CESB registra recorde histórico de produtividade da soja com 156,13 sacas por hectare na safra 2025/26
Produtor catarinense conquista o maior rendimento já auditado pelo Desafio CESB e reforça que genética, manejo, sanidade e tecnologia são os pilares da alta produtividade da soja no Brasil.
Publicado em: 17/07/2026 às 13:00hs
CESB registra recorde histórico de produtividade da soja com 156,13 sacas por hectare na safra 2025/26
O Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) registrou um novo marco para a sojicultura nacional. Na safra 2025/26, o produtor Lourival Ruthes, da Agrícola Lourival Ruthes, alcançou 156,13 sacas por hectare, estabelecendo a maior produtividade já registrada em todas as edições do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja.
O resultado foi obtido em Major Vieira (SC) e garantiu ao produtor o título de campeão nacional e campeão da Região Sul na categoria Sequeiro. A marca reforça o potencial da agricultura brasileira quando há integração entre genética, manejo, qualidade do solo, nutrição e sanidade da lavoura.
Recorde confirma evolução da produtividade da soja brasileira
Segundo o CESB, o novo recorde demonstra que elevados patamares produtivos são resultado da combinação entre ambiente de produção, materiais genéticos adaptados e estratégias de manejo cada vez mais eficientes.
A entidade destaca que produtividade elevada não depende de um único fator, mas da integração de diversas práticas agronômicas capazes de aumentar a eficiência da lavoura sem comprometer a sustentabilidade e a rentabilidade do sistema produtivo.
Fórum reuniu especialistas para discutir alta performance no campo
Os campeões da safra 2025/26 foram anunciados durante o Fórum Nacional de Máxima Produtividade de Soja, realizado nos dias 7 e 8 de julho, em Indaiatuba (SP).
O evento reuniu produtores, pesquisadores, consultores e especialistas para debater os principais fatores responsáveis pelos sistemas de maior desempenho da sojicultura brasileira.
Entre os temas apresentados estiveram:
- escolha de cultivares e posicionamento genético;
- qualidade de sementes e plantabilidade;
- construção do perfil do solo;
- manejo nutricional;
- fisiologia vegetal;
- mitigação de estresses climáticos;
- agricultura digital e de precisão;
- controle de doenças, pragas e plantas daninhas;
- uso de produtos biológicos;
- estratégias para elevar produtividade com sustentabilidade.
CESB reforça integração entre produtividade, sustentabilidade e rentabilidade
De acordo com o presidente do CESB, Daniel Glat, o objetivo do Fórum foi transformar conhecimento técnico em aplicações práticas para o produtor.
A programação foi construída com base nos resultados obtidos nas áreas auditadas ao longo das últimas edições do Desafio, permitindo identificar os fatores que mais se repetem entre os sistemas campeões.
Segundo o diretor executivo do CESB, Luiz Silva, as maiores produtividades são consequência da integração entre diferentes tecnologias e boas práticas agronômicas.
Entre os principais pilares destacados estão:
- genética bem posicionada;
- sementes de alto vigor;
- construção adequada do perfil do solo;
- nutrição equilibrada;
- manejo fisiológico para redução de estresses;
- controle preventivo de doenças;
- manejo integrado de pragas;
- utilização estratégica de produtos biológicos;
- assistência técnica especializada.
Conhecimento gerado no campo fortalece a sojicultura nacional
O vice-presidente do CESB, Sergio Abud, afirmou que o novo formato do Fórum amplia o papel da entidade como difusora de conhecimento técnico.
Segundo ele, o objetivo é transformar a experiência acumulada em milhares de áreas auditadas em informações capazes de orientar decisões no campo e elevar a competitividade da produção brasileira.
A proposta é levar aos produtores não apenas os resultados recordistas, mas principalmente os fatores técnicos responsáveis pelo desempenho das áreas campeãs.
Campeões nacionais do Desafio CESB 2025/26
Na categoria Sequeiro, o grande campeão nacional foi Lourival Ruthes, da Agrícola Lourival Ruthes, com produtividade de 156,13 sacas por hectare, em Major Vieira (SC).
Na categoria Irrigado, o campeão nacional foi Luis Fernando Benaglia de Oliveira, da Fazenda Lago Bonito, em Mundo Novo (GO), com 138,97 sacas por hectare.
Campeões regionais da categoria Sequeiro
- Sul
- Lourival Ruthes (SC) – 156,13 sacas/ha
- Nordeste
- João Antonio Gorgen (BA) – 143,77 sacas/ha
- Norte
- Pedro Foresto Crispim (TO) – 136,64 sacas/ha
- Sudeste
- Edinaldo Pereira Dias (MG) – 122,66 sacas/ha
- Centro-Oeste
- Rodolfo Schlatter (MT) – 118,68 sacas/ha
Também foram premiados os consultores responsáveis pelas áreas campeãs, reconhecendo o papel da assistência técnica na obtenção dos elevados índices de produtividade.
Desafio CESB cresce em número de participantes e auditorias
A edição 2025/26 também apresentou crescimento significativo na participação de produtores.
Os números do Desafio mostram:
- 5.300 inscrições, alta de aproximadamente 12% sobre a safra anterior;
- produtores de 1.061 municípios distribuídos em 18 estados;
- 86% das áreas inscritas na categoria Sequeiro;
- cobertura de aproximadamente 4,8 milhões de hectares, equivalente a cerca de 10% da área brasileira cultivada com soja;
- 922 auditorias realizadas, crescimento de 13,5% em relação à edição anterior.
Segundo o coordenador técnico e de pesquisa do CESB, João Vitor Ganem, o aumento das inscrições e das auditorias demonstra o fortalecimento da iniciativa e o interesse crescente dos produtores em validar tecnicamente seus resultados.
Região Sul lidera, mas Centro-Oeste amplia participação
Historicamente, a Região Sul concentra o maior número de participantes do Desafio CESB, com destaque para o Paraná e o Rio Grande do Sul.
Entretanto, nas últimas safras, estados do Centro-Oeste e do Sudeste vêm ampliando sua participação. Em 2025/26, Mato Grosso alcançou a terceira posição em número de inscrições, enquanto São Paulo ocupou o segundo lugar em volume de auditorias realizadas.
Para o CESB, esse movimento evidencia a evolução tecnológica da sojicultura brasileira em diferentes regiões produtoras.
Todos os dez melhores produtores superaram 120 sacas por hectare
Outro dado considerado histórico é que os dez maiores rendimentos auditados nesta edição superaram 120 sacas por hectare, um patamar que há poucos anos era considerado praticamente inalcançável.
Ao longo de 18 edições, o Desafio Nacional de Máxima Produtividade consolidou uma ampla base técnica sobre sistemas de alta performance na produção de soja.
As informações obtidas permitem identificar práticas recorrentes entre as áreas mais produtivas e contribuem para disseminar tecnologias capazes de aumentar a produtividade, melhorar a eficiência do uso dos recursos e elevar a rentabilidade da cultura.
Para o CESB, a evolução contínua dos resultados confirma que a inovação, a assistência técnica e o manejo integrado continuarão sendo determinantes para o avanço da produtividade da soja brasileira nas próximas safras.
Fonte: Portal do Agronegócio
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