre de 2026, a propriedade realizou sua primeira colheita de soja com máquinas movidas exclusivamente a biodiesel puro. A companhia também já testou o combustível na frota fluvial.
Com a inclusão das três fazendas, a empresa amplia o uso do B100 em operações de campo e acumula experiência em diferentes condições de trabalho.
Biodiesel integra estratégia de descarbonização
A substituição de combustíveis fósseis por biodiesel faz parte de um conjunto de iniciativas da AMAGGI que também envolve agricultura regenerativa e práticas de baixo carbono.
Ao produzir o combustível utilizado nas próprias máquinas, a companhia conecta sua produção de biodiesel às necessidades das fazendas e do transporte agrícola.
Segundo Tomaz, os resultados registrados na safra 2025/26 reforçam o papel do B100 nessa estratégia. “É mais uma evidência de sua viabilidade dentro da estratégia de sustentabilidade da companhia”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
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