Exportações brasileiras crescem 6,7% em julho e superávit comercial sobe 25,2% com força do agro
Soja, algodão e tabaco impulsionam as vendas externas do Brasil, enquanto saldo positivo da balança comercial chega a US$ 4,95 bilhões na terceira semana de julho de 2026.
Publicado em: 21/07/2026 às 20:00hs
As exportações brasileiras mantiveram ritmo positivo em julho de 2026 e contribuíram para ampliar o saldo da balança comercial do país. Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que as vendas externas cresceram 6,7% na comparação com julho de 2025, alcançando US$ 19,38 bilhões até a terceira semana do mês.
No mesmo período, as importações avançaram 1,6%, totalizando US$ 14,43 bilhões. Com isso, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 4,95 bilhões, resultado 25,2% superior ao observado no mesmo intervalo do ano passado.
A corrente de comércio, que soma exportações e importações, atingiu US$ 33,82 bilhões, crescimento de 4,5%.
Agronegócio mantém protagonismo nas exportações brasileiras
O desempenho do setor agropecuário teve papel importante no avanço das vendas externas brasileiras em julho.
Segundo o MDIC, as exportações da agropecuária cresceram 6,5%, alcançando US$ 4,31 bilhões.
Entre os produtos que mais contribuíram para o resultado positivo estão:
- Soja, com aumento dos embarques internacionais;
- Algodão em bruto, impulsionado pela demanda externa;
- Tabaco em bruto, que também apresentou crescimento nas vendas.
O resultado reforça a relevância das commodities agrícolas para a geração de divisas e para o desempenho da balança comercial brasileira.
Indústria extrativa lidera crescimento entre setores
Além do agronegócio, a indústria extrativa apresentou forte expansão nas exportações de julho.
O segmento registrou crescimento de 17,2%, com faturamento externo de US$ 4,92 bilhões.
O avanço foi influenciado principalmente pelo aumento das vendas de:
- Outros minerais em bruto;
- Minérios de níquel;
- Petróleo bruto.
Já a indústria de transformação teve crescimento mais moderado, de 1,4%, somando US$ 9,99 bilhões em exportações.
Os principais destaques foram:
- Carnes de aves;
- Farelos de soja;
- Óleos combustíveis de petróleo.
Exportações acumuladas superam US$ 204 bilhões em 2026
No acumulado de janeiro até a terceira semana de julho, o Brasil exportou US$ 204,16 bilhões, crescimento de 10,8% frente ao mesmo período de 2025.
As importações somaram US$ 156,85 bilhões, alta de 4,9%.
Com esse desempenho, o superávit comercial acumulado chegou a US$ 47,31 bilhões, avanço de 36,7%, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 361 bilhões, crescimento de 8,2%.
Alguns produtos registram queda nas exportações
Apesar do cenário positivo, alguns setores apresentaram retração nas vendas internacionais.
Na agropecuária, o MDIC registrou redução nas exportações de:
- Milho não moído;
- Frutas e nozes frescas ou secas;
- Café não torrado.
Na indústria extrativa, houve queda nos embarques de:
- Pedra, areia e cascalho;
- Minério de ferro;
- Minério de cobre.
- Na indústria de transformação, os recuos envolveram:
- Açúcar;
- Veículos automóveis de passageiros;
- Aeronaves e equipamentos relacionados.
Importações avançam com maior demanda por petróleo e componentes industriais
No lado das compras externas, o comportamento foi diferente entre os setores.
A agropecuária registrou queda de 16,3% nas importações, com total de US$ 240 milhões.
Já a indústria extrativa avançou 37,7%, atingindo US$ 780 milhões, enquanto a indústria de transformação cresceu 0,4%, chegando a US$ 13,33 bilhões.
Entre os produtos que tiveram aumento nas importações estão:
- Pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado;
- Cevada;
- Produtos hortícolas;
- Petróleo bruto;
- Gás natural;
- Óleos combustíveis;
- Máquinas de processamento automático de dados;
- Componentes eletrônicos.
Comércio exterior brasileiro segue sustentado por commodities
O desempenho da balança comercial em julho reforça a importância das commodities agrícolas e minerais para o comércio exterior brasileiro.
Mesmo diante de oscilações em alguns produtos, o avanço das exportações de soja, algodão, carnes e derivados mantém o agronegócio como um dos principais motores da geração de receita externa do país.
A continuidade da demanda internacional e o comportamento dos preços globais das commodities serão fatores decisivos para o resultado comercial brasileiro ao longo do segundo semestre de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
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