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Soja

China reduz importações de soja dos EUA em 12%, enquanto Brasil amplia embarques

Compras chinesas de soja brasileira alcançaram 10,61 milhões de toneladas em agosto; no acumulado do ano, Brasil avançou 5%, enquanto fornecedores norte-americanos registraram queda de 34%.


Publicado em: 21/09/2026 às 19:40hs

China reduz importações de soja dos EUA em 12%, enquanto Brasil amplia embarques

As importações chinesas de soja dos Estados Unidos recuaram 12% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2025. Em sentido contrário, o Brasil ampliou os embarques para o mercado chinês e reforçou sua posição como principal fornecedor da oleaginosa ao país asiático.

Dados da Administração Geral das Alfândegas da China mostram que os norte-americanos enviaram 200.477 toneladas de soja em agosto, abaixo das 227.205 toneladas registradas um ano antes. O volume brasileiro cresceu 1% na mesma base comparativa, passando de 10,48 milhões para 10,61 milhões de toneladas.

Importações chinesas de soja somam 12,14 milhões de toneladas

Considerando todos os países fornecedores, a China importou 12,14 milhões de toneladas de soja em agosto. O resultado representa queda de 1,1% em relação às 12,28 milhões de toneladas adquiridas no mesmo período de 2025.

Na comparação mensal, entretanto, houve crescimento de 5,7% sobre julho. O desempenho confirma a continuidade da forte demanda chinesa, apesar das mudanças observadas na participação dos principais países exportadores.

Maior compradora mundial de soja, a China exerce influência direta sobre os preços, os fluxos comerciais e as estratégias de venda adotadas por Brasil, Estados Unidos e outros fornecedores.

Brasil amplia vantagem no mercado chinês de soja

A diferença entre Brasil e Estados Unidos fica ainda mais evidente nos resultados acumulados de janeiro a agosto.

No período, as importações chinesas de soja brasileira alcançaram 55,14 milhões de toneladas, aumento de 5% em relação ao ano anterior. Já as compras originadas nos Estados Unidos caíram 34%, para 10,66 milhões de toneladas.

O desempenho brasileiro evidencia a competitividade do país no abastecimento da China. Além da disponibilidade de grandes volumes, fatores como preços, calendário da safra e condições comerciais influenciam a escolha dos compradores chineses.

Entregas de contratos dos EUA perdem força em agosto

A redução dos embarques norte-americanos está relacionada à chegada antecipada de parte dos volumes negociados após a cúpula realizada em Busan, na Coreia do Sul, no final de 2025.

Depois do encontro, compradores chineses adquiriram aproximadamente 12 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos. A maior parte desse volume chegou aos portos chineses nos últimos meses, diminuindo o fluxo registrado em agosto.

A China também teria contratado mais da metade da meta de aquisição de 25 milhões de toneladas de soja norte-americana para o ano. Parte das remessas ligadas a esses compromissos está prevista para começar em setembro, o que poderá alterar novamente a participação dos Estados Unidos nas importações chinesas.

Tensões comerciais continuam influenciando o mercado

As relações comerciais entre Pequim e Washington permanecem entre os principais fatores acompanhados pelo mercado internacional de soja. Em 2025, as tensões entre os dois países levaram importadores chineses a adiar compras da safra norte-americana até a realização de uma reunião entre seus líderes, em outubro.

Após o encontro, as negociações foram retomadas, mas os volumes adquiridos permaneceram abaixo daqueles observados antes da guerra comercial.

Nesse cenário, o Brasil mantém ampla liderança no fornecimento de soja à China. A evolução das compras chinesas, o cumprimento dos compromissos assumidos com os Estados Unidos e as condições comerciais oferecidas pelos dois principais exportadores devem continuar orientando o mercado global da oleaginosa nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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