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Açúcar recua nas bolsas internacionais com pressão da oferta global; mercado brasileiro acompanha queda nos preços

Cotações do açúcar em Nova York, Londres e mercado interno registram novas perdas, enquanto etanol hidratado amplia recuo em julho diante do cenário de ampla oferta mundial


Publicado em: 16/07/2026 às 11:50hs

Açúcar recua nas bolsas internacionais com pressão da oferta global; mercado brasileiro acompanha queda nos preços

O mercado global de açúcar voltou a operar em baixa nesta quarta-feira (16), refletindo o aumento das expectativas de oferta nos principais países produtores e o movimento de liquidação de posições por fundos de investimento. As bolsas internacionais registraram novas perdas tanto para o açúcar bruto quanto para o açúcar branco, enquanto o mercado brasileiro acompanhou a tendência, com queda nas cotações do açúcar cristal e do etanol hidratado.

O cenário segue sendo influenciado pela melhora das condições climáticas na Índia, um dos maiores produtores mundiais da commodity, fator que reduz as preocupações com a oferta global e pressiona as cotações internacionais.

Açúcar bruto fecha em baixa na Bolsa de Nova York

Na ICE Futures US, em Nova York, os contratos futuros do açúcar bruto encerraram o pregão novamente no campo negativo.

O contrato com vencimento em outubro de 2026 caiu 0,03 ponto, fechando cotado a 14,85 cents de dólar por libra-peso. Já o vencimento março de 2027 encerrou a 15,77 cents/lbp, enquanto o contrato maio de 2027 terminou o dia em 15,59 cents/lbp. As demais posições também registraram desvalorizações.

O desempenho reforça a tendência de correção observada nos últimos pregões, diante das perspectivas de maior disponibilidade da commodity no mercado internacional.

Açúcar branco também perde força em Londres

Na ICE Europe, em Londres, o açúcar branco acompanhou o movimento de baixa.

O contrato com vencimento em agosto de 2026 fechou cotado a US$ 449,20 por tonelada, recuo de US$ 14,20 em relação ao pregão anterior.

Os contratos para outubro e dezembro de 2026 também encerraram o dia em queda, cotados respectivamente a US$ 460,80 e US$ 460,40 por tonelada.

Mercado interno acompanha cenário internacional

No mercado brasileiro, os preços seguiram a tendência observada nas bolsas internacionais.

O Indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal branco em São Paulo fechou em R$ 91,58 por saca de 50 quilos, representando queda diária de 0,58%.

Apesar da retração registrada no pregão, o indicador ainda acumula alta de 0,34% no mês de julho, mostrando que o mercado doméstico mantém relativa sustentação em relação ao desempenho internacional.

Etanol hidratado amplia perdas em julho

O mercado de biocombustíveis também apresentou desvalorização.

Segundo o Indicador Diário Paulínia, o etanol hidratado foi negociado a R$ 2.233,50 por metro cúbico, recuo de 0,20% na comparação diária.

No acumulado de julho, entretanto, a queda é ainda mais significativa, chegando a 5,58%, refletindo o aumento da oferta e a pressão exercida pelo mercado de combustíveis.

Oferta global segue no radar dos investidores

O mercado internacional continua monitorando os fatores que podem alterar o equilíbrio entre oferta e demanda ao longo da safra.

A melhora das chuvas na Índia reduziu parte das preocupações com a produção do país, favorecendo um cenário de maior disponibilidade mundial de açúcar. Ao mesmo tempo, fundos de investimento seguem reduzindo posições compradas nas bolsas, intensificando o movimento baixista observado nos contratos futuros.

Apesar desse ambiente de pressão, os agentes permanecem atentos aos possíveis impactos climáticos nas principais regiões produtoras. Eventuais mudanças provocadas pelo fenômeno El Niño ainda podem afetar a produtividade em países como Índia, Tailândia e Brasil, alterando o comportamento dos preços nos próximos meses.

Mercado permanece sensível ao clima e à oferta

Embora o momento atual seja marcado por maior oferta e preços pressionados, o mercado do açúcar continua altamente dependente das condições climáticas e da evolução da produção nos principais polos exportadores.

Dessa forma, investidores, usinas e tradings seguem acompanhando de perto os indicadores climáticos, os dados de safra e o comportamento dos fundos especulativos, fatores que deverão continuar determinando a direção das cotações internacionais nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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