Ferrugem asiática da soja: workshop em Brasília vai revisar desafios e estratégias de controle
Promovido por Abag/IEAg e BASF em 10 de novembro, encontro atualizará debate sobre os impactos da doença e contribuirá para novo estudo técnico sobre a sojicultura brasileira
Publicado em: 06/11/2026 às 11:35hs
Os desafios para controlar a ferrugem asiática da soja estarão no centro de um workshop em Brasília (DF), no dia 10 de novembro. Promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), por meio do Instituto de Estudos do Agronegócio (IEAg), em parceria com a BASF, o encontro discutirá avanços no manejo, obstáculos e perspectivas de inovação.
A programação reunirá pesquisadores, autoridades, especialistas e representantes da cadeia produtiva. O objetivo é atualizar a avaliação dos impactos da doença, que pode provocar perdas expressivas de produtividade, e construir recomendações para seu enfrentamento.
Debate retoma estudo sobre o futuro da soja brasileira
A iniciativa dá continuidade à agenda estabelecida há cerca de dez anos com a publicação do estudo “O Futuro da Soja Nacional”, elaborado pela Abag/IEAg.
O trabalho analisou as consequências econômicas e sociais da ferrugem asiática para a cadeia da soja e apresentou recomendações de controle. Agora, a proposta é verificar como essas orientações evoluíram e quais desafios permanecem diante das transformações do setor.
Além de revisar o diagnóstico anterior, os participantes avaliarão as tecnologias disponíveis e as oportunidades de aprimoramento do manejo.
Novo estudo e Dia de Campo estão previstos
O workshop integra um programa de trabalho que prevê a elaboração de um novo estudo técnico e a realização de um Dia de Campo em abril de 2027.
Segundo Giuliano Alves, diretor do IEAg, a atualização deve identificar os avanços desde a primeira publicação, os problemas ainda não superados e as ferramentas que podem contribuir para o controle da doença.
Na avaliação do dirigente, o diálogo entre os diferentes segmentos é importante para formular recomendações que apoiem a sustentabilidade e a competitividade da produção brasileira de soja.
Manejo integrado e inovação orientam discussão
Para Sérgio Abud, biólogo e vice-presidente do Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), o encontro pode aproximar o conhecimento científico das necessidades das lavouras.
O especialista destaca que o enfrentamento da ferrugem asiática depende de conhecimento técnico, manejo integrado e inovação contínua. A participação de diferentes agentes da cadeia permite compartilhar experiências e alinhar estratégias de proteção da produtividade.
A atualização do estudo buscará reunir essas contribuições para orientar os próximos passos no controle da doença e responder aos desafios atuais da sojicultura nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
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