Ourofino investe até 8% da receita em inovação e fortalece pesquisa em saúde animal no Brasil
Companhia mantém cerca de 100 pesquisadores, infraestrutura de biossegurança e parcerias científicas para desenvolver novas tecnologias veterinárias
Publicado em: 14/09/2026 às 07:00hs
A Ourofino Saúde Animal destina anualmente entre 7% e 8% de sua receita líquida a projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I). A estratégia busca ampliar a criação de medicamentos, tecnologias e processos voltados à pecuária e ao mercado de animais de companhia.
Com 39 anos de atuação, a empresa mantém uma estrutura permanente de pesquisa como parte de seu planejamento de longo prazo. O objetivo é acompanhar as transformações do mercado veterinário, antecipar novas demandas e desenvolver soluções adequadas aos desafios enfrentados por produtores, médicos-veterinários e demais profissionais da cadeia de saúde animal.
A companhia, considerada o maior laboratório farmacêutico veterinário de origem brasileira, também aposta na integração entre conhecimento científico, infraestrutura industrial e relacionamento com instituições de pesquisa.
Ourofino reúne cerca de 100 pesquisadores
A estrutura de P&D&I da Ourofino conta com aproximadamente 100 pesquisadores. Desse total, 61 possuem pós-graduação, incluindo 35 profissionais com mestrado ou doutorado.
A equipe trabalha em conjunto com diferentes áreas da companhia e mantém uma rede de colaboração com Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs). O modelo permite aproximar a pesquisa acadêmica das demandas do mercado de saúde animal.
Essa integração contribui para o desenvolvimento de produtos, a melhoria de processos produtivos e a avaliação de novas tecnologias aplicáveis à medicina veterinária.
Parque industrial possui estrutura de biossegurança
A capacidade de pesquisa está conectada ao parque industrial da Ourofino, localizado em Cravinhos, no interior de São Paulo. A unidade possui aproximadamente 23,5 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 180 mil metros quadrados.
A estrutura produtiva conta com nível de biossegurança 3+, destinado ao controle rigoroso de riscos biológicos e à execução segura de atividades científicas e industriais.
A empresa também mantém uma fazenda experimental em Guatapará, no interior paulista. A unidade é certificada pela AAALAC International, organização internacional voltada à avaliação e acreditação de práticas relacionadas aos cuidados com animais utilizados em pesquisa.
A certificação considera critérios de bem-estar animal, qualidade das instalações, protocolos científicos e qualificação das equipes envolvidas.
Inovação passa a integrar estratégia da companhia
Para a Ourofino, a inovação não está restrita ao desenvolvimento de produtos dentro dos laboratórios. A empresa considera que a identificação das necessidades do mercado e o contato com os diferentes participantes da cadeia são fundamentais para orientar os investimentos em ciência e tecnologia.
Segundo o CEO da Ourofino Saúde Animal, Kleber Gomes, o desenvolvimento de soluções precisa fazer parte da estratégia e da cultura corporativa.
“A inovação não pode ser tratada como um projeto isolado ou como uma resposta pontual às mudanças do mercado. Ela precisa fazer parte da cultura e da estratégia da companhia. Na Ourofino, buscamos combinar conhecimento científico, capacidade de execução e, principalmente, a escuta das pessoas para antecipar necessidades e construir soluções que tenham impacto real”, afirma.
A companhia procura articular diferentes áreas de conhecimento com suas estruturas internas de pesquisa e com parceiros externos. A proposta é aproximar ciência, desenvolvimento tecnológico e visão de mercado durante todas as etapas dos projetos.
Pesquisa busca responder às demandas da saúde animal
A estratégia de inovação da Ourofino parte da análise dos desafios enfrentados pela cadeia produtiva. A empresa busca transformar informações coletadas junto ao mercado em projetos de pesquisa e desenvolvimento.
Nesse processo, produtores rurais, médicos-veterinários, distribuidores, universidades e instituições científicas podem contribuir para a identificação de novas necessidades.
O desenvolvimento científico procura gerar soluções relacionadas à prevenção e ao tratamento de doenças, à produtividade dos rebanhos, ao bem-estar animal e à segurança dos processos produtivos.
A mesma estratégia também alcança o segmento de animais de companhia, mercado que vem ampliando a demanda por medicamentos, diagnósticos e tratamentos veterinários mais especializados.
Empresa recebeu reconhecimento por projetos de inovação
Em 2025, a Ourofino recebeu o Prêmio Finep de Inovação na categoria Cadeias Agroindustriais Sustentáveis. O reconhecimento destacou iniciativas relacionadas ao desenvolvimento tecnológico e à sustentabilidade no agronegócio.
Em 2026, a companhia conquistou o segundo lugar no Prêmio Valor Inovação Brasil, na categoria Agronegócio.
As premiações reforçam a posição da empresa no desenvolvimento de tecnologias veterinárias e reconhecem a continuidade dos investimentos em pesquisa, infraestrutura e formação de equipes especializadas.
Tecnologia veterinária ganha importância no agronegócio
A inovação em saúde animal tem papel estratégico para a pecuária brasileira. Novos medicamentos, vacinas, ferramentas de diagnóstico e protocolos sanitários podem contribuir para reduzir perdas, melhorar a produtividade e ampliar a segurança dos alimentos de origem animal.
O avanço tecnológico também está relacionado ao controle de doenças, ao uso responsável de medicamentos veterinários, ao bem-estar dos animais e ao atendimento das exigências sanitárias dos mercados importadores.
Nesse cenário, empresas brasileiras que mantêm estruturas próprias de pesquisa podem ajudar a desenvolver soluções mais adequadas às condições produtivas, climáticas e sanitárias do país.
Investimento contínuo amplia competitividade
Ao direcionar até 8% da receita líquida para P&D&I, a Ourofino busca sustentar uma estratégia de crescimento baseada em ciência, capacitação profissional e desenvolvimento de novas tecnologias.
A combinação entre pesquisadores qualificados, infraestrutura industrial, fazenda experimental e parcerias com instituições científicas fortalece a capacidade da empresa de transformar demandas do mercado em soluções veterinárias.
Em um setor marcado por mudanças regulatórias, evolução tecnológica e novas exigências sanitárias, a continuidade dos investimentos será determinante para ampliar a competitividade da indústria brasileira de saúde animal.
Fonte: Portal do Agronegócio
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