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Mercado Financeiro

Ibovespa futuro sinaliza reação, dólar oscila e China sobe antes do segundo turno

IPCA-15 abaixo das expectativas divide atenção com eleições no Brasil; Europa e futuros de Nova York recuam, enquanto petróleo supera US$ 114 por barril


Publicado em: 23/10/2026 às 10:55hs

Ibovespa futuro sinaliza reação, dólar oscila e China sobe antes do segundo turno

Os mercados financeiros iniciaram esta sexta-feira (23) com sinais distintos entre as principais regiões. No Brasil, o Ibovespa futuro sinalizava recuperação, enquanto o dólar oscilava perto da estabilidade no último pregão antes do segundo turno presidencial. No exterior, as bolsas chinesas fecharam em alta, mas os mercados europeus e os futuros de Wall Street apresentavam perdas.

A agenda brasileira concentra as atenções na divulgação do IPCA-15 de outubro, no cenário eleitoral e nos resultados corporativos. Já no ambiente internacional, a valorização do petróleo e as dúvidas sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial mantêm os investidores cautelosos.

Ibovespa futuro aponta recuperação após queda na véspera

Nas primeiras indicações da manhã, o Ibovespa futuro avançava aproximadamente 0,76% a 0,78%, na faixa de 207.655 a 207.750 pontos, conforme os registros de abertura reunidos para esta matéria.

O movimento indicava uma tentativa de recuperação após as perdas recentes. Na quinta-feira (22), o Ibovespa à vista caiu 1,15%, aos 204.120 pontos.

As pontuações dos contratos futuros e do índice à vista correspondem a mercados diferentes. Assim, a indicação positiva do futuro representa o posicionamento inicial dos investidores, sem definir o desempenho das ações ao longo da sessão.

A proximidade da votação de domingo (25) mantém a cautela. O equilíbrio apontado pelas pesquisas eleitorais aumenta a atenção às perspectivas fiscais e econômicas do próximo governo.

Dólar perde força após abertura em alta

O dólar comercial iniciou os negócios em alta de 0,16%, a R$ 5,046, mas perdeu força na sequência. Às 9h29, a moeda era negociada a R$ 5,036, com leve queda de 0,03%.

A oscilação reflete a combinação entre busca por proteção antes das eleições, divulgação da inflação brasileira e condições do mercado internacional.

Para o agronegócio, o câmbio permanece relevante por influenciar tanto a receita das exportações quanto o custo de insumos importados.

IPCA-15 desacelera, mas inflação em 12 meses exige atenção

O IPCA-15 subiu 0,32% em outubro, abaixo dos 0,70% de setembro e das expectativas do mercado.

Apesar da desaceleração mensal, o indicador acumulou 4,62% em 12 meses, superando o limite superior de tolerância da meta de inflação, de 4,5%.

A leitura mensal mais moderada oferece algum alívio às expectativas, mas o resultado acumulado e a pressão do petróleo mantêm a trajetória dos juros no centro das avaliações.

Bolsas chinesas sobem, mas CSI300 acumula 11 semanas de perdas

Na China, os principais índices reverteram as perdas do início do pregão e encerraram a sexta-feira em alta. O Xangai Composto avançou 0,89%, aos 3.690 pontos, enquanto o CSI300 ganhou 1,71%, aos 4.105 pontos.

A recuperação ocorreu em meio ao aumento do volume negociado em ETFs associados à atuação de investidores apoiados pelo Estado. O movimento alimentou expectativas de suporte oficial às bolsas, sem confirmar uma intervenção.

Mesmo com a reação, o CSI300 acumulou queda de 1,6% na semana, completando 11 recuos semanais consecutivos, a maior sequência desde sua criação, em 2005.

O índice ainda permanecia cerca de 19% abaixo da máxima de fechamento de 22 de junho, próximo do recuo de 20% usado como referência técnica para caracterizar um mercado em baixa.

Entre os demais indicadores chineses, o ChiNext, ligado a empresas de crescimento, subiu aproximadamente 4,2%, e o STAR50, concentrado em tecnologia, avançou 3%.

Japão recua e demais mercados asiáticos têm ganhos moderados

O fechamento asiático apresentou diferenças entre as principais praças. O Nikkei caiu 0,34%, aos 62.693 pontos, no Japão, enquanto o Hang Seng avançou 0,69%, aos 23.093 pontos, em Hong Kong.

Na Coreia do Sul, o Kospi ganhou 0,30%, aos 5.550 pontos. Na Austrália, o S&P/ASX 200 encerrou praticamente estável, com alta de 0,02%. Taiwan não operou devido a feriado.

No Japão, os investidores também avaliaram sinais de menor ritmo de expansão da atividade em outubro, com desaceleração da produção e das novas encomendas.

Europa e futuros de Wall Street operam em baixa

As bolsas europeias começaram o dia pressionadas pelo petróleo mais caro, por balanços empresariais e pelas preocupações com o crescimento econômico.

O PMI composto da zona do euro recuou para 51,9 pontos em outubro, abaixo das expectativas. Embora permaneça acima da marca de 50 pontos, que indica expansão, o resultado mostrou perda de ritmo da atividade.

Nos Estados Unidos, os contratos futuros também apontavam cautela. Por volta das 7h, no horário de Brasília, o Dow Jones futuro caía 0,60%, o S&P 500 futuro recuava 0,22% e o Nasdaq futuro perdia 0,05%.

Essas variações antecediam a abertura do mercado à vista americano.

Petróleo acima de US$ 114 mantém pressão sobre custos e inflação

O Brent para dezembro avançava cerca de 1,2%, a US$ 114,45 por barril, nos registros da manhã. As tensões no Oriente Médio e as incertezas sobre a navegação no Estreito de Ormuz continuavam no radar.

A alta pode favorecer empresas produtoras de petróleo, mas também amplia a preocupação com combustíveis, fretes e inflação.

No agronegócio brasileiro, o comportamento do petróleo, do dólar e dos juros permanece decisivo para a avaliação dos custos de produção, do financiamento da safra e das condições de comercialização.

Fonte: Portal do Agronegócio

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