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Soja

Soja irrigada alcança 138,97 sacas por hectare com manejo integrado em Goiás

Campeã nacional do Desafio do CESB, Fazenda Lago Bonito combinou bioestimulantes, equilíbrio nutricional, correção do solo e proteção fitossanitária para sustentar a produtividade


Publicado em: 16/10/2026 às 13:00hs

Soja irrigada alcança 138,97 sacas por hectare com manejo integrado em Goiás

A Fazenda Lago Bonito, em Mundo Novo (GO), alcançou 138,97 sacas de soja por hectare e conquistou o título nacional da categoria Irrigado no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB).

Segundo o consultor Dheividy Fernandes, responsável técnico pelo resultado, o desempenho foi construído pela integração entre escolha da cultivar, nutrição, desenvolvimento das raízes, qualidade da semeadura e controle de pragas e doenças. Nesse conjunto, os bioestimulantes foram utilizados para reduzir os efeitos de estresses nas etapas mais sensíveis da lavoura.

Bioestimulantes integraram estratégia do florescimento ao enchimento de grãos

O planejamento começou com uma cultivar de elevado potencial produtivo e adequada à época de plantio. A partir dessa escolha, a equipe associou nutrição via solo e foliar ao uso de bioestimulantes.

De acordo com Fernandes, o objetivo foi preservar o desenvolvimento das plantas diante de picos de estresse térmico e hídrico, especialmente entre o florescimento e o enchimento de grãos, nos estádios R1 a R5.5.

“Essa estratégia foi crucial para mitigar os picos de estresse térmico e hídrico em fases críticas”, afirma o consultor.

O resultado relatado está associado ao conjunto de práticas adotadas na área irrigada. Os bioestimulantes fizeram parte do programa de manejo, junto ao equilíbrio nutricional e às demais intervenções.

Correção do solo favoreceu raízes profundas

A preparação do solo foi outro componente destacado pelo responsável técnico. O trabalho incluiu descompactação, calagem e gessagem, com foco na melhoria das condições para o crescimento das raízes ao longo do perfil.

Segundo Fernandes, as intervenções buscaram reduzir as limitações causadas pelo alumínio tóxico e ampliar a disponibilidade de cálcio nas camadas inferiores.

“Isso permitiu o desenvolvimento de raízes profundas, aumentando a absorção de água e nutrientes, o que deu sustentação a um elevado número de vagens por planta”, explica.

A exploração de um volume maior de solo pelas raízes integrou, assim, a estratégia para sustentar o potencial produtivo da cultivar.

Monitoramento orientou o controle de pragas e doenças

A qualidade da semeadura e a proteção fitossanitária também receberam atenção durante o ciclo. O acompanhamento da lavoura direcionou o manejo de percevejos, lagartas e tripes, além de doenças como mancha-alvo e podridão de grãos.

Conforme o consultor, o programa incluiu a associação de fungicidas sítio-específicos e multissítios desde a fase vegetativa. Também foram utilizados defensivos seletivos e produtos biológicos, com atenção à preservação dos inimigos naturais.

O monitoramento contemplou o terço inferior das plantas, buscando proteger estruturas importantes para a formação e a manutenção da produtividade.

Desafio do CESB ajuda a revisar processos da fazenda

Para Fernandes, a participação no Desafio do CESB contribui para identificar pontos de melhoria em toda a operação. Entre os aspectos avaliados estão a velocidade de semeadura, a profundidade de deposição das sementes e o momento das aplicações.

“O desafio funciona como um ‘raio-X’ da fazenda, pois força o ajuste fino de cada processo”, afirma.

Segundo ele, os aprendizados obtidos na área participante são posteriormente incorporados ao manejo das áreas comerciais. A experiência da Fazenda Lago Bonito reforça, na avaliação do consultor, a importância de combinar tecnologia, execução e gestão para elevar a produção de soja na mesma área.

Fonte: Portal do Agronegócio

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