Publicado em: 25/03/2026 às 11:45hs
A confiança do consumidor brasileiro voltou a crescer em março, interrompendo uma sequência de dois meses consecutivos de queda. O índice avançou 2 pontos, chegando a 88,1 pontos — o maior patamar desde dezembro de 2025, quando havia registrado 89,1 pontos, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
De acordo com a economista Anna Carolina Gouveia, do FGV Ibre, a recuperação foi impulsionada principalmente pela melhora nas expectativas em relação aos próximos meses.
O indicador que mede a percepção sobre a situação financeira futura das famílias foi o principal destaque, contribuindo significativamente para o resultado geral. O movimento reflete uma redução do pessimismo em relação às finanças pessoais.
Fatores como a manutenção do emprego e da renda, o controle da inflação e a recente redução das taxas de juros têm influenciado positivamente a percepção dos consumidores sobre o cenário econômico futuro.
O Índice de Expectativas (IE) registrou alta de 3,4 pontos em março, alcançando 92,1 pontos e sendo o principal responsável pela elevação do indicador geral.
Entre os componentes do IE, o indicador de situação financeira futura das famílias subiu 6,5 pontos, chegando a 89,4 pontos. Já o indicador de situação econômica local futura avançou 1,8 ponto, atingindo 105,5 pontos.
Ambos os indicadores alcançaram os níveis mais elevados desde dezembro de 2025, reforçando a visão mais otimista dos consumidores em relação ao futuro próximo.
Apesar do avanço nas expectativas, a percepção sobre a situação atual apresentou leve queda. O Indicador de Situação Atual (ISA) recuou 0,3 ponto em março, para 83,2 pontos.
Entre os quesitos avaliados, o indicador de situação econômica local atual caiu 1,4 ponto, atingindo 94,7 pontos. Por outro lado, o indicador de situação financeira atual das famílias registrou alta de 0,8 ponto, chegando a 72,1 pontos.
Os dados indicam um movimento de recuperação gradual da confiança do consumidor, sustentado principalmente por perspectivas mais positivas em relação ao futuro. Ainda assim, a avaliação do cenário atual mostra cautela, sugerindo que a retomada ocorre de forma moderada no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
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