Dólar opera em alta no Brasil com mercado atento às negociações entre EUA e Irã; Ibovespa inicia sessão de olho no cenário global
Moeda norte-americana abre próxima de R$ 5,12 enquanto investidores acompanham tensões geopolíticas, política monetária e fluxo de capital para mercados emergentes. Bolsa brasileira mantém viés positivo após renovar máximas históricas
Publicado em: 28/07/2026 às 11:00hs
O dólar comercial iniciou os negócios desta terça-feira (28) em leve alta no mercado brasileiro, refletindo a cautela dos investidores diante das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e da expectativa por novos desdobramentos da política monetária internacional.
Na abertura, a moeda norte-americana era negociada ao redor de R$ 5,12, após encerrar a sessão anterior cotada a R$ 5,116, em alta de 0,60%. O movimento acompanha o fortalecimento do dólar no mercado internacional e a postura mais defensiva dos investidores diante das incertezas geopolíticas.
Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da B3, inicia o pregão buscando ampliar os ganhos recentes, depois de fechar a segunda-feira com valorização de 0,46%, aos 175.432 pontos, sustentado principalmente pelas ações de bancos, commodities e empresas ligadas ao consumo interno.
Mercado acompanha negociações entre EUA e Irã
O principal fator de atenção dos investidores continua sendo o cenário internacional. As conversas diplomáticas entre Estados Unidos e Irã seguem influenciando os mercados globais, especialmente os preços do petróleo, ativos considerados defensivos e o comportamento do dólar frente às principais moedas.
Embora o mercado avalie que uma escalada do conflito tenha perdido força nas últimas semanas, qualquer mudança nas negociações pode provocar aumento da volatilidade nos mercados financeiros, impactando diretamente moedas emergentes como o real.
Além da geopolítica, investidores monitoram novos indicadores econômicos dos Estados Unidos, que poderão oferecer sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed) em relação às taxas de juros.
Dólar no Brasil continua abaixo dos níveis registrados no início do ano
Mesmo com a alta desta abertura, o desempenho da moeda americana continua mostrando valorização do real em 2026.
Até o momento, os indicadores acumulados mostram:
- Semana: +0,60%;
- Julho: -0,99%;
- Acumulado de 2026: -6,87%.
O comportamento do câmbio segue sendo influenciado por fatores como fluxo de investimentos estrangeiros, desempenho das commodities exportadas pelo Brasil, diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos e expectativas para a política fiscal brasileira.
Ibovespa mantém tendência positiva
A Bolsa brasileira segue sustentada pelo ingresso de capital estrangeiro e pela recuperação de empresas ligadas ao agronegócio, mineração, petróleo e setor financeiro.
Os números acumulados do índice mostram:
- Semana: +0,80%;
- Julho: +1,98%;
- Acumulado de 2026: +8,88%.
Analistas destacam que o mercado continua reagindo positivamente à perspectiva de manutenção do fluxo internacional para ativos brasileiros, embora o cenário permaneça sensível às decisões de política monetária nos Estados Unidos e às questões geopolíticas.
Agronegócio acompanha impacto do câmbio
Para o agronegócio brasileiro, as oscilações do dólar continuam sendo um dos principais fatores de formação de preços.
Uma moeda americana mais valorizada tende a aumentar a competitividade das exportações brasileiras de soja, milho, café, açúcar, algodão, carnes e celulose, ao mesmo tempo em que eleva os custos de produtos importados, como fertilizantes, defensivos agrícolas, máquinas e equipamentos.
Dessa forma, produtores rurais seguem monitorando atentamente tanto a evolução do câmbio quanto os movimentos do mercado internacional de commodities, que permanecem influenciados pelo cenário geopolítico, pela demanda global e pelas decisões dos principais bancos centrais.
Perspectivas para o restante do pregão
Ao longo desta terça-feira, o mercado deve permanecer atento:
- às negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã;
- aos movimentos do dólar no exterior;
- ao comportamento dos preços internacionais do petróleo;
- ao fluxo de investidores estrangeiros na B3;
- e às expectativas para os próximos indicadores econômicos dos Estados Unidos e do Brasil.
A combinação desses fatores deverá continuar determinando o comportamento do dólar, da Bolsa brasileira e dos mercados de commodities ao longo do dia.
Fonte: Portal do Agronegócio
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