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Mercado Financeiro

Dólar oscila perto de R$ 5,04 com empate no Datafolha e inflação abaixo do esperado

Último pregão antes do segundo turno tem cautela eleitoral, IPCA-15 de 0,32% e pressão externa; Ibovespa vem de queda de 1,15% na sessão anterior


Publicado em: 23/10/2026 às 11:00hs

Dólar oscila perto de R$ 5,04 com empate no Datafolha e inflação abaixo do esperado

O dólar operava próximo da estabilidade na manhã desta sexta-feira (23), no último pregão antes do segundo turno das eleições presidenciais. Investidores avaliavam o empate numérico entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na pesquisa Datafolha, além da divulgação da prévia da inflação brasileira.

Às 9h45, a moeda norte-americana avançava 0,13%, cotada a R$ 5,0448, após registrar variação de apenas 0,01%, a R$ 5,0388, às 9h37. Os registros mostram oscilações moderadas no início da sessão, sem uma direção consolidada para o câmbio.

A atualização econômica do dia veio do IPCA-15, que subiu 0,32% em outubro, abaixo da expectativa de 0,43% dos economistas consultados pela Reuters. O indicador dividia a atenção do mercado com a disputa eleitoral e o comportamento do dólar e do petróleo no exterior.

Datafolha mantém eleição no centro das atenções

A pesquisa divulgada na quinta-feira (22) mostrou Lula e Flávio com 50% dos votos válidos cada, ante 49% e 51%, respectivamente, no levantamento anterior.

Nos votos totais, Flávio apareceu com 47%, enquanto Lula registrou 46%. Outros 5% declararam voto branco, nulo ou intenção de não votar, e 2% estavam indecisos.

O levantamento ouviu 2.520 pessoas entre 20 e 22 de outubro e tem margem de erro de dois pontos percentuais. A proximidade entre os candidatos mantinha a cautela dos investidores antes da votação de domingo (25).

As expectativas para a condução das contas públicas pelo próximo governo permaneciam relevantes para a formação dos preços. A preferência de parte dos agentes por determinado cenário eleitoral, entretanto, não elimina as incertezas sobre as medidas econômicas que serão efetivamente adotadas.

IPCA-15 desacelera no mês, mas ganha força em 12 meses

A prévia da inflação desacelerou de 0,70% em setembro para 0,32% em outubro. No acumulado de 2026, a alta chegou a 4,15%.

Apesar do alívio mensal, a variação em 12 meses passou de 4,47% para 4,62%. Alimentação e bebidas apresentou aumento de 0,88% e respondeu pela maior contribuição para o resultado de outubro. A combinação entre desaceleração no mês e avanço no acumulado anual acrescenta elementos à avaliação do mercado sobre a trajetória dos juros.

Ibovespa vem de queda e mercado acompanha cenário externo

A última referência de fechamento do Ibovespa era de 204.120 pontos, após recuo de 1,15% na quinta-feira. No câmbio, o dólar à vista encerrou a sessão anterior em alta de 0,22%, a R$ 5,0384.

Na manhã desta sexta-feira, o ambiente externo apresentava pressão sobre os ativos de risco, com os futuros de Wall Street e as bolsas europeias influenciados pela alta do petróleo e por preocupações com empresas de tecnologia. Esse cenário se somava à cautela doméstica às vésperas da eleição.

Às 9h36, o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas, subia 0,16%, aos 101,730 pontos. A valorização internacional da divisa ajudava a compor o pano de fundo das negociações no Brasil.

Dólar futuro e atuação do Banco Central

No mercado de derivativos, o contrato de dólar para novembro apresentava queda de 0,32%, a R$ 5,0455, no registro inicial informado. Sua variação difere da observada no mercado à vista porque cada instrumento possui uma referência própria de comparação.

A agenda também previa, às 11h30, o leilão regular do Banco Central para rolagem de swap cambial, com oferta de 75 mil contratos. A operação integra a administração dos vencimentos desses instrumentos no mercado de câmbio.

Referência das cotações: registros da manhã de 23 de outubro, com dólar à vista às 9h45. Os valores variam ao longo do pregão.

Fonte: Portal do Agronegócio

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