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Mercado Financeiro

Ibovespa cai 1,37% na abertura e bolsas da China recuam ao menor nível em mais de um ano

Inflação dos Estados Unidos e expectativa por pesquisas eleitorais pressionam a bolsa brasileira; na Ásia, vendas de ações ligadas à inteligência artificial acentuam perdas.


Publicado em: 14/10/2026 às 11:07hs

Ibovespa cai 1,37% na abertura e bolsas da China recuam ao menor nível em mais de um ano

O Ibovespa abriu em queda nesta quarta-feira (14), com investidores avaliando os últimos dados de inflação dos Estados Unidos e aguardando novas pesquisas sobre o segundo turno das eleições presidenciais brasileiras. Às 10h10, o índice recuava 1,37%, aos 204.050,38 pontos, em um início de sessão marcado pela cautela.

No exterior, as bolsas asiáticas fecharam predominantemente em baixa. A pressão foi mais intensa na China, onde a venda de ações relacionadas à cadeia de inteligência artificial levou os principais índices aos menores níveis em mais de um ano.

Inflação americana e eleições pressionam o Ibovespa

A reação aos indicadores de inflação dos Estados Unidos divide as atenções com o cenário político brasileiro. Os investidores acompanham os dados para avaliar as perspectivas para os juros americanos e seus efeitos sobre o mercado financeiro.

No Brasil, a expectativa por novos levantamentos eleitorais mantém os agentes atentos às possíveis mudanças no cenário do segundo turno. A combinação desses fatores pesava sobre o Ibovespa nos primeiros negócios.

Os acumulados informados no panorama de mercado eram de queda de 1,07% na semana, alta de 11,07% no mês e ganho de 28,39% no ano. Esses percentuais devem ser considerados conforme o momento de atualização do levantamento, já que variam durante o pregão.

Bolsas da China caem com pressão sobre ações de inteligência artificial

O Shanghai Composite encerrou a sessão em baixa de 0,88%, aos 3.767 pontos. Já o CSI 300, que reúne grandes empresas listadas em Xangai e Shenzhen, perdeu 1,36%, aos 4.217 pontos.

A queda foi puxada pela intensificação das vendas de empresas ligadas à infraestrutura tecnológica e à inteligência artificial. O índice de Comunicação 5G recuou 3,8%, enquanto o STAR 50, voltado ao setor de tecnologia, caiu 3,3%.

Entre as companhias, a Zhongji Innolight, fabricante de transceptores ópticos utilizados em centros de dados de inteligência artificial, registrou perda de 5,7%.

O movimento aprofunda a trajetória de enfraquecimento das bolsas chinesas nos últimos três meses. Os índices de referência voltaram a se aproximar dos patamares observados há dois anos, antes da reação positiva aos estímulos anunciados por Pequim.

Inflação chinesa mostra contraste entre custos industriais e consumo

Os indicadores de setembro também influenciaram as negociações na China. Os preços ao produtor avançaram no ritmo mais acelerado em mais de quatro anos, enquanto a inflação ao consumidor ficou abaixo das expectativas.

O resultado mostra um contraste: petróleo e commodities elevaram os custos industriais, mas a demanda doméstica enfraquecida manteve contidas as pressões sobre os preços ao consumidor.

Nesse ambiente, os setores tiveram desempenhos distintos. As empresas de energia avançaram com a valorização do petróleo, associada ao risco de interrupções no fornecimento da Arábia Saudita.

O índice de Carvão subiu 1,1%, e o CSI de Energia ganhou quase 2%. As ações de bens de consumo básico tiveram alta de 0,3%, destoando das perdas na tecnologia.

Ásia fecha com maioria dos índices em queda

Além das bolsas chinesas, outros mercados da região encerraram a quarta-feira no campo negativo. Taiwan foi a exceção entre os índices relacionados no levantamento.

  • Japão — Nikkei: queda de 0,05%, aos 67.744 pontos.
  • Hong Kong — Hang Seng: recuo de 0,13%, aos 24.314 pontos.
  • China — Shanghai Composite: baixa de 0,88%, aos 3.767 pontos.
  • China — CSI 300: perda de 1,36%, aos 4.217 pontos.
  • Coreia do Sul — Kospi: queda de 0,44%, aos 6.008 pontos.
  • Taiwan — Taiex: alta de 0,59%, aos 48.625 pontos.
  • Cingapura — Straits Times: recuo de 0,37%, aos 5.410 pontos.
  • Austrália — S&P/ASX 200: baixa de 0,64%, aos 8.727 pontos.
Mercado acompanha custos das commodities e perspectivas para a China

Para o agronegócio, o contraste entre custos industriais mais elevados e demanda chinesa contida merece atenção. O comportamento das commodities e da atividade econômica do país integra o cenário acompanhado pelos agentes envolvidos no comércio internacional.

A valorização das ações de energia, em meio à queda dos índices chineses, evidencia que a reação dos mercados varia entre os setores. No Brasil, inflação americana e pesquisas eleitorais permanecem entre os fatores que podem alterar a direção da bolsa ao longo da sessão.

Fonte: Portal do Agronegócio

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