Dólar sobe e se aproxima de R$ 5,10 nesta segunda-feira, com petróleo em alta e mercado de olho no cenário externo
Moeda americana avança no início dos negócios, enquanto petróleo supera US$ 84 por barril; Ibovespa futuro opera em alta antes da abertura do mercado à vista
Publicado em: 10/08/2026 às 11:00hs
O dólar iniciou a semana em alta frente ao real, mantendo-se próximo da marca de R$ 5,10, em um pregão marcado pela valorização do petróleo no mercado internacional e pela atenção dos investidores às novas projeções econômicas do Boletim Focus.
Na abertura desta segunda-feira (10), o dólar comercial era negociado próximo de R$ 5,09, com alta em torno de 0,05% a 0,06%. Às 9h05, a moeda estava em R$ 5,0868, enquanto o mercado acompanhava também o comportamento dos juros e das bolsas internacionais.
O movimento ocorre após o dólar fechar a sexta-feira (7) em R$ 5,0836, com queda de 0,46%. Na semana passada, entretanto, a moeda acumulou valorização de aproximadamente 0,26%.
Petróleo ganha força e influencia os mercados
Um dos principais fatores acompanhados pelos investidores nesta segunda-feira é a alta do petróleo.
O Brent para outubro, referência internacional, avançava cerca de 1,5% no início da manhã, negociado na faixa de US$ 84,80 por barril. O WTI também operava em alta, próximo de US$ 79,60.
A valorização está relacionada às incertezas envolvendo a retomada do tráfego pelo Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte mundial de petróleo. As negociações envolvendo Irã e Omã permanecem no radar dos mercados, enquanto Teerã mantém exigências para a reabertura da passagem marítima.
A alta do petróleo tende a aumentar a cautela dos investidores diante dos possíveis impactos sobre inflação, custos de energia e atividade econômica global.
Ibovespa futuro sinaliza abertura positiva
Depois de uma semana de forte realização de lucros, o mercado acionário brasileiro começa esta segunda-feira com sinal mais positivo.
O Ibovespa futuro avançava 0,35%, aos 173.250 pontos, por volta das 9h05, antes da abertura do mercado à vista.
Na sexta-feira, o Ibovespa caiu 1,73%, encerrando o pregão aos 172.513 pontos. Na semana, o principal índice da Bolsa brasileira acumulou queda de 3,08%.
O desempenho desta segunda-feira dependerá, entre outros fatores, do comportamento das bolsas internacionais, do petróleo, dos juros e da repercussão dos balanços corporativos.
Mercado acompanha novos sinais sobre a Selic
O mercado financeiro também avalia os efeitos da decisão recente do Banco Central sobre a taxa básica de juros.
O Copom reduziu a Selic de 14,25% para 14% ao ano, no quarto corte consecutivo. No novo Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, a mediana das projeções passou a indicar mais uma redução de 0,25 ponto percentual ao longo do ano, levando a Selic para 13,75%.
As expectativas para a inflação também permanecem no radar. A mediana do Focus para o IPCA nos próximos 12 meses subiu de 4,19% para 4,24%, mostrando que o cenário inflacionário ainda exige atenção.
Dólar hoje: veja os principais números
- Dólar comercial: próximo de R$ 5,09 na abertura
- Dólar na sexta-feira: R$ 5,0836
- Variação na sexta-feira: -0,46%
- Variação acumulada na semana anterior: +0,26%
Os números podem oscilar ao longo do pregão, especialmente diante da movimentação do petróleo, dos juros futuros e das bolsas internacionais.
Mercado externo permanece dividido
No exterior, os investidores iniciam a semana avaliando a possibilidade de juros menores nos Estados Unidos, após dados recentes do mercado de trabalho americano, ao mesmo tempo em que acompanham a pressão provocada pela alta do petróleo.
Na Ásia, os principais mercados acionários fecharam em alta, com destaque para Tóquio. Na Europa, os índices operavam próximos da estabilidade. Em Nova York, os futuros apresentavam sinais mistos no início da manhã.
O ambiente internacional continua sendo determinante para o fluxo de capital para mercados emergentes, incluindo o Brasil.
Balanços corporativos entram no radar
Além do câmbio e das commodities, a temporada de resultados corporativos deve influenciar o comportamento da Bolsa brasileira durante a semana.
Entre as empresas que estão no foco dos investidores estão Embraer, Natura, Banco do Brasil, BTG, JBS e Suzano. A Embraer divulgou lucro líquido ajustado de R$ 1,113 bilhão no segundo trimestre, crescimento de 25,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O que pode movimentar o dólar e a Bolsa hoje
Além do petróleo e das negociações envolvendo o Estreito de Ormuz, os investidores acompanham:
- novas projeções do Boletim Focus;
- trajetória da Selic e dos juros futuros;
- comportamento das bolsas internacionais;
- preço do petróleo Brent e WTI;
- fluxo de capital estrangeiro;
- temporada de balanços corporativos;
- expectativas para a inflação no Brasil e nos Estados Unidos.
Impactos para o agronegócio
Para o agronegócio brasileiro, a trajetória do dólar permanece especialmente relevante. Um real mais depreciado tende a favorecer a receita dos exportadores de commodities, enquanto a valorização do petróleo pode pressionar custos relacionados a combustíveis, logística e insumos.
Por outro lado, movimentos do câmbio também afetam os preços de fertilizantes, defensivos e outros produtos importados, aumentando a importância do acompanhamento diário do mercado financeiro para produtores, tradings e empresas do setor.
Mercado financeiro: dólar próximo de R$ 5,09, petróleo Brent acima de US$ 84 e Ibovespa futuro em alta marcam o início dos negócios nesta segunda-feira (10). O cenário externo, o petróleo, os juros e o Boletim Focus devem continuar determinando o comportamento dos ativos ao longo do pregão.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias