Plantio do milho verão 2026/27 chega a 11% e avança acima da média histórica
Semeadura supera o ritmo da safra anterior, enquanto chuvas garantem umidade às lavouras, mas dificultam a entrada de máquinas em áreas da região Sul
Publicado em: 09/09/2026 às 10:20hs
O plantio do milho verão da safra 2026/27 alcançou 11% da área prevista no Brasil, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O ritmo dos trabalhos supera tanto o registrado no mesmo período do ciclo anterior quanto a média das últimas cinco temporadas.
Em igual período de 2025, a semeadura atingia 9,6% da área estimada. Já a média histórica para esta etapa do calendário é de 6,1%. Os dados mostram que o plantio atual está 1,4 ponto percentual à frente do ano passado e 4,9 pontos acima da média dos cinco ciclos anteriores.
Apesar do avanço nacional, o excesso de umidade vem reduzindo o ritmo das operações em partes da região Sul. As chuvas beneficiam as lavouras já implantadas, mas dificultam a entrada de máquinas e diminuem o número de dias disponíveis para a semeadura.
Rio Grande do Sul supera um terço da área plantada
No Rio Grande do Sul, o plantio do milho primeira safra já ultrapassou um terço da área prevista. O avanço poderia ter sido maior, mas a elevada umidade do solo restringiu os trabalhos durante a semana.
A maior parte das lavouras implantadas encontra-se em fase de germinação e emergência. As baixas temperaturas registradas em algumas regiões também vêm provocando um estabelecimento mais lento das plantas.
O produtor deve acompanhar especialmente a uniformidade do estande, uma vez que a combinação entre temperaturas amenas e solo excessivamente úmido pode retardar a emergência e ampliar o risco de falhas nas áreas recém-semeadas.
Chuvas reduzem ritmo da semeadura no Paraná
No Paraná, as precipitações melhoraram as condições hídricas do solo e favoreceram o desenvolvimento das lavouras implantadas. Em contrapartida, a frequência das chuvas reduziu a velocidade do plantio em diversas regiões.
Os produtores vêm aproveitando as janelas de tempo firme para avançar com as operações. A continuidade dos trabalhos dependerá da distribuição das precipitações e da capacidade de drenagem dos solos.
Embora a umidade adequada seja essencial para uma germinação uniforme, volumes excessivos podem impedir a circulação de máquinas, provocar compactação e comprometer a qualidade da semeadura.
Santa Catarina inicia plantio em todas as regiões
Em Santa Catarina, a semeadura do milho verão já começou em todo o estado. Assim como no Paraná e no Rio Grande do Sul, os agricultores aproveitam os intervalos sem chuva para colocar as máquinas no campo.
A umidade elevada e as precipitações frequentes, contudo, também limitam o avanço dos trabalhos. Nas áreas já implantadas, a disponibilidade de água contribui para a germinação e reduz, neste primeiro momento, os riscos relacionados ao déficit hídrico.
O desafio é realizar o plantio dentro da janela recomendada e em condições que permitam boa distribuição das sementes, emergência uniforme e desenvolvimento inicial adequado.
Novas chuvas devem atingir a região Sul
A previsão agrometeorológica da Conab indica novas chuvas para a região Sul ao longo da semana. As precipitações poderão restringir novamente as operações em localidades onde o solo já apresenta umidade elevada.
Por outro lado, a manutenção das reservas hídricas será importante para o milho e para as demais culturas de verão. A regularidade das chuvas, sem períodos prolongados de excesso, será determinante para conciliar o avanço do plantio com o estabelecimento das lavouras.
Safra de milho começa com ritmo acelerado
O avanço para 11% da área nacional indica um início mais rápido da safra brasileira de milho verão 2026/27. A vantagem sobre o ano anterior e a média histórica reforça o bom andamento da semeadura, apesar das dificuldades climáticas pontuais no Sul.
Nas próximas semanas, o mercado acompanhará a evolução do plantio, a distribuição das chuvas e as condições de desenvolvimento das primeiras lavouras. Esses fatores serão decisivos para o potencial produtivo da primeira safra e para a oferta brasileira de milho em 2027.
Fonte: Portal do Agronegócio
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