Exportações brasileiras de soja devem atingir 13,76 milhões de toneladas em julho, aponta ANEC
Programação de embarques indica forte ritmo das exportações de soja, farelo e milho, com Santos liderando movimentação nos portos brasileiros
Publicado em: 15/07/2026 às 19:20hs
O Brasil segue mantendo um forte ritmo nas exportações do agronegócio. A programação de embarques da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) indica que o país deverá exportar 13,76 milhões de toneladas de soja em julho, consolidando mais um mês de elevada demanda internacional pelo grão brasileiro. Os dados fazem parte do relatório da Semana 27 de 2026, elaborado com base nas programações de navios.
Além da soja, o levantamento aponta embarques expressivos de 2,57 milhões de toneladas de farelo de soja e 3,44 milhões de toneladas de milho, reforçando o protagonismo do Brasil no comércio global de grãos.
Soja mantém desempenho superior ao de 2025
Caso as previsões sejam confirmadas, as exportações brasileiras de soja em julho ficarão cerca de 1,81 milhão de toneladas acima do volume registrado no mesmo mês de 2025.
No acumulado de 2026, entre janeiro e julho, a estimativa da ANEC aponta embarques de 86,34 milhões de toneladas, mantendo o país em trajetória de mais uma safra histórica destinada ao mercado externo.
O desempenho é sustentado pela elevada competitividade da soja brasileira e pela forte demanda internacional, principalmente da Ásia.
China continua sendo o principal destino da soja brasileira
A China permanece como o maior comprador da soja brasileira. Entre janeiro e junho de 2026, o país asiático respondeu por 71% das importações do produto.
Na sequência aparecem:
- Espanha (4%);
- Turquia (4%);
- Tailândia (3%);
- Paquistão (2%);
- Holanda (2%);
- Irã (2%);
- México (2%);
- Argélia (2%);
- Bangladesh (1%).
Os demais mercados representaram 7% das compras no período.
Porto de Santos lidera embarques brasileiros
O Porto de Santos continua concentrando a maior parte da logística de exportação dos grãos brasileiros.
Na programação da semana entre 12 e 18 de julho, estão previstos embarques de aproximadamente:
- 3,52 milhões de toneladas de soja;
- 720 mil toneladas de farelo de soja;
- 639 mil toneladas de milho.
Entre os principais portos exportadores aparecem:
- Santos;
- Paranaguá;
- Itaqui (São Luís);
- Barcarena;
- Rio Grande;
- Aratu/Cotegipe;
- Santarém;
- Itacoatiara.
Milho ganha força nas exportações
A chegada da segunda safra também começa a impulsionar os embarques de milho.
Para julho, a ANEC estima exportações de 3,44 milhões de toneladas, volume que demonstra o avanço da comercialização do cereal no mercado internacional.
Entre janeiro e julho, o Brasil deverá embarcar 9,66 milhões de toneladas de milho, enquanto as exportações de farelo de soja alcançam 15,31 milhões de toneladas no acumulado do ano.
Oriente Médio e Norte da África ampliam compras de milho
O levantamento mostra uma diversificação importante dos destinos do milho brasileiro.
Os principais importadores no primeiro semestre de 2026 foram:
- Irã (29%);
- Egito (20%);
- Vietnã (17%);
- Arábia Saudita (9%);
- China (4%);
- Marrocos (4%);
- Argélia (3%);
- Espanha (3%).
Farelo de soja amplia presença na Ásia
Nas exportações de farelo de soja, a Ásia continua como principal mercado consumidor.
Entre janeiro e junho, os maiores compradores foram:
- Indonésia (18%);
- Tailândia (12%);
- Holanda (9%);
- Irã (9%);
- Espanha (7%);
- Polônia (7%);
- França (6%);
- Bangladesh (5%);
- Coreia do Sul (5%);
- Vietnã (5%).
Brasil segue consolidado como potência mundial na exportação de grãos
Os números da ANEC reforçam o momento favorável das exportações brasileiras de grãos em 2026. A combinação entre safra robusta, infraestrutura logística em operação e demanda internacional aquecida mantém o Brasil como um dos principais fornecedores globais de soja, milho e farelo de soja.
Com a continuidade dos embarques programados para julho, o país deverá manter elevados volumes de exportação ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação da comercialização do milho safrinha e a permanência da forte demanda asiática pela soja brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias