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Pragas e Doenças

Cigarrinha-do-milho preocupa para a safrinha; controle de ninfas ganha destaque no manejo

Equipe técnica da Sipcam Nichino alerta para possível aumento da pressão da praga sob temperaturas elevadas e destaca estratégias para reduzir sua multiplicação nas lavouras


Publicado em: 04/11/2026 às 15:00hs

Cigarrinha-do-milho preocupa para a safrinha; controle de ninfas ganha destaque no manejo

A cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) exige atenção no planejamento da próxima segunda safra, diante da possibilidade de condições climáticas favoráveis à sua proliferação. A avaliação é da equipe técnica da Sipcam Nichino Brasil, que aponta risco de maior pressão da praga em regiões do Oeste da Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Tocantins.

Segundo a companhia, o alerta considera modelos climáticos que indicam influência do El Niño no próximo ciclo da cultura. Para o engenheiro agrônomo Heberton de Melo, representante técnico de desenvolvimento comercial da empresa, temperaturas elevadas podem favorecer o aumento das populações do inseto.

Além do acompanhamento climático, o especialista destaca a necessidade de ampliar a atenção às ninfas, fases jovens da cigarrinha, como parte da estratégia para reduzir a multiplicação da praga.

Transmissão de doenças amplia risco para o milho

Os principais prejuízos associados à cigarrinha decorrem de sua capacidade de transmitir agentes causadores de doenças. Entre eles estão o fitoplasma e o espiroplasma, pertencentes ao grupo dos molicutes e associados aos enfezamentos, além dos vírus responsáveis pelo raiado fino e pelo mosaico estriado.

De acordo com Melo, em situações de infestação sem controle adequado, as perdas em híbridos suscetíveis podem variar de 30% a 90%. A estimativa apresentada pelo agrônomo reforça a importância de planejar o manejo antes da implantação da lavoura.

A presença do inseto demanda atenção tanto à transmissão de patógenos quanto à formação de novas gerações dentro da área cultivada.

Controle de ninfas busca interromper multiplicação da praga

Na avaliação do representante da Sipcam Nichino, o manejo precisa considerar as fases jovens da cigarrinha, além dos adultos.

Melo explica que estratégias anteriormente concentradas na fase adulta deixavam em segundo plano o controle das ninfas. A inclusão dessa etapa busca interferir no ciclo da praga e reduzir o crescimento populacional ao longo do cultivo.

Segundo a empresa, essa abordagem foi avaliada em quase 80 trabalhos de campo, com participação de 24 consultorias, instituições de pesquisa e universidades. Entre as organizações citadas estão Unesp de Botucatu, Desafios Agro, Ceres, Fundação Rio Verde e Multcrop.

Conforme o agrônomo, os estudos também apontaram a importância das ninfas na dinâmica de disseminação dos agentes causadores de doenças no milho.

Empresa relata resultados de inseticida sobre fases jovens

Os ensaios apresentados pela Sipcam Nichino antecederam o lançamento do inseticida Fiera®, comercializado pela companhia há cerca de três anos.

De acordo com Melo, o produto é um inseticida fisiológico e regulador de crescimento de insetos. Nos trabalhos citados pela empresa, os índices de controle de ninfas ficaram entre 95% e 100%, nas condições avaliadas.

O agrônomo também relata efeitos sobre a capacidade reprodutiva da cigarrinha. Segundo os resultados informados pela companhia, houve redução superior a 65% na postura de ovos e de 90% na eclosão de ninfas.

Na avaliação de Melo, a diminuição desses indicadores pode contribuir para limitar a multiplicação do inseto na propriedade.

Planejamento da safrinha deve considerar o ciclo da cigarrinha

O alerta da equipe técnica coloca o controle das diferentes etapas de desenvolvimento da praga entre os pontos de atenção para a próxima safrinha.

A proposta apresentada pela companhia é incorporar o manejo das ninfas às estratégias de contenção da cigarrinha, considerando sua participação na manutenção das populações e na disseminação de doenças.

Segundo a Sipcam Nichino, o Fiera® contém buprofezina na concentração de 250 g/L, em formulação suspensão concentrada (SC), ingrediente ativo desenvolvido pela Nichino, no Japão. Os resultados de eficácia e reprodução mencionados são atribuídos aos ensaios divulgados pela empresa.

Fonte: Portal do Agronegócio

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