Certificado Digital do Algodão automatiza rastreabilidade da colheita até a pesagem
Tecnologia da Solinftec conecta máquinas, transporte e algodoeiras em uma única plataforma, reduzindo registros manuais, falhas de comunicação e riscos de fraude
Publicado em: 17/09/2026 às 08:00hs
O monitoramento do algodão desde a colheita no campo até a pesagem na algodoeira pode ser realizado de forma automatizada, sem a necessidade de digitação manual. Essa é a proposta do Certificado Digital do Algodão (CDA), tecnologia desenvolvida pela Solinftec para integrar software, dispositivos conectados e automação em uma única plataforma.
As atualizações do sistema serão apresentadas durante o 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA). A empresa também levará ao evento o novo Solix XT, robô autônomo destinado à pulverização seletiva e ao monitoramento agronômico das lavouras.
Certificado Digital do Algodão acompanha produto no campo
O CDA funciona como um diário de bordo digital da operação. A plataforma monitora as etapas de colheita, transporte, recebimento e pesagem, criando um histórico rastreável para cada volume de algodão movimentado.
Ainda no campo, os rolos recebem etiquetas eletrônicas de identificação equipadas com QR Code. O código permite vincular as informações do produto diretamente às lonas utilizadas na proteção da carga.
A identificação acompanha o algodão ao longo do percurso até a unidade de beneficiamento, permitindo consultar a origem e o histórico operacional da matéria-prima.
Computadores de bordo monitoram máquinas e caminhões
O sistema utiliza computadores de bordo instalados em tratores, colheitadeiras e caminhões para registrar automaticamente trajetos, velocidade e eventuais desvios durante o transporte.
As informações são integradas à balança da algodoeira, eliminando a necessidade de redigitação dos dados no recebimento. Segundo a empresa, a automação aumenta a confiabilidade dos registros e contribui para reduzir erros de comunicação e riscos de fraude.
Ao centralizar os dados em uma única plataforma, o Certificado Digital do Algodão também amplia a capacidade de acompanhamento das operações logísticas e facilita a conferência entre o material colhido, transportado e pesado.
Tecnologia integra diferentes etapas da cotonicultura
Além do CDA, a Solinftec apresentará no congresso tecnologias destinadas às diferentes fases do cultivo do algodão, abrangendo plantio, pulverização, monitoramento agronômico e colheita.
De acordo com Emerson Crepaldi, diretor de Operações da Solinftec, a integração das informações permite acompanhar a cadeia desde a implantação da lavoura até a rastreabilidade da matéria-prima.
“A Solinftec oferece um ecossistema de soluções que atende aos principais desafios da cadeia do algodão no Brasil e em outros mercados. Atuamos desde o primeiro hectare plantado até a rastreabilidade completa da matéria-prima, unindo eficiência, inteligência agronômica, automação e logística integrada”, afirma.
Segundo o executivo, as tecnologias também buscam apoiar decisões relacionadas à produtividade, à qualidade e à gestão das operações agrícolas.
Solix XT promete reduzir uso de herbicidas em até 77%
Outro lançamento que será apresentado pela empresa é o Solix XT. Segundo a Solinftec, o robô autônomo pode reduzir em até 77% o uso de herbicidas e proporcionar ganho de produtividade de até 17 arrobas por hectare, dependendo das condições de utilização.
O equipamento realiza pulverização seletiva e monitoramento agronômico em tempo real. O sistema aplica o produto apenas nos pontos identificados como necessários, em vez de pulverizar uniformemente toda a área.
O Solix XT possui autonomia operacional de até 50 horas, espaçamento de 15 centímetros entre os bicos e tração integral 4x4. O robô pode operar em terrenos com inclinação de até 30% e alcançar velocidade de 5 quilômetros por hora.
O modelo utiliza propulsão híbrida elétrica e a diesel, combinando autonomia para operações prolongadas com sistemas eletrônicos voltados ao monitoramento e à aplicação localizada.
A apresentação das tecnologias no Congresso Brasileiro do Algodão reforçará o avanço da digitalização na cotonicultura, especialmente em atividades relacionadas à rastreabilidade, automação, logística e uso mais direcionado de insumos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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