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Setor Sucroalcooleiro

26ª Conferência Internacional DATAGRO debate futuro do açúcar, etanol e biocombustíveis em São Paulo

Evento reúne lideranças do agronegócio, especialistas e investidores nos dias 26 e 27 de outubro para discutir a safra 2026/27, a transição energética, novas tecnologias e oportunidades de negócios no setor sucroenergético


Publicado em: 13/10/2026 às 11:40hs

26ª Conferência Internacional DATAGRO debate futuro do açúcar, etanol e biocombustíveis em São Paulo

A indústria sucroenergética estará no centro das discussões sobre o futuro da energia renovável, a competitividade do agronegócio e a diversificação da matriz de combustíveis durante a 26ª Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol, marcada para os dias 26 e 27 de outubro, no Grand Hyatt Hotel, em São Paulo (SP).

Organizado pela DATAGRO, consultoria especializada em inteligência de mercado para o agronegócio, o evento será realizado em formato híbrido e reunirá executivos, representantes de entidades setoriais, especialistas e investidores do Brasil e do exterior.

A programação abordará as perspectivas para os mercados de açúcar e etanol, as condições da safra 2026/27, os desafios da transição energética e o desenvolvimento de novas tecnologias capazes de ampliar as oportunidades para a cadeia sucroenergética.

Entre os assuntos em destaque estão a utilização do etanol em motores diesel, o aumento da participação do biocombustível na gasolina, a integração com veículos eletrificados e o avanço de soluções para reduzir as emissões de carbono nos transportes.

Segundo Luiz Felipe Nastari, diretor de Comunicação e Eventos da DATAGRO, a conferência busca ampliar o diálogo entre os diferentes elos da indústria e identificar caminhos para o desenvolvimento do setor.

O executivo destaca que as transformações relacionadas à transição energética estão criando novas possibilidades de negócios e ampliando o papel dos biocombustíveis na economia global.

Etanol e novas tecnologias de mobilidade ganham protagonismo

A aplicação do etanol em diferentes tecnologias de motorização será um dos principais eixos da conferência. Os debates devem explorar alternativas para ampliar o uso do biocombustível no transporte, na indústria e nas operações agrícolas.

Um dos painéis discutirá o uso do etanol em motores diesel, com participação de Felipe Dias, gerente global de Sistema de Produção de Cana-de-Açúcar da John Deere. A discussão abordará as perspectivas técnicas e as possibilidades de aplicação dessa tecnologia em diferentes segmentos.

Outro destaque será a análise de misturas com maior concentração de etanol na gasolina. Renato Romio, gerente da Divisão de Motores e Veículos do Instituto Mauá de Tecnologia, participará do debate sobre os aspectos técnicos e os caminhos para ampliar a presença do biocombustível na matriz energética.

A conferência também discutirá a integração entre eletrificação e etanol. Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD, participará de um painel dedicado às possibilidades de combinar essas tecnologias e contribuir para a descarbonização da mobilidade.

As discussões ocorrem em um contexto de busca por alternativas energéticas capazes de reduzir a intensidade de carbono dos transportes e diversificar as soluções disponíveis para veículos e equipamentos.

Mercado internacional de açúcar e etanol estará em pauta

As perspectivas para o comércio internacional também terão espaço na programação. Especialistas discutirão o comportamento dos mercados de açúcar e etanol, considerando fatores como oferta, demanda, preços, fluxos comerciais e estratégias de comercialização.

A visão dos traders deverá contribuir para a análise dos movimentos do mercado global e dos fatores que podem influenciar as decisões de produtores, tradings e empresas ligadas à cadeia sucroenergética.

Outro painel será dedicado à percepção do mercado financeiro sobre o setor. O debate abordará oportunidades de financiamento, necessidades de capital, atratividade dos investimentos e perspectivas para novos projetos industriais e energéticos.

Entre os participantes confirmados está Enrico Grimaldi, sócio da Tarpon.

A programação também incluirá uma análise das perspectivas para a safra 2026/27 de açúcar e etanol no Brasil e no mercado internacional. O painel deverá discutir condições de produção, tendências de consumo e fatores que influenciam o equilíbrio entre oferta e demanda.

