IPCA-15 sobe 0,32% em outubro, com pressão dos alimentos e alta do diesel e do etanol
Alimentação e Bebidas avança 0,88% e lidera impacto na prévia da inflação; combustíveis sobem 1,20%, mas queda das passagens aéreas limita avanço de Transportes
Publicado em: 23/10/2026 às 11:05hs
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,32% em outubro, abaixo dos 0,70% de setembro. Apesar da desaceleração do indicador geral, os alimentos ganharam força e os combustíveis ficaram mais caros, com destaque para o óleo diesel e o etanol.
O grupo Alimentação e Bebidas subiu 0,88%, apresentando a maior variação e o maior impacto no mês: 0,19 ponto percentual. Em Transportes, a alta foi de apenas 0,05%, pois a redução das passagens aéreas compensou parte do aumento dos combustíveis.
No acumulado do ano, a prévia da inflação avançou 4,15%. Em 12 meses, a taxa passou de 4,47% para 4,62%. Em outubro de 2025, o índice havia registrado aumento de 0,18%.
Alimentos no domicílio sobem 1,01%, puxados por hortaliças e arroz
A alimentação no domicílio acelerou de 0,38% em setembro para 1,01% em outubro. O resultado foi influenciado principalmente pelos aumentos de produtos relevantes na cesta de compras das famílias.
O tomate subiu 24,54%, seguido pela cebola, com alta de 13,63%, e pela batata-inglesa, que avançou 10,96%. O arroz também contribuiu para a pressão, com valorização de 5,80%.
Na direção contrária, a cenoura ficou 10,67% mais barata. Os preços das frutas recuaram 1,37%, enquanto o café moído apresentou queda de 1,16%, amenizando parte do aumento das despesas com alimentação.
Refeições e lanches também ficam mais caros
A alimentação fora do domicílio passou de uma alta de 0,44% em setembro para 0,56% em outubro.
A variação da refeição acelerou de 0,38% para 0,61%. No caso do lanche, o aumento passou de 0,44% para 0,66%.
Com isso, a pressão sobre o orçamento das famílias ocorreu tanto nas compras de alimentos para consumo em casa quanto nos gastos com alimentação fora do lar.
Diesel sobe 3,70% e etanol avança 2,73%
Os combustíveis aceleraram de 0,22% em setembro para 1,20% em outubro. O óleo diesel apresentou a maior alta entre os itens pesquisados, de 3,70%.
O etanol subiu 2,73%, e a gasolina avançou 0,92%. Apenas o gás veicular registrou redução, de 0,18%.
Mesmo com esses reajustes, o grupo Transportes teve variação de 0,05%. O principal contraponto foi a queda de 9,24% nas passagens aéreas, responsável pelo maior impacto negativo sobre o IPCA-15 do mês, de 0,08 ponto percentual.
Energia elétrica ajuda a desacelerar o índice geral
O grupo Habitação passou de alta de 2,07% em setembro para queda de 0,10% em outubro. A energia elétrica residencial foi o principal fator dessa mudança, saindo de aumento de 7,42% para recuo de 0,89%.
O resultado acompanhou a passagem da bandeira tarifária amarela, que acrescentava R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora consumidos, para a verde, sem cobrança adicional.
Ainda em Habitação, o gás de botijão subiu 1,28%, e o aluguel residencial avançou 0,28%. A taxa de água e esgoto recuou 0,89%, influenciada pelo desconto de 25% na tarifa mínima em Curitiba, vigente desde 1º de outubro.
Dos nove grupos pesquisados, oito apresentaram alta. Além de Alimentação e Bebidas, Despesas pessoais teve aumento de 0,55%, com destaque para cinema, teatro e concertos, pacotes turísticos e empregado doméstico.
Belém registra maior alta, enquanto Curitiba tem deflação
Dez das onze áreas pesquisadas apresentaram inflação em outubro. Belém teve a maior variação, de 0,76%, influenciada pelo tomate, que subiu 17,55%, e pela energia elétrica residencial, com alta de 3,71%.
O menor resultado foi registrado em Curitiba, com queda de 0,27%. Na capital paranaense, as passagens aéreas recuaram 11,58%, e a taxa de água e esgoto caiu 8,05%.
Fonte: Portal do Agronegócio
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