Exportações do Brasil crescem quase 20% em julho e soja lidera avanço da balança comercial
Embarques de soja, algodão, carnes e petróleo impulsionam superávit de US$ 4,54 bilhões, enquanto corrente de comércio supera US$ 22 bilhões na primeira quinzena de julho
Publicado em: 16/07/2026 às 20:00hs
O comércio exterior brasileiro iniciou julho em ritmo acelerado, com forte crescimento das exportações e ampliação do superávit da balança comercial. Os embarques de soja, ao lado de algodão, carnes, petróleo e minerais, sustentaram o desempenho positivo do período, reforçando a importância do agronegócio para a geração de divisas e o equilíbrio das contas externas.
Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que, até a segunda semana de julho de 2026, as exportações brasileiras somaram US$ 13,39 bilhões, alta de 19,8% em relação ao mesmo período de julho de 2025. As importações atingiram US$ 8,84 bilhões, crescimento de 1,2%, resultando em um superávit comercial de US$ 4,54 bilhões, avanço expressivo de 86,7% na comparação anual.
A corrente de comércio — soma das exportações e importações — alcançou US$ 22,23 bilhões, crescimento de 11,6% sobre igual período do ano passado.
Agronegócio mantém protagonismo nas exportações
O setor agropecuário voltou a exercer papel decisivo no desempenho da balança comercial brasileira.
Durante o período analisado, as exportações do segmento alcançaram US$ 2,89 bilhões, representando crescimento de 16,3% frente ao mesmo intervalo de 2025.
Os principais produtos responsáveis pela expansão foram:
- Soja;
- Algodão em bruto;
- Animais vivos.
Além da agropecuária, a indústria extrativa exportou US$ 3,31 bilhões, alta de 28,1%, impulsionada pelo petróleo bruto, outros minerais e concentrados metálicos.
Já a indústria de transformação respondeu por US$ 7,09 bilhões em embarques, avanço de 17%, com destaque para:
- Carnes de aves;
- Óleos combustíveis;
- Ouro não monetário.
Exportações acumulam quase US$ 200 bilhões em 2026
No acumulado de janeiro até a segunda semana de julho, o desempenho do comércio exterior brasileiro permanece positivo.
As exportações totalizaram US$ 198,16 bilhões, crescimento de 11,7% em relação ao mesmo período de 2025.
As importações chegaram a US$ 151,26 bilhões, avanço de 5%, elevando o saldo positivo da balança comercial para US$ 46,90 bilhões, valor 40,7% superior ao registrado no ano anterior.
A corrente de comércio acumulada atingiu US$ 349,42 bilhões, expansão de 8,7%.
Alguns produtos registram retração nas vendas externas
Apesar do desempenho favorável da pauta exportadora, alguns produtos apresentaram queda nos embarques durante julho.
Na agropecuária, destacaram-se as reduções nas exportações de:
- Milho não moído;
- Café não torrado;
- Especiarias.
Na indústria extrativa, houve diminuição das vendas de:
- Minério de ferro;
- Minérios de cobre;
- Minérios de níquel.
Já na indústria de transformação, recuaram os embarques de:
- Açúcares e melaços;
- Automóveis de passageiros;
- Aeronaves e outros equipamentos.
Importações crescem de forma moderada
Pelo lado das compras externas, o crescimento permaneceu controlado.
A agropecuária importou US$ 160 milhões, registrando queda de 9,6%.
A indústria extrativa movimentou US$ 570 milhões, avanço de 64,1%, impulsionado principalmente pelas aquisições de petróleo bruto, gás natural e outros minerais.
Já a indústria de transformação respondeu por US$ 8,05 bilhões, com leve retração de 1,4%.
Entre os produtos que mais impulsionaram as importações destacaram-se:
- Cevada;
- Milho não moído;
- Produtos hortícolas frescos;
- Óleos combustíveis;
- Equipamentos de informática;
- Válvulas, diodos e transistores.
Por outro lado, registraram queda as importações de:
- Trigo e centeio;
- Soja;
- Látex e borracha natural;
- Minérios de alumínio;
- Carvão;
- Medicamentos;
- Defensivos agrícolas;
- Motores e máquinas não elétricos.
Soja reforça liderança do agronegócio na geração de divisas
Os números da balança comercial confirmam que a soja continua sendo um dos principais motores das exportações brasileiras em 2026. O desempenho da oleaginosa, aliado ao crescimento das vendas de algodão, carnes e petróleo, garantiu a expansão do superávit comercial e reforçou a competitividade do Brasil no mercado internacional.
Com a demanda global ainda aquecida para produtos do agronegócio e das commodities, o desempenho das exportações deverá continuar sendo um dos principais fatores de sustentação do saldo positivo da balança comercial brasileira ao longo do segundo semestre.
Fonte: Portal do Agronegócio
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