A discussão contará com Plinio Nastari, presidente da DATAGRO.

Descarbonização amplia oportunidades para a indústria sucroenergética

A redução das emissões de gases de efeito estufa será outro tema central da 26ª Conferência Internacional DATAGRO.

Um dos painéis analisará estratégias para diminuir a intensidade de carbono do etanol e explorar rotas tecnológicas com potencial para alcançar emissões líquidas neutras ou negativas. A moderação ficará a cargo de Miguel Ivan, chefe-geral da Embrapa.

O debate deverá abordar alternativas para ampliar os benefícios ambientais dos biocombustíveis e fortalecer sua participação na transição energética.

A conferência também dedicará espaço ao combustível sustentável de aviação (SAF), considerado uma das alternativas para reduzir as emissões do transporte aéreo.

O painel discutirá os desafios para viabilizar essa rota de descarbonização, incluindo as condições necessárias para o desenvolvimento da cadeia produtiva e a expansão da oferta. A moderação será de Giovana Araujo, sócia líder do Agronegócio da KPMG, com participação de Darlan Silva dos Santos, coordenador de Combustíveis Sustentáveis de Aviação do Ministério de Minas e Energia.

Bioeletricidade, biogás e etanol de segunda geração diversificam receitas

Além do açúcar e do etanol convencional, a programação abordará novas oportunidades de diversificação para as empresas do setor sucroenergético.

Entre os temas previstos estão:

  • Bioeletricidade: geração de energia a partir da biomassa, com potencial para ampliar as receitas das usinas.
  • Biogás e biometano: aproveitamento de resíduos e subprodutos para produzir energia e combustíveis renováveis.
  • Etanol de segunda geração (E2G): utilização de materiais lignocelulósicos para ampliar o aproveitamento da biomassa.
  • Integração entre cana-de-açúcar e milho: alternativas para diversificar a produção e otimizar o uso da estrutura industrial.
  • Captura de carbono: tecnologias voltadas à redução das emissões e ao desenvolvimento de novas rotas de descarbonização.
  • Tecnologia agrícola e industrial: soluções para elevar a produtividade, melhorar a eficiência operacional e reduzir custos.

A diversificação pode ampliar as fontes de receita das usinas e fortalecer a competitividade do setor diante das mudanças nos mercados de energia e combustíveis.

Lideranças do agronegócio participam dos debates estratégicos

A conferência reunirá representantes de entidades, empresas e instituições ligadas à cadeia sucroenergética brasileira.

Entre os nomes confirmados estão Plinio Nastari, presidente da DATAGRO; Hugo Cagno, presidente da UDOP; Mário Campos Filho, presidente da SIAMIG/Bioenergia Brasil; e Paulo Leal, presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana).

Também estão previstos Pedro Robério Nogueira, vice-presidente do Conselho Temático da Agroindústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI); José Fernando Mazuca Filho, CEO da UISA e presidente do Bioind MT; e Guilherme Nastari, diretor da DATAGRO.

O painel de presidentes reunirá lideranças para discutir o planejamento estratégico da indústria, as perspectivas de crescimento, os desafios regulatórios e as prioridades para os próximos anos.

A presença de representantes de diferentes segmentos permitirá abordar questões que vão da produção agrícola ao processamento industrial, passando pelo financiamento, pela comercialização e pelo desenvolvimento de novas tecnologias.

Conferência DATAGRO reforça debate sobre o futuro do setor sucroenergético

A 26ª Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol ocorre em um momento de transformação das cadeias globais de energia e combustíveis, com crescente atenção à eficiência produtiva, à segurança energética e à redução das emissões.

Para o agronegócio brasileiro, o avanço dessas discussões representa uma oportunidade de avaliar novos mercados, identificar alternativas de investimento e fortalecer a competitividade da indústria sucroenergética.

Ao reunir representantes do setor produtivo, especialistas em tecnologia, agentes financeiros e lideranças institucionais, o evento pretende contribuir para a avaliação dos desafios da safra 2026/27 e das oportunidades de expansão dos biocombustíveis no Brasil e no exterior.

A programação combina perspectivas de mercado, inovação industrial e transição energética, temas que devem influenciar as estratégias de produtores, usinas e investidores nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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