Publicado em: 27/01/2026 às 20:00hs
O Brasil iniciou 2026 com aumento significativo nas exportações de açúcar e melaços. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume médio diário embarcado nas primeiras quatro semanas de janeiro cresceu 15,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A média diária exportada subiu de 93,7 mil toneladas em janeiro de 2025 para 108,6 mil toneladas neste início de 2026. No total, o país já embarcou 1,73 milhão de toneladas, número que se aproxima do total registrado em janeiro de 2025, quando foram exportadas 2,06 milhões de toneladas ao longo de 22 dias úteis.
Apesar do crescimento no volume exportado, o faturamento diário com as vendas externas de açúcar apresentou retração. A receita média passou de US$ 45,44 milhões por dia em janeiro de 2025 para US$ 39,41 milhões neste início de 2026 — uma queda de 13,3%.
No acumulado parcial do mês, as exportações de açúcar e melaços renderam US$ 630,5 milhões, ante US$ 999,7 milhões registrados em todo o mês de janeiro do ano passado. O resultado indica que, mesmo com maior ritmo de escoamento, o setor enfrenta desafios de rentabilidade.
O principal fator que explica a queda na receita é a desvalorização do preço internacional do açúcar. O valor médio da tonelada exportada recuou 25,1%, passando de US$ 484,80 em janeiro de 2025 para US$ 362,90 no mesmo período de 2026.
Esse movimento reflete o excesso de oferta global e a pressão das cotações internacionais, que têm reduzido as margens de lucro dos exportadores brasileiros, mesmo diante do bom desempenho logístico e da demanda externa consistente.
Especialistas do setor avaliam que o avanço do volume exportado mostra a competitividade do açúcar brasileiro, mas o cenário de preços baixos deve continuar influenciando os resultados financeiros no curto prazo. A expectativa é de que as cotações internacionais se estabilizem ao longo do primeiro semestre de 2026, acompanhando os ajustes no balanço global entre oferta e demanda.
Fonte: Portal do Agronegócio
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