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Exportação de açúcar do Brasil acelera e line-up prevê embarques de 2,65 milhões de toneladas

País exportou 1,2 milhão de toneladas na parcial de setembro; volume diário cresce, mas queda do preço médio reduz receita em relação a 2025


Publicado em: 18/09/2026 às 15:00hs

Exportação de açúcar do Brasil acelera e line-up prevê embarques de 2,65 milhões de toneladas

As exportações brasileiras de açúcar mantêm ritmo elevado em setembro de 2026. Enquanto os embarques efetivamente realizados alcançaram 1,199 milhão de toneladas nos oito primeiros dias úteis do mês, a programação dos portos indica outras 2,651 milhões de toneladas destinadas ao mercado internacional.

O volume previsto no line-up — relação de navios programados para carregamento — aumentou 19,3% em uma semana. Na apuração anterior, estavam agendadas 2,222 milhões de toneladas.

Os dados mostram que o Brasil continua ampliando o volume exportado, mas enfrenta preços internacionais inferiores aos registrados no mesmo período de 2025. Como resultado, a receita média diária recuou mesmo diante do crescimento dos embarques.

Line-up do açúcar reúne 65 navios

Na semana encerrada em 16 de setembro, 65 navios aguardavam para carregar açúcar nos portos brasileiros. O levantamento considera embarcações ancoradas, navios ao largo à espera de atracação e aqueles com chegada prevista até 30 de outubro.

A programação totaliza 2.651.922 toneladas de açúcar, concentradas em dois dos principais corredores de exportação do agronegócio brasileiro.

O Porto de Santos, em São Paulo, responde por 2.053.822 toneladas, equivalentes a aproximadamente 77,4% de todo o volume previsto. Paranaguá, no Paraná, aparece na sequência, com 598.039 toneladas, ou cerca de 22,6% da programação.

Açúcar VHP domina embarques brasileiros

O açúcar VHP, matéria-prima destinada principalmente ao refino nos países importadores, representa a maior parcela da carga prevista. A modalidade soma 2.350.761 toneladas, aproximadamente 88,6% do volume programado.

O line-up também contempla:

  • 212,1 mil toneladas de açúcar cristal B-150;
  • 78 mil toneladas equivalentes de açúcar VHP acondicionado em sacas;
  • 11 mil toneladas de açúcar refinado A45.

A composição confirma a predominância do açúcar bruto na pauta exportadora brasileira, com participação menor das variedades cristal e refinada.

Exportações somam 1,2 milhão de toneladas em setembro

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil exportou 1.199.191,2 toneladas de açúcar e melaços nos oito primeiros dias úteis de setembro.

A média diária chegou a 149,898 mil toneladas, crescimento de 1,6% diante das 147,471 mil toneladas embarcadas por dia em setembro de 2025.

O desempenho indica aumento do fluxo físico do produto brasileiro no mercado internacional. A evolução do volume, entretanto, não foi acompanhada pela receita devido à redução do preço médio de exportação.

Preço médio do açúcar cai 8,4%

A receita acumulada com os embarques de açúcar e melaços alcançou US$ 437,358 milhões na parcial do mês. O valor corresponde a uma média diária de US$ 54,669 milhões.

Na comparação com setembro de 2025, quando a receita média diária somava US$ 58,686 milhões, houve retração de 6,8%.

A queda está diretamente relacionada ao menor preço recebido pelo produto. Em setembro de 2026, a tonelada foi negociada, em média, por US$ 364,70, recuo de 8,4% frente aos US$ 398 por tonelada registrados no mesmo mês do ano anterior.

Maior volume não compensa perda de receita

Os números revelam um cenário de expansão quantitativa, mas de pressão sobre o valor das exportações. Embora o Brasil esteja embarcando mais açúcar por dia, a desvalorização do produto no mercado internacional impede que o crescimento físico seja convertido em maior faturamento.

Com 2,65 milhões de toneladas ainda programadas no line-up, o fluxo exportador deve permanecer intenso nas próximas semanas. O resultado financeiro, contudo, continuará condicionado à trajetória das cotações internacionais, ao câmbio e ao cumprimento da programação nos portos de Santos e Paranaguá.

Fonte: Portal do Agronegócio

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