Dólar abre em alta no Brasil com petróleo próximo de US$ 100 e mercado acompanha cenário internacional
Moeda norte-americana inicia o dia em valorização diante das incertezas externas, enquanto investidores monitoram petróleo, juros globais, fluxo cambial e os impactos para o agronegócio brasileiro.
Publicado em: 23/07/2026 às 11:00hs
O dólar comercial abriu em alta nesta quinta-feira (23), refletindo um movimento de cautela dos investidores diante do fortalecimento da moeda norte-americana no exterior e da nova valorização do petróleo no mercado internacional. A commodity segue próxima da marca de US$ 100 por barril, elevando as preocupações com a inflação global e pressionando os ativos de países emergentes.
Por volta das 9h, o dólar registrava alta de 0,41%, sendo negociado a R$ 5,0718. O movimento ocorre após a moeda encerrar o pregão anterior em queda de 0,43%, cotada a R$ 5,0512.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), inicia as negociações às 10h, depois de fechar a quarta-feira com forte valorização de 2,44%, aos 177.548 pontos, impulsionado pelo desempenho das commodities, do setor financeiro e pelo ingresso de capital estrangeiro.
Mercado financeiro acompanha petróleo, juros e cenário internacional
O mercado financeiro inicia o dia em compasso de espera, acompanhando principalmente:
- valorização do petróleo no mercado internacional;
- comportamento dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries);
- expectativa sobre novos sinais da política monetária dos Estados Unidos;
- fluxo de investidores estrangeiros para mercados emergentes;
- comportamento das commodities agrícolas e metálicas.
A proximidade do petróleo com US$ 100 por barril aumenta as preocupações em relação aos custos globais de energia, logística e combustíveis, fatores que influenciam diretamente as expectativas de inflação e podem afetar futuras decisões dos principais bancos centrais.
Dólar segue acumulando queda em 2026
Apesar da abertura em alta nesta quinta-feira, a moeda americana ainda apresenta desvalorização expressiva no acumulado do ano.
- Desempenho do dólar
- Cotação na abertura: R$ 5,0718
- Variação do dia (abertura): +0,41%
- Acumulado da semana: -1,17%
- Acumulado de julho: -2,16%
- Acumulado em 2026: -7,97%
A tendência de queda observada ao longo do ano tem sido sustentada principalmente pelo ingresso de recursos externos, diferencial de juros favorável ao Brasil e desempenho das exportações brasileiras.
Ibovespa mantém trajetória positiva
A Bolsa brasileira continua sustentada pelo bom desempenho das empresas ligadas às commodities, bancos e expectativa de continuidade do fluxo estrangeiro.
- Desempenho do Ibovespa
- Fechamento anterior: 177.548 pontos
- Alta no último pregão: +2,44%
- Acumulado da semana: +2,21%
- Acumulado de julho: +3,21%
- Acumulado em 2026: +10,19%
O índice permanece próximo de suas máximas históricas, refletindo o cenário favorável para ações brasileiras, especialmente diante da perspectiva de redução gradual dos juros e melhora do ambiente macroeconômico.
Impactos para o agronegócio
A movimentação do dólar continua sendo um dos principais indicadores monitorados pelo agronegócio brasileiro. Uma moeda americana mais valorizada tende a aumentar a competitividade das exportações de produtos como:
- soja;
- milho;
- café;
- algodão;
- açúcar;
- carnes;
- celulose.
Por outro lado, um câmbio mais elevado também amplia os custos de importação de fertilizantes, defensivos agrícolas, máquinas, combustíveis e demais insumos utilizados na produção rural.
Além do câmbio, o setor acompanha atentamente a evolução das cotações internacionais do petróleo, que impactam diretamente os preços do diesel, do frete e da logística agrícola.
Mercado segue atento aos próximos indicadores
Ao longo do dia, investidores devem continuar monitorando os desdobramentos do mercado internacional, a evolução dos preços das commodities, o comportamento do petróleo e do dólar global, além da entrada de fluxo estrangeiro na B3.
Para o agronegócio, a combinação entre câmbio, custos de produção, preços internacionais e demanda externa continuará sendo determinante para a formação dos preços e da rentabilidade das principais cadeias produtivas brasileiras ao longo das próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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