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Adubos e Fertilizantes

Importações de fertilizantes aceleram 31% em outubro, mas seguem abaixo de 2025

Brasil recebeu 1,36 milhão de toneladas nos sete primeiros dias úteis do mês; reação sucede queda em setembro e ganha importância para o abastecimento do milho safrinha de 2027


Publicado em: 14/10/2026 às 13:10hs

Importações de fertilizantes aceleram 31% em outubro, mas seguem abaixo de 2025
Foto: Cláudio Neves

As importações brasileiras de fertilizantes começaram outubro com recuperação no ritmo de entrada após os volumes reduzidos de agosto e setembro. Nos sete primeiros dias úteis do mês, o país recebeu aproximadamente 1,36 milhão de toneladas de adubos ou fertilizantes químicos, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A média diária alcançou 194,4 mil toneladas, cerca de 31% acima das 147,9 mil toneladas registradas em setembro. Apesar da reação, o volume diário ainda ficou 6,3% abaixo da média de outubro de 2025.

O desempenho reduz a distância observada na comparação anual do mês anterior, mas ainda não permite afirmar que as compras externas entraram em uma trajetória consistente de recuperação.

Ritmo de outubro melhora após retração em setembro

Em setembro, a média diária das importações brasileiras de fertilizantes ficou 24,5% abaixo da registrada no mesmo mês de 2025.

A aceleração no início de outubro representa, portanto, uma recuperação em relação ao ritmo recente. Como os dados abrangem apenas os primeiros sete dias úteis, a continuidade desse movimento dependerá das próximas atualizações dos embarques e desembarques.

Também permanece em aberto se o aumento reflete compras anteriormente adiadas ou uma recomposição pontual após dois meses de entradas menores.

Quedas nas importações variam entre os fertilizantes

Segundo Tomás Pernías, analista da StoneX, a retração dos volumes importados até setembro apresentou diferenças entre os produtos.

Nos fertilizantes fosfatados, as importações de MAP recuaram 15%, enquanto as de SSP caíram 24%.

Entre os nitrogenados, a redução foi de 21% para a ureia, 32% para o nitrato de amônio e 18,5% para o sulfato de amônio.

Essas diferenças mostram que o comportamento das compras precisa ser acompanhado por produto, além da análise do volume total recebido pelo país.

Milho safrinha de 2027 amplia atenção aos estoques

A evolução das importações ganha relevância diante da preparação para o milho safrinha de 2027, que concentra parte da demanda por fertilizantes nitrogenados.

A StoneX já vinha apontando a necessidade de recomposição dos estoques antes dessa etapa, em um ambiente de custos elevados e incertezas sobre o ritmo das aquisições.

O acompanhamento das entradas ajuda a avaliar o abastecimento, mas a recuperação das importações não indica, automaticamente, aumento da quantidade de fertilizantes aplicada nas lavouras. Da mesma forma, volumes menores de compras externas não permitem concluir, isoladamente, que houve redução efetiva da demanda agrícola.

Desembolso diário permanece abaixo do ano passado

Nos primeiros dias de outubro, o valor médio diário das importações ficou 7,5% abaixo da referência de 2025, enquanto o preço médio apresentou queda de 1,3%.

A redução do desembolso ocorreu, assim, em um período no qual o volume diário ainda permanecia inferior ao do ano anterior, apesar da aceleração frente a setembro.

As próximas divulgações da Secex deverão mostrar se o ritmo mais forte se mantém e se será suficiente para diminuir a diferença acumulada nas importações brasileiras de fertilizantes.

Fonte: Portal do Agronegócio

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