Produção de soja deve bater recorde de 174,9 milhões de toneladas e desafia indústria de sementes
Avanço da safra brasileira amplia a necessidade de eficiência e padronização no tratamento industrial, com atenção ao recobrimento, à secagem e à fluidez das sementes
Publicado em: 15/09/2026 às 08:00hs
A produção brasileira de soja deve alcançar o recorde de 174,9 milhões de toneladas em 2026, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço da cultura aumenta a pressão sobre a indústria de sementes, que precisa processar grandes volumes sem comprometer a qualidade e a uniformidade do tratamento.
A projeção integra o levantamento de julho do IBGE, que estima em 353 milhões de toneladas a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas. Com a expansão da produção, a eficiência passa a ser decisiva antes mesmo da semeadura, especialmente nas operações de Tratamento de Sementes Industrial (TSI).
O desafio está em manter o mesmo padrão de aplicação em milhares de lotes, garantindo recobrimento uniforme, aderência dos produtos, secagem adequada e fluidez ao longo de toda a linha de processamento.
Safra recorde de soja eleva pressão sobre o TSI
O aumento da quantidade de sementes processadas exige maior controle das operações. Em escala industrial, pequenas variações na aplicação dos produtos podem se repetir entre os lotes e afetar o rendimento, o ritmo da linha e a regularidade do tratamento.
Realizado em ambiente controlado, o TSI utiliza equipamentos específicos para aplicar os diferentes componentes sobre as sementes. O processo permite maior precisão na dosagem e no recobrimento, além de preparar o material para o armazenamento, o transporte e a posterior distribuição ao produtor.
Para Robson Soares, gerente de Agronomia e Geração de Demanda da Laborsan Agro, o crescimento da produção brasileira de soja torna a repetibilidade ainda mais importante.
“Com o volume que a soja alcançou no Brasil, manter o padrão do tratamento de sementes em grandes escalas exige mais atenção da indústria. O foco recai em processar uma grande quantidade de sementes com a manutenção da qualidade e da regularidade ao longo de toda a operação”, afirma.
Polímeros ajudam a melhorar recobrimento e aderência
Entre as tecnologias utilizadas no tratamento industrial estão os polímeros, aplicados para formar uma película sobre a superfície das sementes. Essa camada pode favorecer o recobrimento e a aderência dos produtos empregados no processo, além de aumentar a resistência da película formada.
A técnica é conhecida como peliculização, ou Film Coating. Sua utilização busca assegurar que os componentes do tratamento permaneçam distribuídos de maneira uniforme, contribuindo para a padronização dos lotes.
Na tecnologia desenvolvida pela Laborsan Agro, a linha de polímeros LabFix é utilizada em conjunto com os pós secantes LabSec. Segundo a empresa, essa combinação auxilia no recobrimento, na secagem, na resistência à abrasão e na fluidez das sementes durante o processamento industrial.
Pós secantes favorecem ritmo e fluidez da operação
Os pós secantes complementam a aplicação dos polímeros e contribuem para reduzir a umidade superficial após o tratamento. Esse efeito favorece o escoamento das sementes pelos equipamentos e ajuda a manter o ritmo da operação.
A fluidez ganha relevância em linhas que trabalham continuamente com grandes volumes. Quando a secagem não ocorre de forma adequada, as sementes podem apresentar maior aderência entre si, dificultando a movimentação e afetando a eficiência do processamento.
“Em uma linha de Tratamento de Sementes Industrial, o objetivo é conseguir repetir o processo e conservar um padrão. Polímeros e pós secantes fazem parte dessa construção porque atuam em pontos importantes para a operação, como recobrimento, aderência, secagem e fluidez das sementes”, explica Soares.
Escala da soja exige qualidade uniforme entre os lotes
Com a produção brasileira de soja próxima de 175 milhões de toneladas, a capacidade de combinar velocidade, qualidade e regularidade torna-se estratégica para a indústria de sementes.
Quanto maior a escala, maior também é a necessidade de monitorar equipamentos, dosagens, tempo de secagem e comportamento dos lotes. O objetivo é evitar que pequenas oscilações prejudiquem a produtividade da linha ou comprometam a uniformidade das sementes tratadas.
Nesse cenário, a modernização do TSI e o uso criterioso de tecnologias de recobrimento e secagem passam a integrar a busca por maior eficiência em uma cadeia que precisa acompanhar o crescimento da soja brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias