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Mercado Financeiro

Dólar opera perto de R$ 5,02 com petróleo em alta e eleições no radar

Brent supera US$ 104 por barril e amplia cautela nos mercados; investidores acompanham pesquisas eleitorais e sinais sobre os juros nos Estados Unidos


Publicado em: 08/10/2026 às 11:05hs

Dólar opera perto de R$ 5,02 com petróleo em alta e eleições no radar

O dólar mantém leve alta frente ao real nesta quinta-feira (8), em uma sessão marcada pela valorização do petróleo e pela atenção ao cenário eleitoral brasileiro. Às 10h30, a moeda norte-americana era negociada a R$ 5,018 na venda, avanço de 0,13%, conforme atualização do UOL Economia.

Na abertura, perto das 9h, o dólar havia registrado alta de 0,15%, a R$ 5,0178. O movimento ocorre após a recuperação do patamar de R$ 5 na quarta-feira, quando a moeda encerrou a sessão a R$ 5,0105, com valorização de 0,70%.

Os investidores avaliam os efeitos das tensões no Oriente Médio sobre a inflação, acompanham indicadores do mercado de trabalho americano e aguardam novas pesquisas sobre o segundo turno das eleições no Brasil.

Petróleo mais caro aumenta cautela no mercado financeiro

A alta do petróleo está entre os principais fatores de pressão sobre os mercados internacionais. Às 10h30, o contrato do Brent para dezembro avançava 4,4%, a US$ 104,62 por barril.

O movimento ganhou força diante de informações de que o governo de Donald Trump estaria considerando novos ataques ao Irã. A possibilidade de escalada do conflito aumenta a preocupação dos investidores com o abastecimento de energia e seus efeitos sobre os preços.

Petróleo mais caro pode dificultar o controle da inflação e reduzir o espaço para flexibilização monetária. Esse ambiente favorece a cautela nas decisões de investimento e influencia o comportamento do câmbio.

Emprego e ata do Fed orientam expectativas para os juros

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos recuaram em 2 mil na semana encerrada em 3 de outubro, para 197 mil. O resultado ficou abaixo das 201 mil solicitações esperadas por analistas consultados pela FactSet.

O indicador ajuda o mercado a avaliar a atividade econômica e a trajetória dos juros americanos. A leitura ocorre após a divulgação da ata do Federal Reserve, que apontou que a maioria dos dirigentes considera provável e apropriado um novo aumento da taxa básica até o fim do ano.

A combinação de atividade econômica resistente e pressão nos preços da energia mantém a política monetária dos Estados Unidos no centro das atenções.

Pesquisas eleitorais seguem no foco dos investidores

No Brasil, o mercado acompanha a disputa presidencial e a expectativa por uma nova pesquisa Datafolha sobre o segundo turno. As sinalizações econômicas das candidaturas continuam influenciando a avaliação dos ativos brasileiros.

Após a forte valorização do real no início da semana, o câmbio passou por uma correção na quarta-feira. Mesmo com a recuperação do dólar, a moeda ainda acumulava, até o fechamento anterior, quedas de 3,94% na semana, 3,17% em outubro e 8,71% no ano.

Esses percentuais se referem à posição anterior ao pregão desta quinta-feira e podem mudar conforme as negociações avançam.

Ibovespa apresenta oscilação após queda na véspera

O Ibovespa iniciou a quinta-feira próximo da estabilidade. Nos primeiros minutos, recuava 0,02%, aos 204.267 pontos, e às 10h10 avançava 0,25%, aos 204.811 pontos, segundo o acompanhamento do UOL Economia.

Na quarta-feira, o principal índice da Bolsa brasileira encerrou em queda de 0,74%, aos 204.309 pontos.

Ao longo da sessão, petróleo, juros americanos e notícias eleitorais seguem como fatores capazes de alterar a direção do dólar e da Bolsa. O mercado busca equilibrar as expectativas domésticas com um ambiente internacional de maior cautela.

Fonte: Portal do Agronegócio

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