Ibovespa aciona circuit breaker e dólar supera R$ 5,60; bolsas globais aguardam decisões de juros
Mercado brasileiro reage ao resultado eleitoral, enquanto Europa avança e Ásia fecha sem direção única; reuniões de Fed, BCE e Banco do Japão concentram atenções na semana
Publicado em: 26/10/2026 às 10:38hs
A Bolsa brasileira teve as negociações interrompidas por circuit breaker nesta segunda-feira (26), após o Ibovespa recuar 10% na primeira sessão depois do segundo turno presidencial. O dólar também registrou forte valorização: às 9h45, a moeda americana subia 12,25%, a R$ 5,604 no mercado comercial.
A reação ocorreu após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um movimento de revisão das posições dos investidores e das expectativas para a política fiscal.
No exterior, o início da semana apresentou um quadro distinto. As bolsas europeias avançavam, os futuros de Nova York oscilavam sem direção única e os mercados asiáticos encerraram o dia divididos entre ganhos e perdas.
Brasil tem forte ajuste em ações, câmbio e juros
A queda de 10% do Ibovespa acionou uma interrupção de 30 minutos nas negociações. Os contratos futuros do índice chegaram a recuar perto de 15%, enquanto os juros futuros subiram fortemente.
O movimento colocou as perspectivas para as contas públicas e a composição da próxima equipe econômica no centro das avaliações. A volatilidade também levou a B3 a ampliar os limites de oscilação de contratos futuros.
Europa avança na abertura da semana
As principais bolsas europeias operavam em alta nos registros das 8h12, no horário de Brasília. O Stoxx 600 avançava 0,44%, acompanhado por Frankfurt, Londres, Paris e Milão.
Na Alemanha, o DAX subia 0,86%. O FTSE 100, do Reino Unido, ganhava 0,47%, enquanto o CAC 40, da França, avançava 0,75%. Na Itália, o FTSE MIB registrava alta de 0,78%.
Balanços corporativos e condições de financiamento dos governos dividiam a atenção com a agenda monetária.
Futuros americanos oscilam antes de balanços de tecnologia
Em Wall Street, os contratos futuros mostravam movimentos moderados e distintos. Às 8h10, o Dow Jones futuro avançava 0,36%, o S&P 500 futuro subia 0,07% e o Nasdaq futuro recuava 0,07%.
As referências antecediam a abertura do mercado à vista americano.
Os investidores aguardam resultados de grandes empresas, incluindo Microsoft, Alphabet e Amazon, em busca de informações sobre receitas, margens e retorno dos investimentos em inteligência artificial.
China recupera perdas, mas tecnologia segue pressionada
Na China continental, os índices recuperaram parte das perdas do início da sessão e encerraram próximos da estabilidade.
O Shanghai Composite subiu 0,19%, aos 3.697 pontos, enquanto o CSI300 recuou 0,04%, aos 4.103,54 pontos.
O desempenho dos indicadores principais contrastou com as perdas mais intensas em tecnologia. O ChiNext Composite caiu 1,7%, o STAR50 perdeu 2,2% e o índice CSI 5G de comunicações recuou 4%.
Em sentido contrário, o subíndice de petróleo e gás avançou 2,4%, oferecendo sustentação parcial ao mercado.
A possibilidade de novas compras por investidores apoiados pelo Estado continuou no radar, após o aumento das negociações de ETFs observado na semana anterior.
Japão e Coreia do Sul caem; Hong Kong sobe
Nas demais praças asiáticas, o Nikkei caiu 0,80%, aos 62.189,65 pontos, em Tóquio. Em Seul, o Kospi perdeu 1,46%, aos 5.469 pontos.
Hong Kong seguiu na direção oposta: o Hang Seng avançou 0,51%, aos 23.211 pontos.
Em Cingapura, o Straits Times recuou 0,12%, aos 5.415 pontos. Na Austrália, o S&P/ASX 200 ganhou 0,17%, aos 8.809 pontos. Taiwan não teve negociações.
Bancos centrais e petróleo orientam próximos movimentos
A semana reúne decisões do Federal Reserve, do Banco Central Europeu e do Banco do Japão. Os investidores trabalham com a expectativa de manutenção das taxas, mas acompanharão os comunicados em busca de sinais sobre inflação e os próximos passos da política monetária.
O petróleo também permanece no centro das atenções, diante das tensões no Oriente Médio e dos riscos à infraestrutura de produção e transporte.
Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre volatilidade cambial, juros e energia influencia as condições de financiamento, os custos dos insumos e as referências de comercialização das commodities.
Fonte: Portal do Agronegócio
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