Brasil inaugura Banco Nacional de Antígenos contra febre aftosa e fortalece defesa sanitária da pecuária
Nova estrutura estratégica amplia a capacidade de resposta a emergências sanitárias, protege o maior rebanho comercial do mundo e reforça a competitividade das exportações brasileiras de carne.
Publicado em: 28/07/2026 às 08:30hs
O Brasil deu um passo histórico na proteção da pecuária nacional ao inaugurar o Banco Nacional de Antígenos para Febre Aftosa, uma estrutura considerada estratégica para garantir respostas rápidas em eventuais emergências sanitárias e preservar o reconhecimento internacional do país como livre de febre aftosa sem vacinação.
A inauguração ocorreu no último dia 17 de julho, na unidade industrial da Biogénesis Bagó, em Garin, na Argentina, reunindo representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), da indústria de saúde animal e do setor produtivo brasileiro.
A iniciativa integra as ações do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA) e representa um dos maiores investimentos em biossegurança já realizados para a cadeia pecuária brasileira.
Banco de Antígenos amplia proteção do rebanho brasileiro
O Banco Nacional de Antígenos armazenará os principais sorotipos do vírus da febre aftosa, permitindo a produção rápida de vacinas caso seja registrada alguma ocorrência da doença.
Na prática, a estrutura reduz significativamente o tempo de resposta das autoridades sanitárias, fator considerado decisivo para conter possíveis focos da enfermidade e minimizar impactos econômicos.
Além de proteger o patrimônio pecuário nacional, o banco fortalece a confiança dos mercados internacionais na carne bovina brasileira, um dos principais produtos da pauta de exportações do agronegócio.
Brasil reforça liderança mundial em sanidade animal
O reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação abriu uma nova etapa para a pecuária nacional, exigindo mecanismos robustos de prevenção e contingência.
Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a implantação do Banco Nacional de Antígenos representa um divisor de águas para a defesa agropecuária brasileira.
De acordo com o ministro, a estrutura eleva o país ao grupo das nações que possuem os mais altos padrões internacionais de proteção sanitária, ampliando a capacidade de resposta diante de qualquer emergência envolvendo a febre aftosa.
Estrutura estratégica protege exportações brasileiras
A pecuária é um dos pilares do agronegócio nacional, responsável por bilhões de dólares em exportações anuais.
Nesse contexto, manter elevados níveis de biossegurança tornou-se essencial para preservar mercados internacionais altamente exigentes.
Para o presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, o Banco Nacional de Antígenos representa uma política de prevenção construída após o reconhecimento internacional do novo status sanitário brasileiro.
Segundo ele, a iniciativa garante que o país esteja preparado para responder de forma rápida e eficiente caso ocorra qualquer eventualidade envolvendo a doença.
Cooperação entre governo, ciência e iniciativa privada
A implantação do banco resulta de uma parceria entre o governo federal, instituições públicas de pesquisa e a iniciativa privada.
A Biogénesis Bagó, empresa responsável pela estrutura, possui mais de 30 anos de experiência internacional em programas de prevenção e combate à febre aftosa.
Atualmente, a companhia administra bancos de antígenos em diversos países, incluindo:
- Argentina;
- Estados Unidos;
- Canadá;
- Coreia do Sul;
- Taiwan;
- Filipinas.
Essa experiência internacional foi utilizada como base para a implantação da estrutura destinada ao Brasil.
Segundo Marcelo Bulman, Country Manager da Biogénesis Bagó Brasil, o banco representa um compromisso permanente com a proteção da pecuária brasileira e da segurança alimentar global.
Ferramenta fortalece o Programa Nacional de Vigilância
O gerente de Relações Governamentais e Assuntos Regulatórios da Biogénesis Bagó Brasil, Fabrício Bortolanza, destacou que o Banco Nacional de Antígenos é uma das ações estratégicas previstas pelo PNEFA.
Além de funcionar como mecanismo de contingência, a estrutura fortalece as políticas de prevenção, vigilância epidemiológica e resposta rápida, reduzindo riscos para toda a cadeia produtiva.
Exportações ganham mais credibilidade
Na avaliação do presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, o novo banco representa uma garantia adicional para manter a confiança conquistada pelo Brasil nos principais mercados compradores de proteína animal.
A expectativa é que a iniciativa reforce ainda mais a imagem do país como fornecedor confiável de alimentos, ampliando a competitividade da carne bovina brasileira no comércio internacional.
Defesa agropecuária entra em novo patamar
Com a implantação do Banco Nacional de Antígenos, o Brasil fortalece sua infraestrutura de defesa sanitária e consolida uma estratégia baseada em prevenção, monitoramento e rápida capacidade de reação.
A nova estrutura reduz vulnerabilidades sanitárias, protege o maior rebanho comercial do mundo e cria uma camada adicional de segurança para um setor que representa uma das maiores forças econômicas do agronegócio brasileiro.
O investimento também reforça o compromisso do país com a manutenção dos mais elevados padrões internacionais de sanidade animal, condição indispensável para preservar mercados, ampliar exportações e garantir a sustentabilidade da pecuária nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias