Plantio da soja chega a 86% no Norte do Paraná; chuvas e granizo exigem replantio pontual
Excesso de umidade dificulta a semeadura e retarda o desenvolvimento inicial, mas ainda não há indicação de perda generalizada do potencial produtivo da safra 2026/27
Publicado em: 05/11/2026 às 19:40hs
O plantio da soja 2026/27 alcançou 86% da área prevista no Norte do Paraná, apesar das chuvas frequentes e das condições de solo pouco favoráveis às operações. A implantação da safra também enfrenta danos localizados por granizo, com necessidade de replantio em algumas propriedades.
A avaliação é de Jocimarcio Borges, gerente comercial da Modo Agro, em entrevista à Agência Safras. Segundo ele, os produtores aproveitam os intervalos de tempo firme para avançar com a semeadura, enquanto acompanham o estabelecimento das lavouras já implantadas.
Chuvas limitam as janelas de semeadura
A persistência das precipitações reduz as oportunidades de trabalho no campo. Conforme Borges, a continuidade do plantio depende de períodos mais favoráveis, mesmo com o solo ainda apresentando condições abaixo das consideradas adequadas.
Apesar das dificuldades, o gerente comercial relata que as variedades utilizadas têm demonstrado resistência às adversidades. A expectativa é de melhora na evolução das plantas à medida que o ambiente se torne mais favorável.
Granizo provoca perdas localizadas e replantio
Episódios de granizo registrados no último fim de semana atingiram pontos da região e provocaram danos que exigem a recomposição de algumas áreas.
Segundo Borges, as perdas permanecem pontuais e, até o momento, não representam impacto significativo para o conjunto das lavouras do Norte paranaense.
A ocorrência exige avaliação individual das áreas atingidas, sem permitir uma conclusão de prejuízo regional generalizado.
Desenvolvimento inicial da soja apresenta leve atraso
Nas áreas já semeadas, as condições climáticas e de solo têm provocado um leve retardamento no desenvolvimento inicial das plantas.
Esse comportamento, entretanto, ainda não permite estimar redução de produtividade. Borges ressalta que é prematuro apontar comprometimento do potencial das lavouras nesta fase da safra.
A distinção é importante: o atraso no estabelecimento das plantas, por si só, não confirma perda produtiva ao fim do ciclo.
Próximas semanas serão decisivas para avaliar as lavouras
O acompanhamento da safra nas próximas semanas deverá mostrar como as plantas responderão à evolução do clima e das condições de solo.
Por enquanto, a avaliação apresentada por Borges é de que não há sinais de comprometimento produtivo generalizado na região. A atenção permanece voltada à conclusão do plantio, ao desenvolvimento das áreas implantadas e à recuperação dos pontos atingidos pelo granizo.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias