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Mercado Financeiro

Ibovespa tenta recuperação após queda de 13,88%; China recua e bolsas da Ásia divergem

Dólar perde força na abertura, enquanto investidores acompanham política fiscal no Brasil, balanços de tecnologia e decisões de juros no exterior


Publicado em: 27/10/2026 às 10:55hs

Ibovespa tenta recuperação após queda de 13,88%; China recua e bolsas da Ásia divergem

O Ibovespa iniciou esta terça-feira (27) em busca de recuperação após a forte queda registrada na primeira sessão seguinte ao segundo turno presidencial. Às 10h10, no horário de Brasília, o principal índice da Bolsa brasileira avançava 0,32%, aos 177.141,43 pontos, conforme a referência informada para a abertura.

O dólar comercial também dava sinais de acomodação, negociado próximo de R$ 5,34, com queda de aproximadamente 0,72% nos primeiros negócios. Os investidores seguem atentos às perspectivas para as contas públicas e à composição da equipe econômica a partir de 2027.

No exterior, as bolsas asiáticas encerraram o pregão sem direção única: China e Hong Kong recuaram, enquanto Japão e Coreia do Sul avançaram. Na Europa, os índices abriram em baixa e, posteriormente, mostraram sinais de recuperação.

Ibovespa busca estabilidade após circuit breaker

Na segunda-feira (26), o Ibovespa caiu 13,88% e fechou aos 176.608 pontos, em sua maior desvalorização diária desde março de 2020. Durante a sessão, a queda acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações em momentos de forte recuo.

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou investidores a rever posições diante das expectativas para o controle dos gastos públicos, a trajetória da dívida e os juros.

Na manhã desta terça, o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em dezembro subia 0,82% na referência das 10h10. Já o índice à vista apresentava uma reação mais moderada.

As duas referências correspondem a mercados distintos e podem oscilar de maneira diferente ao longo da sessão.

Dólar recua após forte valorização na véspera

A moeda americana perdeu parte da força no início dos negócios, depois de registrar forte valorização na segunda-feira. Segundo a Folha de S.Paulo, o dólar fechou a sessão anterior em R$ 5,409, com alta de 8,41%.

O câmbio permanece no radar do agronegócio por influenciar as receitas das exportações e o custo de insumos importados, como fertilizantes e defensivos. O efeito sobre cada negócio também depende dos preços internacionais, dos contratos e do momento das operações.

China fecha em baixa com pressão sobre tecnologia

As bolsas chinesas perderam os ganhos do início do pregão e encerraram a terça-feira em queda. O índice de Xangai recuou cerca de 1,3%, movimento semelhante ao do CSI300, que reúne grandes empresas negociadas em Xangai e Shenzhen.

As perdas das ações de tecnologia contribuíram para o resultado. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,73%.

O mercado também avaliou sinais de desaceleração dos lucros industriais chineses e a expectativa por novos indicadores da segunda maior economia do mundo. Para o agro brasileiro, o desempenho da China é acompanhado de perto pela importância do país como comprador de soja e outras commodities.

Japão e Coreia do Sul avançam com ações de tecnologia

Na contramão das bolsas chinesas, o Nikkei subiu 1,73% no Japão, enquanto o Kospi avançou 3,09% na Coreia do Sul.

Na praça sul-coreana, os ganhos de empresas ligadas à produção de semicondutores ajudaram a impulsionar o índice. O movimento acompanhou a melhora registrada nas ações de tecnologia em Wall Street na sessão anterior.

Europa tenta recuperação; futuros de Nova York oscilam

As bolsas europeias começaram o dia pressionadas por resultados corporativos e cautela antes das decisões de política monetária. Por volta das 6h30, o índice Stoxx 600 recuava 0,13%, enquanto Londres, Frankfurt e Paris também registravam perdas.

Posteriormente, parte das praças europeias passou a apresentar ganhos moderados, em meio à avaliação de notícias diplomáticas relacionadas ao Oriente Médio.

Nos Estados Unidos, os futuros dos principais índices operavam próximos da estabilidade na manhã desta terça-feira. Os investidores acompanham a temporada de balanços, indicadores econômicos e a decisão de juros do Federal Reserve, prevista para quarta-feira.

Os resultados de grandes empresas de tecnologia também estão no radar, em busca de sinais sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial.

Petróleo e bancos centrais seguem no radar

O preço do petróleo apresentou oscilações durante a manhã. Às 7h30, o contrato do Brent para janeiro subia 0,5%, a US$ 111,36 por barril. Em atualização posterior, o mercado voltou a recuar diante de expectativas de avanço diplomático envolvendo o Oriente Médio.

Além do Fed, os investidores aguardam as decisões do Banco Central Europeu e do Banco do Japão. A atenção estará voltada aos comunicados das autoridades e aos sinais sobre inflação e custos de financiamento.

No Brasil, a evolução do dólar, dos juros e do mercado acionário seguirá relacionada às expectativas para a política econômica, com possíveis reflexos sobre o crédito e os custos das atividades agropecuárias.

Fonte: Portal do Agronegócio

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