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Mercado Financeiro

Ibovespa sobe e dólar cai a R$ 5,02; petróleo acima de US$ 110 pressiona bolsas globais

Mercado brasileiro abre em alta nesta terça-feira (20), enquanto Ásia e Europa recuam; investidores acompanham juros chineses, eleições e resultados corporativos


Publicado em: 20/10/2026 às 10:59hs

Ibovespa sobe e dólar cai a R$ 5,02; petróleo acima de US$ 110 pressiona bolsas globais

O Ibovespa iniciou esta terça-feira (20) em alta, enquanto o dólar recuou frente ao real, em uma manhã marcada pela valorização do petróleo e pela proximidade do segundo turno presidencial. No exterior, predominou a cautela: as bolsas asiáticas registraram perdas expressivas e os mercados europeus operaram no vermelho.

Na referência confirmada das 10h05, no horário de Brasília, o Ibovespa avançava 0,52%, aos 206.123 pontos. Às 10h, o dólar comercial para venda caía 0,58%, cotado a R$ 5,019.

O petróleo Brent permanecia acima de US$ 110 por barril. A alta favorece a atenção às empresas de energia, mas também amplia preocupações internacionais com inflação, custos e juros.

Ásia fecha em baixa, com queda de 3,73% na Coreia do Sul

As bolsas asiáticas encerraram a sessão predominantemente em queda, pressionadas pelos riscos geopolíticos e pela cautela com empresas de tecnologia.

O Kospi, da Coreia do Sul, recuou 3,73%, aos 5.552 pontos, registrando a maior perda entre os principais mercados da região. No Japão, o Nikkei caiu 1,30%, aos 64.075 pontos, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 1,32%, aos 23.867 pontos.

Também houve baixas em Taiwan, onde o Taiex cedeu 1,13%, em Cingapura, com recuo de 0,34% do Straits Times, e na Austrália, onde o S&P/ASX 200 caiu 0,33%.

China mantém juros e reduz expectativa de novos estímulos

Na China continental, o fechamento foi misto. O índice de Xangai avançou 0,12%, aos 3.735 pontos, mas o CSI300, que reúne grandes empresas de Xangai e Shenzhen, caiu 0,54%, aos 4.152 pontos.

Pequim manteve suas taxas de referência inalteradas, em linha com as expectativas. A decisão ocorreu após a divulgação de crescimento de 4,5% do PIB no terceiro trimestre, na comparação anual, acima das estimativas.

O desempenho da economia reduziu as apostas em estímulos adicionais imediatos. Ainda assim, a combinação de exportações fortes e demanda doméstica mais fraca mantém a atenção sobre a sustentação do crescimento chinês.

Entre os setores, bancos e financeiras recuaram, enquanto o índice STAR50, voltado à tecnologia, avançou aproximadamente 1%.

Europa opera no vermelho e futuros de Nova York ficam mistos

Na Europa, o Stoxx 600 recuava 0,62%, aos 635,62 pontos, às 7h15. Milão perdia 0,76%, Frankfurt caía 0,69%, Paris cedia 0,66%, Londres recuava 0,64% e Madri registrava baixa de 0,44%.

Nos Estados Unidos, os contratos futuros apresentavam direções diferentes na referência das 6h46. O Dow Jones subia 0,19%, enquanto o S&P 500 caía 0,09% e o Nasdaq recuava 0,45%.

A temporada de balanços divide espaço com dúvidas sobre o custo de financiamento da expansão da inteligência artificial. Juros elevados aumentam a atenção aos investimentos, ao endividamento e à geração de caixa das companhias do setor.

Petróleo supera US$ 111 durante a manhã

O Brent para dezembro chegou a US$ 111,26 por barril às 7h07, com alta de 1,56%. Às 10h, o contrato ainda avançava 1,20%, a US$ 110,80.

As tensões no Oriente Médio e os riscos ao transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz sustentavam a valorização.

Para os mercados financeiros, o movimento tem efeitos distintos. Empresas produtoras podem se beneficiar de preços mais altos, enquanto setores consumidores de combustível enfrentam pressão sobre custos. A persistência dessa alta também pode dificultar a desaceleração da inflação.

Ibovespa tenta recuperar perda da segunda-feira

A abertura positiva da B3 ocorre após o recuo de 0,17% na segunda-feira (19), quando o Ibovespa terminou próximo de 205.079 pontos.

Nesta terça-feira, investidores acompanham a reação das ações ao petróleo, às perspectivas para os juros e ao início da divulgação dos resultados do terceiro trimestre.

No câmbio, a queda mantém o dólar próximo de R$ 5,02, depois de encerrar a sessão anterior ao redor de R$ 5,047.

Eleições mantêm atenção sobre política econômica

A cinco dias do segundo turno, a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) permanece entre os principais fatores domésticos de volatilidade.

Novos levantamentos eleitorais e declarações sobre gastos, dívida pública e condução da economia influenciam o posicionamento dos investidores.

Para o agronegócio, câmbio, petróleo e atividade chinesa formam uma combinação relevante: afetam receitas de exportação, custos de transporte e insumos, além das perspectivas de demanda por commodities.

Atualização com as últimas referências confirmadas nas fontes consultadas: Ibovespa às 10h05, dólar e Brent às 10h; mercados internacionais nos horários indicados. Todos os horários são de Brasília. As cotações variam durante o pregão.

Fonte: Portal do Agronegócio

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