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Mercado Financeiro

Dólar oscila perto de R$ 5,11 após payroll forte nos EUA; Ibovespa monitora cenário eleitoral

Moeda norte-americana interrompe sequência de quedas nesta sexta-feira, enquanto criação de 162 mil empregos nos Estados Unidos supera as projeções e aumenta a cautela sobre os próximos passos do Federal Reserve


Publicado em: 04/09/2026 às 11:00hs

Dólar oscila perto de R$ 5,11 após payroll forte nos EUA; Ibovespa monitora cenário eleitoral
Foto: Freepik

O dólar opera próximo da estabilidade nesta sexta-feira (4), em uma sessão marcada pela repercussão das pesquisas eleitorais no Brasil e pela divulgação de dados mais fortes do mercado de trabalho dos Estados Unidos.

Por volta das 9h30, a moeda norte-americana era negociada perto de R$ 5,11, depois de oscilar entre aproximadamente R$ 5,1058 e R$ 5,1326 nas primeiras operações do dia. Na abertura, o dólar chegou a R$ 5,1107, com avanço de 0,12%.

Na quinta-feira (3), o dólar comercial encerrou cotado a R$ 5,1047, com leve queda de 0,07%. Foi a quarta sessão consecutiva de valorização do real frente à moeda dos Estados Unidos.

Payroll dos EUA supera projeções

O principal fator de influência sobre o mercado financeiro nesta sexta-feira é o relatório oficial de emprego dos Estados Unidos, conhecido como payroll.

A economia norte-americana criou 162 mil vagas de trabalho em agosto, resultado muito acima da projeção de aproximadamente 56 mil novos postos. A taxa de desemprego permaneceu em 4,1%, segundo o Bureau of Labor Statistics.

O desempenho acima das expectativas mostra que o mercado de trabalho dos Estados Unidos continua resiliente. A leitura pode reduzir o espaço para cortes de juros ou até reforçar a possibilidade de manutenção de uma política monetária mais restritiva pelo Federal Reserve.

Juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos tendem a fortalecer o dólar no mercado internacional e podem reduzir o fluxo de recursos para economias emergentes, como o Brasil.

Cenário eleitoral influencia dólar e Bolsa

No mercado doméstico, os investidores também avaliam os resultados das pesquisas sobre a eleição presidencial de 2026. A movimentação recente dos ativos brasileiros tem sido influenciada pelas expectativas em relação à política fiscal e à trajetória da dívida pública nos próximos anos.

Na quinta-feira, o mercado operou com cautela antes da divulgação de uma nova pesquisa eleitoral. O dólar encerrou praticamente estável, enquanto o Ibovespa perdeu força após alcançar uma máxima de 188.891 pontos durante o pregão.

As últimas pesquisas aumentaram a volatilidade dos ativos ao apontarem uma disputa mais equilibrada pela Presidência da República. Parte dos investidores associa as mudanças no cenário eleitoral à possibilidade de alterações na condução da política econômica e fiscal.

Ibovespa encerra sequência de 11 altas

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou a quinta-feira com leve queda de 0,01%, aos 185.188 pontos. O recuo interrompeu uma sequência de 11 sessões consecutivas de valorização.

Apesar da estabilidade no último pregão, o índice permanece próximo dos maiores níveis dos últimos quatro meses. Na quarta-feira (2), a Bolsa havia avançado 3,05%, impulsionada pelo fluxo de capital estrangeiro, pelas pesquisas eleitorais e pela valorização de ações ligadas às commodities.

No acumulado, o Ibovespa registra:

  • Alta de 5,42% na semana;
  • Avanço de 4,38% em setembro;
  • Valorização de aproximadamente 14,93% em 2026.

As negociações na B3 começaram às 10h, após a divulgação do payroll norte-americano. A expectativa é de maior volatilidade ao longo da sessão diante da necessidade de reprecificação das perspectivas para os juros dos Estados Unidos.

Dólar acumula queda em setembro e em 2026

Mesmo com a leve recuperação desta sexta-feira, a moeda norte-americana continua acumulando perdas relevantes frente ao real.

Até o fechamento da quinta-feira, o dólar registrava:

  • Queda de 1,76% na semana;
  • Recuo de 1,45% em setembro;
  • Desvalorização próxima de 7% em 2026.

O desempenho recente do real tem sido favorecido pela entrada de capital estrangeiro, pela diferença entre os juros brasileiros e norte-americanos e pelo movimento positivo da Bolsa. O câmbio, entretanto, permanece sensível às expectativas eleitorais, à política fiscal brasileira e às decisões do Federal Reserve.

Petróleo próximo de US$ 95 amplia cautela global

O cenário externo também é influenciado pelo petróleo. O barril do Brent opera próximo de US$ 95, após acumular forte valorização durante a semana em meio às tensões geopolíticas e às preocupações com o fornecimento global.

A alta da energia pode pressionar novamente a inflação internacional, dificultando a redução dos juros nas principais economias. Nesta sexta-feira, entretanto, o Brent apresentava leve correção, ao redor de US$ 95,31.

As bolsas internacionais operam sem direção única. Os mercados europeus apresentam desempenho misto, enquanto os índices futuros de Wall Street oscilam próximos da estabilidade.

Mercado acompanha balança comercial brasileira

Além do cenário externo e das pesquisas eleitorais, os investidores aguardam os dados da balança comercial brasileira referentes a agosto.

O indicador poderá fornecer novos sinais sobre a entrada de dólares no país, especialmente por meio das exportações de commodities agrícolas e minerais. Um saldo comercial elevado contribui para aumentar a oferta de moeda estrangeira e pode ajudar a sustentar o real.

Com a proximidade do feriado de 7 de Setembro, a expectativa é de redução da liquidez no decorrer do pregão. Esse cenário pode ampliar as oscilações do dólar, do Ibovespa e dos contratos futuros de juros.

Dados de mercado atualizados na manhã de 4 de setembro de 2026. As cotações podem sofrer alterações ao longo do pregão.

Fonte: Portal do Agronegócio

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