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Mercado Financeiro

Bolsas globais sobem, Ibovespa avança e dólar recua antes do Copom; tecnologia chinesa impulsiona mercados e agro acompanha commodities

Mercados internacionais operam em alta com alívio geopolítico envolvendo Estados Unidos e Irã, ações de inteligência artificial lideram ganhos na China, Ibovespa futuro sobe, dólar perde força e commodities agrícolas seguem no radar dos investidores


Publicado em: 04/08/2026 às 10:56hs

Bolsas globais sobem, Ibovespa avança e dólar recua antes do Copom; tecnologia chinesa impulsiona mercados e agro acompanha commodities

Bolsas mundiais iniciam o dia em alta com redução das tensões geopolíticas e foco na tecnologia

Os mercados financeiros globais começaram esta terça-feira (4) em clima de maior apetite ao risco. A possibilidade de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã reduziu a aversão dos investidores, favorecendo altas nas bolsas da Europa, enquanto o forte desempenho das empresas de inteligência artificial e semicondutores impulsionou os mercados chineses.

Na Europa, os principais índices abriram em território positivo. O DAX, da Alemanha, avançava cerca de 0,68%, enquanto o CAC 40, da França, registrava alta de 0,28%. No Reino Unido, o FTSE 100 operava com valorização de aproximadamente 0,38%, refletindo o ambiente internacional mais favorável.

O cenário também foi positivo na Ásia. O índice CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, encerrou o pregão com ganho de 1,3%, enquanto o índice de Xangai subiu 0,33%. No Japão, o Nikkei avançou 0,32%, e o Kospi, da Coreia do Sul, liderou os ganhos entre os principais mercados asiáticos ao subir 1,62%. O Hang Seng, de Hong Kong, destoou e recuou 0,60%.

Inteligência artificial recoloca ações chinesas entre os destaques globais

O principal motor da recuperação chinesa foi novamente o setor de tecnologia. Após semanas de realização de lucros, investidores voltaram às compras em empresas ligadas à inteligência artificial, chips e infraestrutura digital.

O índice chinês de Inteligência Artificial registrou valorização próxima de 5,9%, enquanto o índice de semicondutores avançou cerca de 4,9%. Já o índice ligado à tecnologia 5G disparou mais de 8%, indicando retomada do interesse pelo segmento.

A recuperação ocorre após avaliações positivas sobre os avanços tecnológicos das empresas chinesas. Um dos destaques foi a startup DeepSeek, cujo modelo de inteligência artificial foi apontado por análises independentes como um dos mais eficientes em custo operacional entre os grandes modelos disponíveis atualmente.

Outro fator positivo veio da Alibaba, que apresentou sua nova geração de modelos de IA, fortalecendo as expectativas sobre a capacidade competitiva da gigante chinesa no mercado global de inteligência artificial.

Analistas internacionais avaliam que a recente correção das ações de tecnologia representa apenas uma realização natural dos lucros acumulados nos últimos meses, mantendo perspectivas positivas para o setor ao longo de agosto.

Economia chinesa mostra desaceleração, mas mantém sinais de expansão

Apesar do bom desempenho das ações de tecnologia, indicadores econômicos continuam sugerindo crescimento mais moderado da atividade industrial chinesa.

Levantamentos do setor privado apontam que o setor manufatureiro expandiu em julho no ritmo mais lento dos últimos quatro meses. Ainda assim, houve crescimento da produção industrial e recuperação dos pedidos externos, sinalizando que a segunda maior economia do mundo continua apresentando capacidade de expansão, embora em velocidade menor.

Ibovespa abre em alta e mercado acompanha decisão do Copom

No Brasil, o mercado financeiro iniciou a sessão em tom positivo.

O Ibovespa Futuro abriu próximo dos 179 mil pontos, sustentado pelo bom humor externo e pela expectativa em torno da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começou nesta terça-feira.

Grande parte dos agentes financeiros espera uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, movimento que pode reforçar o fluxo para ativos de renda variável caso seja confirmado.

Ao mesmo tempo, investidores acompanham indicadores da economia brasileira, especialmente após a divulgação da retração de 1,8% da produção industrial em junho, dado que reforça expectativas de desaceleração econômica.

Entre os destaques corporativos permanecem as atenções para a oferta pública envolvendo o Santander Brasil (SANB11) e para a divulgação dos resultados trimestrais do Itaú Unibanco (ITUB4).

Dólar perde força enquanto petróleo amplia queda

No mercado cambial, o dólar comercial operava em queda, negociado próximo de R$ 5,07, refletindo o aumento da confiança dos investidores nos mercados internacionais e o avanço das bolsas globais.

Já o petróleo seguia pressionado. O Brent permanecia abaixo dos US$ 82 por barril, influenciado pelas perspectivas de redução das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz, importante corredor para o comércio mundial de petróleo.

A queda da commodity reduz preocupações inflacionárias globais e melhora o ambiente para ativos de risco.

Commodities agrícolas permanecem no radar do agronegócio

O mercado agrícola também iniciou o dia acompanhando os movimentos internacionais.

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja operavam próximos de US$ 11,68 por bushel, refletindo ajustes técnicos entre oferta e demanda mundial.

O milho apresentou oscilações moderadas, sem alterações expressivas, enquanto o café arábica, negociado em Nova York, manteve viés positivo diante das incertezas climáticas e das perspectivas para a próxima safra brasileira.

No mercado pecuário, a arroba do boi gordo continua sustentada nas principais regiões produtoras do país, especialmente em São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, apoiada pela demanda consistente e pelo ritmo das exportações.

Mercado financeiro segue atento ao Copom e ao cenário internacional

O ambiente global permanece favorável aos ativos de risco nesta terça-feira, impulsionado pela combinação de menor tensão geopolítica, recuperação das ações de tecnologia e expectativa de flexibilização monetária no Brasil.

Para os próximos dias, os investidores acompanharão principalmente a decisão do Copom sobre a Selic, novos indicadores econômicos internacionais, a evolução das negociações geopolíticas no Oriente Médio e o comportamento das commodities, fatores que continuam exercendo forte influência tanto sobre o mercado financeiro quanto sobre o agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

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