Publicado em: 16/06/2026 às 10:35hs
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) confirmou a ocorrência de novos focos de HLB (huanglongbing), também conhecido como greening, em pomares comerciais dos municípios de Heitoraí, na região Central de Goiás, e Cidade Ocidental, no Entorno do Distrito Federal. A identificação da doença acendeu o alerta entre produtores e autoridades sanitárias, que intensificaram imediatamente as medidas de contenção para evitar a disseminação da praga.
Considerado o principal desafio fitossanitário da citricultura mundial, o HLB não possui cura e pode comprometer severamente a produtividade e a longevidade dos pomares, gerando prejuízos significativos para os produtores.
Os focos foram identificados durante as inspeções realizadas pela Agrodefesa no âmbito do Levantamento Fitossanitário Anual de HLB. Após a identificação de plantas com sintomas suspeitos, amostras foram coletadas e encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Goiás (LFDA-GO), que confirmou a presença da doença.
Seguindo os protocolos estabelecidos pela Instrução Normativa nº 1/2026, que instituiu o Programa Estadual de Prevenção e Controle Complementar ao HLB (PECHLB), as plantas contaminadas foram erradicadas para reduzir os riscos de disseminação.
Segundo a Agrodefesa, equipes técnicas já atuam nas regiões afetadas orientando os produtores sobre monitoramento, prevenção e controle da doença.
“O diagnóstico demonstra que o sistema de defesa agropecuária está vigilante e atuando de forma preventiva. A rápida resposta é essencial para proteger áreas ainda livres da doença e minimizar impactos econômicos para a cadeia produtiva”, destacou o gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo.
Os novos casos reforçam a necessidade de atenção permanente dos citricultores goianos. Nos últimos anos, a Agrodefesa já havia identificado focos da doença nos municípios de Quirinópolis, Campo Limpo de Goiás e Anápolis.
Após as confirmações, foram realizadas ações de orientação técnica, fiscalização e mobilização de produtores em diferentes regiões do estado, incluindo eventos educativos em municípios como Goialândia, Itaberaí e Hidrolândia.
A coordenadora do Programa de Citros da Agrodefesa, Mariza Mendanha, destaca que a participação dos produtores é decisiva para o sucesso das estratégias de controle.
“A prevenção começa com a aquisição de mudas de procedência garantida. Mudas produzidas fora do sistema oficial podem estar contaminadas e representar uma porta de entrada para a doença. Por isso, é fundamental comprar apenas de viveiros certificados e registrados”, reforça.
A Agrodefesa também alerta que o comércio ambulante e ilegal de mudas representa um dos principais riscos para a disseminação do HLB. Denúncias podem ser realizadas diretamente pelo WhatsApp da Agência.
O HLB, conhecido internacionalmente como greening, é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp. e transmitido principalmente pelo inseto vetor Diaphorina citri, popularmente chamado de psilídeo.
A doença afeta o sistema vascular das plantas cítricas, comprometendo a circulação de nutrientes e provocando perdas progressivas na produção.
Entre os principais sintomas estão:
Embora não represente risco para a saúde humana, o HLB é considerado a doença mais destrutiva da citricultura devido ao elevado impacto econômico e à inexistência de tratamentos curativos eficazes.
Atualmente, o HLB já foi registrado nos principais polos citrícolas do país, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Goiás e Rio Grande do Sul.
A ausência de variedades comerciais resistentes torna a prevenção, o monitoramento constante e a eliminação rápida de plantas infectadas as principais ferramentas de defesa contra a doença.
Para reduzir os riscos de disseminação do greening, a Agrodefesa orienta os produtores a adotarem medidas rigorosas de biossegurança e monitoramento dos pomares.
Entre as principais recomendações estão:
Com a expansão dos focos em novas regiões do estado, o setor citrícola reforça a necessidade de vigilância permanente para preservar a produtividade dos pomares e garantir a sustentabilidade da atividade nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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