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Mercado Financeiro

Bolsas globais operam sob pressão do petróleo; Ibovespa acompanha cenário externo enquanto Ásia avança com tecnologia e IA

Escalada do petróleo, tensões geopolíticas no Oriente Médio, temporada de balanços e recuperação das ações chinesas movimentam os mercados nesta quinta-feira (23), influenciando o desempenho das bolsas da Europa, Ásia, Estados Unidos e Brasil.


Publicado em: 23/07/2026 às 10:55hs

Bolsas globais operam sob pressão do petróleo; Ibovespa acompanha cenário externo enquanto Ásia avança com tecnologia e IA

Os mercados financeiros globais iniciaram esta quinta-feira (23) em clima de cautela. A forte valorização do petróleo, impulsionada pelo aumento das tensões no Oriente Médio, voltou a pressionar as expectativas para a inflação mundial, elevando a aversão ao risco e provocando perdas nas principais bolsas europeias. Ao mesmo tempo, os mercados asiáticos encerraram o pregão em alta, sustentados pela recuperação das ações de tecnologia e inteligência artificial na China.

No Brasil, o Ibovespa acompanha o ambiente externo mais cauteloso após registrar forte recuperação no pregão anterior. Investidores seguem atentos à temporada de divulgação de resultados corporativos, à movimentação das commodities e ao evento Expert XP 2026, que concentra importantes discussões sobre economia, investimentos e perspectivas para os mercados.

Petróleo volta ao centro das atenções e aumenta cautela global

O principal fator de influência sobre os mercados continua sendo a disparada das cotações internacionais do petróleo. Os novos episódios de tensão no Oriente Médio elevaram os riscos para o abastecimento global de energia, fortalecendo o dólar como ativo de proteção e reacendendo preocupações sobre uma nova rodada de pressões inflacionárias nas principais economias do mundo.

Esse cenário também reduz as apostas em cortes mais rápidos das taxas de juros por parte dos bancos centrais, fator que pesa especialmente sobre os mercados acionários.

Bolsas da Europa operam em queda

As bolsas europeias iniciaram o dia no vermelho, refletindo a piora do sentimento dos investidores diante da alta do petróleo e das incertezas geopolíticas.

No início da manhã (horário de Brasília):

  • DAX (Alemanha): -0,69%;
  • CAC 40 (França): -1,19%;
  • FTSE 100 (Reino Unido): -0,22%.

O setor de energia limita parte das perdas graças à valorização das empresas petrolíferas, enquanto ações ligadas ao consumo e tecnologia apresentam desempenho mais fraco.

Ásia fecha majoritariamente em alta com recuperação da tecnologia chinesa

Na Ásia, o movimento foi oposto. As bolsas encerraram o pregão em terreno positivo após investidores retomarem posições em empresas de tecnologia e inteligência artificial, reduzindo parte das perdas acumuladas nas últimas sessões.

Os principais índices fecharam da seguinte forma:

  • Hang Seng (Hong Kong): +1,28%;
  • Kospi (Coreia do Sul): +4,40%;
  • Nikkei (Japão): +0,46%;
  • Shanghai Composite: +0,25%;
  • CSI 300: +0,23%;
  • Taiex (Taiwan): +0,06%;
  • S&P/ASX 200 (Austrália): +0,18%;
  • Straits Times (Singapura): -0,32%.

Entre os destaques do mercado chinês estiveram os setores bancário, defesa, veículos elétricos, energia renovável e mineração de terras raras. As ações da Tencent também recuperaram parte das perdas da sessão anterior, enquanto a pressão sobre o segmento de inteligência artificial diminuiu significativamente.

Ibovespa inicia sessão em compasso de espera

Na B3, o mercado inicia o dia buscando consolidar a recuperação observada na quarta-feira, quando o Ibovespa avançou mais de 2%, impulsionado principalmente pelas empresas ligadas às commodities e pela divulgação de balanços corporativos positivos.

Nesta quinta-feira, entretanto, o cenário internacional mais adverso limita o apetite por risco.

Entre os fatores monitorados pelos investidores estão:

  • evolução dos conflitos no Oriente Médio;
  • comportamento do petróleo e do minério de ferro;
  • divulgação de resultados corporativos;
  • fluxo de investidores estrangeiros;
  • movimentação do dólar frente ao real;
  • expectativas para juros no Brasil e nos Estados Unidos.

Os contratos futuros do Ibovespa operam próximos da estabilidade, enquanto o dólar apresenta valorização diante do aumento da busca global por ativos considerados mais seguros. Os juros futuros (DIs) também mostram pressão de alta, especialmente nos vencimentos mais longos, refletindo o receio de inflação mais persistente.

Ações que lideram as atenções na B3

Entre os principais papéis acompanhados pelos investidores nesta sessão destacam-se:

  • WEG (WEGE3) — permanece entre os maiores destaques da bolsa após a forte repercussão positiva de seu balanço financeiro, sustentando valorização expressiva.
  • Vale (VALE3) — continua recebendo fluxo comprador após divulgar resultados robustos de produção de minério de ferro e avanços na governança corporativa.
  • Petrobras (PETR3 e PETR4) — tende a acompanhar a forte valorização internacional do petróleo, mantendo elevada atratividade para investidores.
  • Bancos — Itaú Unibanco (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e demais instituições financeiras seguem contribuindo para dar sustentação ao índice, diante das perspectivas para o setor financeiro brasileiro.
Mercados seguem sensíveis ao cenário internacional

O ambiente global permanece dominado por fatores geopolíticos e macroeconômicos. A evolução dos preços da energia, o comportamento da inflação, as decisões futuras dos bancos centrais e a temporada de resultados corporativos devem continuar determinando o rumo das bolsas ao longo das próximas sessões.

Para os investidores brasileiros, além do cenário externo, permanecem no radar o comportamento das commodities, a entrada de capital estrangeiro na B3 e a evolução das expectativas para os juros domésticos, fatores que podem definir a direção do Ibovespa no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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