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Suco de laranja escapa da tarifa de 25% dos EUA e preserva mercado bilionário para o Brasil

Produtos da cadeia citrícola brasileira ficam fora da nova sobretaxa anunciada pelos Estados Unidos, mantendo fluxo comercial de mais de US$ 1 bilhão e fortalecendo um dos principais mercados do setor


Publicado em: 16/07/2026 às 19:40hs

Suco de laranja escapa da tarifa de 25% dos EUA e preserva mercado bilionário para o Brasil

O setor citrícola brasileiro recebeu uma notícia positiva em meio ao aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Os principais produtos da cadeia do suco de laranja brasileiro ficaram fora da nova sobretaxa de 25% anunciada pelo governo norte-americano nesta quinta-feira (16), preservando um dos mercados mais importantes para as exportações nacionais.

A medida faz parte do pacote tarifário adotado pelos Estados Unidos após a conclusão de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Apesar da ampliação das tarifas para diversos produtos brasileiros, os derivados da laranja permaneceram na lista de exceções.

Produtos da cadeia da laranja permanecem isentos

A exclusão contempla os principais itens exportados pelo Brasil para o mercado norte-americano, entre eles:

  • Suco de laranja concentrado congelado (FCOJ);
  • Suco de laranja concentrado não congelado;
  • Suco de laranja não concentrado (NFC);
  • Polpa de laranja;
  • Óleos essenciais de laranja.

A decisão evita impactos imediatos sobre um dos segmentos mais relevantes do agronegócio brasileiro, responsável por grande parte do abastecimento do mercado americano.

Estados Unidos são o principal destino do suco brasileiro

Na safra 2025/2026, os Estados Unidos consolidaram-se como o maior comprador do suco de laranja produzido no Brasil.

Dados do setor mostram que o país respondeu por 48% das exportações brasileiras, importando 355,8 mil toneladas em equivalente FCOJ, volume que gerou uma receita de aproximadamente US$ 1,08 bilhão.

Os números reforçam a importância estratégica do mercado norte-americano para a indústria brasileira de suco de laranja e para toda a cadeia produtiva da citricultura.

Relação comercial é considerada estratégica

Segundo o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, Brasil e Estados Unidos mantêm uma relação de complementaridade no mercado internacional de suco de laranja.

De acordo com o executivo, a produção brasileira desempenha papel essencial no abastecimento dos consumidores norte-americanos, especialmente após a significativa redução da produção de laranjas na Flórida, tradicional região produtora dos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, o mercado americano continua sendo um dos principais destinos para a indústria exportadora brasileira, criando uma relação considerada vantajosa para produtores, processadores e consumidores dos dois países.

Setor defende diálogo e estabilidade comercial

Para a CitrusBR, a manutenção dos produtos citrícolas fora da nova tarifa reforça a importância do diálogo entre os dois países e da preservação das regras do comércio internacional.

A entidade lembra que o suco de laranja brasileiro já enfrenta custos para acessar o mercado norte-americano, incluindo uma tarifa de aproximadamente US$ 415 por tonelada.

Nesse cenário, a exclusão da nova sobretaxa evita um aumento adicional da carga tributária sobre uma das principais cadeias exportadoras do agronegócio brasileiro, preservando a competitividade do setor em um mercado considerado estratégico.

Agronegócio evita impacto em uma das principais exportações

Embora o novo pacote tarifário dos Estados Unidos tenha atingido diversos produtos brasileiros, a permanência do suco de laranja na lista de exceções reduz os impactos sobre uma das cadeias mais importantes do agronegócio nacional.

A decisão mantém o fluxo comercial entre os dois países em um segmento de elevada relevância econômica e contribui para preservar a competitividade das exportações brasileiras em um mercado que continua sendo fundamental para a citricultura nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

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