Plantio da soja 2026/27 em Minas Gerais reforça atenção à dessecação no Triângulo Mineiro
Controle de plantas daninhas antes da semeadura deve considerar espécies, estágio de desenvolvimento e histórico da área para favorecer o estabelecimento da lavoura
Publicado em: 13/10/2026 às 12:30hs
O início do plantio da soja 2026/27 em Minas Gerais coloca a preparação das áreas entre as prioridades dos produtores do Triângulo Mineiro. Com o encerramento do vazio sanitário em 30 de setembro, a semeadura pode avançar a partir de 1º de outubro, mas o controle de plantas daninhas exige planejamento antes da entrada das máquinas no campo.
A dessecação pré-plantio busca eliminar a vegetação indesejada presente na área e reduzir a competição inicial por água, luz e nutrientes. A eficiência dessa operação depende da identificação das espécies, de seu estágio de desenvolvimento e das condições de cada lavoura.
Segundo Francisco de Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB, a expectativa de iniciar a safra precisa ser acompanhada de uma avaliação do manejo realizado na área.
“É preciso avaliar como essa área chega ao novo ciclo, quais plantas daninhas estão presentes e se o manejo realizado antes do plantio foi suficiente para oferecer boas condições para o estabelecimento da soja”, afirma.
Plantas daninhas afetam estabelecimento da soja
Além de competir pelos recursos necessários ao desenvolvimento da cultura, plantas daninhas podem atuar como hospedeiras de pragas, doenças e nematoides, conforme orientações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Por isso, o planejamento do controle deve começar antes dos dias que antecedem a semeadura. Conhecer o histórico da área permite identificar problemas recorrentes e definir uma estratégia compatível com a vegetação presente.
Carvalho destaca que plantas em estágio inicial e plantas já estabelecidas exigem avaliações diferentes. Essa distinção interfere nas decisões de manejo e no momento adequado para iniciar o plantio.
Manejo ao longo do ano ajuda a conter banco de sementes
O controle das plantas daninhas não deve ficar restrito ao período em que a soja ocupa a área. A Embrapa recomenda estratégias durante todo o ano para evitar o aumento do banco de sementes no solo, que pode ampliar as infestações nos ciclos seguintes.
A pré-semeadura é uma etapa importante desse trabalho, pois permite eliminar plantas já presentes antes da emergência da cultura.
Entre as práticas recomendadas estão a rotação de culturas e a alternância de mecanismos de ação dos herbicidas. Essas medidas ajudam a reduzir a pressão de seleção e a preservar as alternativas disponíveis para o controle.
Estratégia de dessecação deve considerar cada propriedade
Segundo Carvalho, não há uma solução única para todas as lavouras. A definição do manejo precisa considerar as espécies encontradas, seu desenvolvimento e as intervenções realizadas anteriormente.
Dentro desses programas, a Hydroplan-EB trabalha com o Pro Lyks Azul em estratégias de pré-plantio, conforme as características da área e a recomendação técnica definida para a lavoura.
O objetivo do planejamento é permitir que a soja se estabeleça sem a competição de plantas que já ocupavam o terreno, favorecendo as condições iniciais de desenvolvimento.
Fim do vazio sanitário marca nova etapa da safra mineira
O calendário informado para Minas Gerais estabeleceu o vazio sanitário entre 1º de julho e 30 de setembro. O período integra as medidas de prevenção e controle da ferrugem-asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi.
A abertura do plantio no estado ocorre enquanto a safra de verão começa a avançar no país. No fim de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontava que o retorno das chuvas favorecia a semeadura e o desenvolvimento das culturas de primeira safra em diferentes regiões.
Para Carvalho, preparar a área é parte central desse processo. “A nova safra não começa quando a semente cai no solo. Ela começa na preparação que o produtor faz antes disso”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
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