Publicado em: 11/03/2026 às 12:40hs
O mercado internacional de açúcar encerrou a sessão da última terça-feira (10) com desvalorização nas principais bolsas globais. O movimento refletiu ajustes nas negociações e expectativas relacionadas à oferta mundial do produto.
Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto apresentaram recuo nos principais vencimentos. O contrato com entrega em maio de 2026 terminou o dia cotado a 14,38 cents de dólar por libra-peso, registrando queda de 0,21 cent.
Outros vencimentos também fecharam em baixa:
As posições mais longas também acompanharam o movimento negativo ao longo do pregão.
Na ICE Europe, em Londres, onde são negociados os contratos de açúcar branco, os preços também apresentaram queda.
Os principais contratos encerraram o dia com os seguintes valores:
A movimentação acompanha o sentimento de mercado diante das perspectivas de maior disponibilidade global do produto nas próximas safras.
Diferentemente do cenário internacional, o mercado interno brasileiro registrou uma pequena valorização nas negociações do açúcar.
De acordo com o Indicador do açúcar cristal branco do CEPEA/ESALQ, a saca de 50 quilos foi comercializada a R$ 98,52 na terça-feira (10), avanço diário de 0,21%.
Apesar da alta pontual, o indicador ainda apresenta recuo acumulado de 0,07% no mês de março, refletindo a pressão recente sobre os preços no mercado doméstico.
Avaliações do mercado indicam que o cenário global de açúcar pode continuar marcado por oferta elevada na safra 2025/26.
Entre os fatores considerados estão:
Esse contexto pode manter o mercado internacional em superávit, o que tende a limitar a valorização das cotações. Projeções do setor indicam preços ao redor de 13,5 cents por libra-peso como possível referência para o período.
Ainda assim, variáveis como o comportamento do consumo de etanol no Brasil, a política de preços da gasolina e condições climáticas adversas — incluindo eventos associados ao El Niño — continuam sendo acompanhadas por agentes do mercado.
No mercado de biocombustíveis, o preço do etanol hidratado apresentou leve avanço.
Segundo o Indicador Diário de Paulínia (SP), calculado pelo CEPEA/ESALQ, o combustível foi negociado a R$ 3.051,50 por metro cúbico na terça-feira (10), o que representa alta de 0,07% em relação ao dia anterior.
No acumulado de março, o indicador aponta valorização de 2,73%, indicando recuperação gradual das cotações no mercado paulista.
O desempenho das commodities agrícolas, incluindo o açúcar, também é impactado pelo cenário macroeconômico. No Brasil, a taxa básica de juros (Selic) segue em 15% ao ano, conforme decisão recente do Banco Central, enquanto as projeções do mercado apontam redução gradual ao longo de 2026.
No câmbio, estimativas do mercado financeiro indicam o dólar próximo de R$ 5,40 ao final de 2026, fator que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras de açúcar e etanol.
Fonte: Portal do Agronegócio
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