Publicado em: 01/04/2026 às 20:00hs
A consultoria StoneX revisou levemente para cima a estimativa da safra brasileira de soja 2025/26, reforçando a expectativa de um novo recorde de produção. O ajuste positivo ocorre em meio a avanços na produtividade em diversas regiões do país, apesar de impactos climáticos pontuais.
De acordo com o relatório de abril, a produção de soja foi elevada em 1% em relação à projeção anterior, alcançando 179,7 milhões de toneladas. Mesmo com perdas registradas em algumas áreas, especialmente no Rio Grande do Sul, o desempenho das lavouras em outras regiões compensou as adversidades climáticas.
O avanço da colheita e os resultados acima do esperado em campo levaram à revisão do rendimento médio nacional, agora estimado em 3,69 toneladas por hectare.
As revisões mais expressivas ocorreram em estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras. Nessas áreas, a produtividade superou as expectativas iniciais, contribuindo para o aumento da estimativa nacional.
Com a colheita em fase final, a StoneX avalia que novas revisões tendem a ser mais limitadas, consolidando o cenário de safra recorde, ainda que o potencial máximo tenha sido parcialmente afetado pelo clima.
No caso do milho, a primeira safra 2025/26 teve sua produção revisada para 27,2 milhões de toneladas, alta de 1,5% frente à estimativa anterior. O aumento está relacionado à melhora na produtividade, principalmente em estados do Norte e Nordeste.
Se confirmada, a produção da safra de verão será 6,6% superior à registrada no ciclo passado, fortalecendo sua importância no abastecimento interno. No Brasil, o consumo doméstico de milho supera as exportações, o que torna essa etapa inicial fundamental até a entrada da safrinha.
Por outro lado, a segunda safra de milho (safrinha) teve ajuste negativo de 0,6%, com a produção estimada em 106 milhões de toneladas. A revisão reflete principalmente a redução da área plantada em estados como São Paulo e Mato Grosso, impactados por atrasos no plantio.
Além disso, o clima segue como fator de risco. Previsões indicam chuvas abaixo da média em abril, o que já motivou uma leve redução na produtividade esperada no Paraná. Ainda assim, a StoneX ressalta que os modelos climáticos podem mudar, e que as próximas semanas serão decisivas para o desempenho da safrinha.
Considerando as três safras — incluindo a terceira, estimada em 2,5 milhões de toneladas — a produção total de milho no ciclo 2025/26 foi revisada de 136 milhões para 135,7 milhões de toneladas.
No balanço de oferta e demanda da soja, a revisão de abril afetou apenas a produção. O consumo doméstico foi mantido em 65 milhões de toneladas, enquanto as exportações seguem projetadas em 112 milhões.
Com isso, os estoques finais foram elevados para 6,44 milhões de toneladas, indicando maior disponibilidade interna.
No cenário externo, o mercado segue atento às relações entre China e Estados Unidos, com expectativa de um possível encontro entre os presidentes das duas potências em maio, fator que pode influenciar o comércio global de commodities.
Para o milho, além do ajuste na produção, a StoneX reduziu a previsão de exportações para 42 milhões de toneladas, refletindo a demanda interna aquecida.
Os estoques finais devem permanecer em níveis elevados, garantindo o abastecimento doméstico até a entrada da safrinha no segundo semestre.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias